sábado, 31 de julho de 2010

Florianópolis

Voltar a Florianópolis é sempre especial pra mim, como voltar a Londrina. O engraçado é que fui de São Paulo para a ilha, e mesmo sendo nascido na primeira e não na segunda, é a ilha que talvez me cause mais impacto. E o motivo é simples.

Enquanto eu ando pelas ruas do centro, pelo calçadão da universidade, a cidade olha pra mim. Ela se lembra do ano mais difícil e estimulante entre esses meus 28 últimos, e a cada vez que passo ela me conta quem eu sou. E essa Florianópolis ninguém mais conhece.

Ninguém sabe dos guarda-chuvas coloridos atravessando em massa a avenida em direção ao mercado, nem da lanchonete perto do trabalho onde eu almoçava um salgado (era tudo que meu dinheiro dava). Passei em frente, os salgados continuam lá. A praça com a floricultura e o ponto de ônibus, a primeira que vi na cidade, lembrou-se de mim. As avenidas que me viram caminhando sonâmbulo de olhos fechados, decidindo terminar o percurso a pé para economizar um pouquinho que fosse, apenas me olharam. A escadaria onde tirei um retrato das pombas, a sala onde me intoxiquei com o cheiro da tinta fresca, o restaurante onde tocava às sextas, a portaria onde me apaixonei perdidamente. O bar onde sentava com meus amigos e a entrada do campus que me viu tantas vezes repetir: vou lutar mais um dia. E depois outro dia, e mais outro, até que chegou o dia de vir embora. Porque é assim que as coisas são.


Não que eu conheça Florianópolis. Freqüentemente converso com pessoas que na apenas como turistas conhecem mais lugares do que eu que morei lá. Como aliás, eu também pouco conheço Londrina, ou Prudente, ou São Paulo, já que minha distração me coloca sempre a observar as mesmas coisas como se fosse a primeira vez. O que me comove, é que é Florianópolis quem me conhece.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Muito longe de casa

Quando eu vejo algum programa de TV, desses de barraqueira, eu quase sempre duvido que sejam atores e que aquela história não seja real. Na verdade, esse pessoal da periferia tem um jeito de brigar dando risada que um ator não conseguiria fazer tão bem a caricatura.

Eu me lembrei disso ao ler a história de Ishmael Beah pela forma simples com que ele escreve. Ora, eu tinha acabado de sair do Umberto Eco, extremamente prolíxo, e caído num texto quase infantil de um menino africano. A diferença é que Umberto Eco compõe uma obra de arte sobre histórias que ele nunca viveu enquanto em Muito longe de casa Ishmael conta sem arte coisas que ele próprio viu, viveu e, principalmente, fez.

O livro conta a adolescência de Ishmael passada no meio da guerra civil em Serra Leoa, dividida entre um ditador golpista e rebeldes igualmente sanguinários. Depois de escapar acidentalmente de um ataque que destruiu sua aldeia, Ishmael passa meses fugindo da guerra cruzando boa parte das aldeias e das florestas de Serra Leoa a pé, até ser capturado pelo exército governista e ser transformado em um menino-soldado, tomando lugar nas frentes de batalha.

Algumas coisas me chamaram a atenção. A primeira é que, a questão política - ditadura, golpe, revolução, eleição, direita, esquerda, rebeldes, causa - não chega em absoluto na ponta da guerra. Ninguém sabe porque está lutando, ou sabe, para vingar a destruição de sua casa, sua aldeia e a morte de sua família. Fazem isso destruindo outras casas, aldeias e famílias, o que faz com que o argumento seja o mesmo para ambos os lados. Além disso, basicamente invadem as aldeias que encontram pela floresta para roubar drogas, munição e, principalmente, comida, criando um ciclo interminável: matam e roubam comida para poder continuar caminhando até a próxima aldeia para matar e roubar mais comida.

