quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Evolução

Na esteira da leitura de "A Origem das Espécies", mais um dos muitos livros começados e não terminados que se empilham no meu criado-mudo, ouvi hoje uma notícia sobre a super-bactéria. Um especialista dizia que o aumento da resistência dessas bactérias se dá graças ao uso dos antibióticos. Quer dizer, pra cada novo antibiótico, em seguida aparece uma nova bactéria mutante resistente a ele. Fiquei pensando sobre isso e desenvolvi duas explicações para o fenômeno.

A primeira é darwniana, quer dizer, estando as bactérias expostas aos novos medicamentos, a princípio irão todas morrer. Mas, se entre elas houver uma só capaz de resisti-lo, logo apenas ela será capaz de se multiplicar, passando o seu super-poder para toda uma super-prole. É claro que isso acontece com uma rapidez espantosa em termos de evolução genética, mas imagino que a vida de uma bactéria seja bem mais curta que a de um mamífero e, assim, sabe-se lá quantas gerações se sucedem em pouquíssimo tempo.

A segunda explicação, criacionista, é mais divertida. Vamos supor que a inteligência superior que tenha criado a todos os seres vivos conduza conscientemente essas mutações, e não ao acaso. Enquanto temos uma porção de ursos morrendo por causa do calor, de peixes morrendo por causa do frio, de pinguins morrendo de fome e cachorros morrendo de colesterol, as bactérias se adaptam muito mais rapidamente o que revelaria uma preocupação maior do demiurgo em preservar as bactérias do que os ursos, os peixes, os pinguins e os cachorros. Evidentemente, a única explicação seria que dentro do equilíbrio da natureza, as bactérias talvez fizessem mais falta à criação do que os cachorros e a grande maioria dos outros animais. Essa foi a minha primeira constatação.

No entanto, escrevendo agora, pensei que a única função dessas bactérias na natureza parece ser matar seres humanos. Ou seja, arrependido de não ter descansado no sexto dia, o criador pode estar querendo preservar as bactérias com a intenção de que elas continuem a dar cabo da humanidade.

É... Faz sentido...