segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O fio de Ariadne

Nalgum dia de 2002 eu encontrei uma ponta solta numa aula de história da arquitetura sobre as utopias urbanas do século XX.

Puxei o fio, e ele me levou a Brasília no ano seguinte.

Continuei puxando e encontrei diversos modelos de cidade utópicas pós revolução industrial, em 2004.

Segui, e no ano seguinte relacionei essa arquitetura com as artes.

Mais a frente estava a "Cidade Contemporânea para 3 Milhões de Habitantes" e o purismo corbusiano.

Continuei puxando.

Encontrei cidades feitas a partir do nada. Segui.

Puxei o concurso de Brasília, e as capitais que ela nunca foi.

Mais a frente estava Joaquim Guedes, um dos participantes do concurso e urbanista de várias cidades brasileiras.

Agora cheguei ao padre Lebret, planejador urbano e hunanista, de quem Guedes foi estagiário.

O preocupante é que o meu fio de Ariadne não leva para fora, mas para dentro do labirinto.

Eita fio que não tem fim...