Essa psicologia da guerra me fez compreender melhor o que talvez possa acontecer, em certa medida, com um menino do tráfico, por exemplo. Toma aqui essa arma e vai matar aqueles que mataram seu pai, ou tomar daqueles que te humilham na rua, que cospem em você, que te olham de cima porque você é preto, pobre e favelado. Agora você pode, você tem uma arma. Você não iria? E não sei dizer... Mas no mínimo a gente compreende porque é que alguns aceitam.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi a presença dos voluntários da ONU. Se em Gostaríamos de informar que amanhã seremos mortos com nossas famílias a presença das forças de paz é tida como desastrosa em Ruanda, no caso de Serra Leoa ela parece ser frágil, mas válida. São esses voluntários que "compram" o menino Ishmael e o levam para um centro de recuperação. No entanto, tirado da guerra no dia anterior, os meninos continuam a se comportar com se estivessem nela: batem nos voluntários, lutam entre si, roubam, ameaçam. A guerra continua dentro deles. Certo tempo eu tive vontade de ser voluntário da ONU, mas não deve ser coisa fácil.

Finalmente, me chamou a atenção a capacidade física e de sobrevivência de Ishmael. Ele diz coisas como "a aldeia ficava a dois dias de distância". Se eu tivesse que andar dois dias pra chegar em algum lugar... Sem água ou comida. Em certo momento ele passa meses na floresta, sozinho, comendo cocos. Isso talvez seja pior do que matar para sobreviver. Em todo o caso, é uma coisa que espero jamais descobrir...

Leitura recomendadíssima.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Twitada

Em vez de Caras, porque as salas de espera não tem livros de poesia?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um ombro amigo

* a pedido da minha amiga Ieda, vou republicar aqui um texto de 2005 que estava lá no outro blog.


- Pois então. Como eu estava dizendo, meu avô foi um homem muito bom.

- Ah! O meu também. Foi enfermeiro voluntário na guerra, distribuía comida aos pobres, ajudava as velhinhas a atravessar a rua. Uma beleza.

- Não, o meu avô nunca fez isso. Era só um homem do campo, preocupado em plantar tomates e cuidar bem da família.

- Nossa! Na minha cidade tem um japonês que planta tomates do tamanho de cocos. Já saiu até no Fantástico. E todos na cidade são assim. Uma vez até pensaram e organizar um “festival do tomate” com um concurso pra eleger o maior tomate da região.

- O meu avô plantava tomates normais mesmo, desses do tamanho de tomates. Mas graças a eles meu pai pôde ir estudar na cidade, fazer uma faculdade, se formar, mesmo que com alguma dificuldade.

- O meu pai sim teve dificuldades... Fazia três faculdades ao mesmo tempo, diurno, noturno e uma por correspondência. Só tinha um par de tênis. Uma vez quase perdeu uma prova porque não tinha dinheiro pra comprar uma caneta. Teve que pedir emprestado.

- Sim, mas eu estava contando a história do meu avô. É uma pena que ele tenha falecido. É muito triste estar aqui, olhar para o caixão, as flores...

- Você tinha que ver o velório da minha tia. Muito mais triste do que esse.

- E como se não bastasse, meus tios já andaram se desentendendo sobre o que fazer com a casa que ele deixou. Podiam ao menos respeitar um pouco. Só o que falta agora é uma briga em família.

- Rapaz! As brigas da minha família são homéricas. Duvido que a sua família tenha brigas tão grande quanto às da minha e...

- Caramba meu! Como você é chato. Eu estou aqui, triste, em um momento importante, precisando desabafar. E você só fica falando que o seu avô isso, que o seu pai aquilo. Fica me interrompendo. Até o tomate da sua cidade era maior. Será que não dá pra me ouvir e calar a boca não? Impressionante. Sinceramente, você deve ser o cara mais chato que eu conheço...

- Xiii você não viu nada. Uma vez eu conheci um cara tão chato...



domingo, 25 de julho de 2010

Abulafia

Vou continuar hoje a sortear mais frases para o Abulafia. Como viajei com a mala cheia de livros, vou pegar em cada um deles uma frase ao acaso.

de "Muito longe de casa":

As mulheres e os idosos da aldeia apareceram em suas varandas e assistiram a tudo enquanto fomos levados pelos soldados adultos para a clareira na floresta.

de "Meneghetti: o gato dos telhados":

O companheiro Vasco não denunciou, e só no dia seguinte perceberam a sua fuga.

de "Canto Genereal" de Pablo Neruda, que comprei no Chile:

Desde el flagrante olor de los pinos urales miro la biblioteca que nace no corazón da Rusia.

e duas do próprio 'Pêndulo de Foucault":

O material iconográfico encontrado em Milão e Paris não bastava.

No debate, eu havia levantado uma objeção.

Meu Plano está tomando forma!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Abulafia

Em "O pêndulo de Foucalut", que comentei abaixo, um dos artifícios que os personagens usam para formular o seu "Plano" fantasioso de dominação mundial é o Abulafia. Trata-se de um programa de computador que simplesmente pega frases inseridas e as reorganiza aleatoriamente, formando um novo texto desconexo. No entanto, a mania humana em estabelecer conexões inexistentes - e encontrar exatamente aquilo que está procurando - enxerga neste texto desconexo segredos escondidos que, na verdade, não estão lá. Vou dar um exemplo.

No livro, o Abulafia serve para a construção de um plano de dominação mundial que começa com os templários. Como não tenho capacidade pra tanto (não sou o Umberto Eco) vou fazer uma experiência mais próxima, pra ver se dá certo. Por exemplo, o que aconteceu com Ronaldo na final da Copa de 98? E depois vou simular o Abulafia, criando algumas frases desconexas e depois sortando um texto que revela este segredo. E lá vão algumas frases.

Dois pares não formam uma trinca.

Boa. Vamos ver outra. Bem misteriosa.

O que está dentro está fora. O que está fora, está dentro.

Essa eu tirei do álbum de nascimento do filho de um amigo meu. Vamos ver uma frase de música agora...

Todos satisfeitos com o sucesso do desastre.

Renato Russo. Agora uma afirmação sobre geografia:

Montanhas podem ter neve durante todo o ano.

Uma frase de propaganda:

Não tem preço.

E uma frase absolutamente desencaixada:

As crianças estão brincando na praça.

Depois coloco mais frases. É preciso de várias para o Abulafia funcionar bem. Acompanhe...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Twitada

Eu abro o meu Neruda e apago o Sol... (Fui à casa-museu do Neruda em Santiago hoje, daí a homenagem...)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Twitada

Todo corpo parado tende a permanecer parado a não ser que haja uma força interna (primeira lei de Newton do Acarajé)

domingo, 18 de julho de 2010

O pêndulo de Foucalut

Essa viagem de 24 horas num ônibus entre Santiago e San Pedro do Atacam me fez praticamente encerrar, tarefa que foi completada em poucos dias seguintes no deserto, a história complicada de Causabon, Belbo e Diotallevi, editores italianos que de tanto receberem livros de autores mirabolantes sobre sociedades ocultas, segredos revelados e teorias conspiratórias secretas acabam sendo encarregados de organizar uma coleção de bobagens místicas para a editora em que trabalham. Um desses autores, Ardenti, fala sobre um plano dos templários para a dominação do mundo que duraria uma centena de anos e estaria pronto para ser completado. No entanto, após apresentar seu livro aos editores, Ardenti desaparece misteriosamente do hotel onde se hospedava.

A partir da idéia inicial de Ardenti, os editores elaboram, por brincadeira, o Plano templário em sua totalidade. Neste ponto, a pesquisa de Umberto Eco, esse gênio, é impressionante. O "Plano", como eles o chamam, passa a envover não apenas os templários, mas a Rosa-Cruz, Sheakspeare, Napoleão, os jesuías, e uma infinidade de grupos, seitas, personagens e fatos históricos, todos colocados agora como parte de uma cosnpiração universal. Procurando, e muitas vezes criando, relações entre fatos e mesmo frases desconexas, os três começam a levar o seu plano tão a sério que acabam por vê-lo realizar-se de algum modo, transformando a vida de cada um e deixando em dúvida (nossa e deles) o que é realidade, o que é imaginação, o que é pura e simples paraóia.

Há alguns dias me perguntaram sobre esse livro e eu o defini como "um Código da Vinci com pós-doutorado". É exatamente isso. Enquanto Dan Brown usa seu livro para dar às pessoas exatamente o que elas querem, uma conspiração, Eco usa uma conspiração para nos dar o que precisamos, mas não queremos: um tratado sobre a nossa fé, sobre a fragilidade do nosso universo e sobre a nossa cegueira ao claro, ao simples e ao elementar. Mais ainda, sobre a realidade que sequer existe, mas que também não passa de uma construção nossa, seja ela qual for.

Encontrei, inclusive, na Wikipédia, uma frase interessante de Umberto Eco sobre essa relação com Dan Brown:
Eu inventei Dan Brown. Ele é um dos personagens grotescos do meu romance que levam a sério um monte de material sobre ocultismo. O Pêndulo de Foucault projeto brinca com teorias cospiratórias e teve início com uma pesquisa entre 1.500 livros de ocultismo reunidos por seu autor. Ele [Dan Brown] usou grande parte do material. Em "O Pêndulo de Foucalt", eu havia inserido um bom número de ingredientes eotéricos que podem ser encontrados no Código da Vinci. Os meus personagens, ao elaborarem os seus projetos, levam em conta a importância do Graal, por exemplo. Eu quis fazer uma representação grotesca daquilo que eu via em volta de mim, de uma tendência da qual eu previa o crescimento. Era fácil fazer uma profecia como esta. Ao pesquisar para escrever "O Pêndulo de Foucault", eu esvaziei todas as livrarias que já se especializavam nessa "gororoba cultural". Dan Brown copia livros que podiam ser encontrados trinta anos atrás nos sebos da Rua de la Huchette, em Paris. O sucesso pode ser explicado pelo fato de que as pessoas são sedentas por mistérios.
E como diz uma frase do próprio Código da Vinci, "as pessoas adoram uma conspiração".

sexta-feira, 16 de julho de 2010

moCHILEiro

O blogueiro está de férias no Chile, subindo vulcoes no deserto a -17 graus celsius. Portanto, o blogue está cerrado.

Volto no fim do mes.

sábado, 10 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Divórcio

O congresso aprovou ontem uma lei que facilita o divórcio no Brasil. Ao que parece, antes eram necessários 2 anos de separação de fato para que o divórcio saísse. Agora não há mais essa exigência, ou seja, o divórcio pode sair imediatamente a separação do casal. Eu não entendo muito de lei, e muito menos de divórcio, mas é mais ou menos isso aí.

Em compensação, eu entendo de pitaco e acho que em vez de mexerem na lei do divórcio, deveriam mexer na lei do casamento. Afinal de contas, o problema do divórcio só existe pelo problema do casamento. Então, os dois anos de carência do divórcio podiam passar para o casamento legal que só valeria depois de dois anos do casamento de fato. Antes disso, se não rolar, cancela tudo e pronto.


Olha só que boa idéia!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Twitada

Oscar Niemeyer que me desculpe, mas essa logo da copa de 14 é muito feia.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paul Kagane

Interessante entrevista do Der Spiegel com Paul Kagame, presidente de Ruanda, que fala sobre o genocídio sobre o qual já comentei AQUI.

Tendo acesso ao UOL, pode-se ver a entrevista AQUI.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Torre H


Deu na Folha de SP.Dois artistas holandeses estão exumando um importante cadáver da arquitetura brasileira: o projeto da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Uma década após Brasília, o projeto urbano foi realizado novamente por Lúcio Costa, com edifícios de Niemeyer e jardins de Burle Marx. Confesso que não conheço muito bem essa história, mas parafraseando Lúcio Costa, "veio o mau destino e fez da Barra o que quis".

De qualquer forma, esses holandeses encontraram um cadáver que jaz a céu aberto no bairro nobre carioca: a Torre H, uma das 70 torres projetadas por Niemeyer para o bairro, das quais 4 saíram do papel, 3 estão de pé e duas são habitadas. A Torre H nunca foi concluída e está a mais de 40 anos abandonada. Segundo a reportagem, ela nem consta no catálogo das obras de Niemeyer.

A idéia é fazer um livro remontando a história do edifício e das pessoas por trás do concreto: construtores, arquitetos, engenheiros, proprietários dos apartamentos, incluindo uma versão virtual do edifício a partir dos projetos originais. Muito interessante.

Vasculhando o blog desse projeto, encontrei também imagens feitas do centro de São Paulo. É sempre legal observar o olhar do estrangeiro sobre as cenas que estamos habituados a ver. Eu que me encantei com um guarda-corpo de praça no centro de Istambul sei bem como é esse olhar do turista, o olhar novo a quem tudo encanta e tudo interessa. Agora são eles que vêm olhar o centro de SP. Legal.

Artistas nas ruínas Torre H

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diálogos


- Eu não vou votar não. Faz muito tempo que eu não voto.

- Você justifica?

- Eu não. Não faço nada.

- Não pode cara, tem que ao menos justificar. Um dia desses você precisa desses comprovantes, daí dá rolo.

- Ah é? Bom, então eu vou lá, faço um "X" em qualquer um e pronto.

- Um "X"? Meu, realmente faz tempo que você não vota...

sábado, 3 de julho de 2010

Futurologia

Agora que acabou a Copa de 2010, começa a discussão dos convocados para a Copa de 2014. Eu mesmo já consultei a minha bola de cristal que me deu, em primeira mão, o time titular.

Na verdade, basta olhar esta seleção para prever a próxima. Esta é uma continuação dos pontos fortes da passada (Lúcio, Juan, Gilberto Silva, Robinho, Kaká) mais os destaques dos melhores times de até 2005, o Santos (o próprio Robinho, Elano) e São Paulo (Kaká de novo, Luís Fabiano, Josué, Júlio Batista, Grafite). Hoje, devem sair os criticados (Felipe Melo, Josué...) e os velhinhos (Lúcio, Juan...). Vejamos como será o time do nosso técnico Felipão.

Júlio César deve continuar no gol. Ele é muito bom e se o seu reserva imediato é o Doni, você imagina como é fraca a concorrência. Os melhores times do Brasil tem goleiros velhos. Correm por fora o Víctor, do Grêmio e o até o Bruno do Flamengo, se ele não estiver preso. Acho que o Márcio, do glorioso Grêmio Prudente, também pode ter uma convocação ou outra se sair para um time grande.

Maicon fica na lateral direita, concorrendo apenas com o seu já concorrente Daniel Alves.

Thiago Silva assume o lugar de Lúcio. Já está sendo preparado pra isso.

Alex Silva fica no lugar de Juan, que também já está vovô.

Continuamos sem um lateral esquerdo. Deve ser alguém que hoje joga em um time médio, um Figueirense, um Vitória, um Corinthians, e aparecerá nos próximos anos. Vaga aberta, inclusive pro próprio Michel Bastos ou praquele Filipe que vive machucado.

O mesmo vale para a posição de primeiro volante. Vaga aberta pro lugar de Gilberto Silva, mas será de um hoje desconhecido. Talvez o Pierre seja o reserva.

Hernanes ocupará substituirá Felipe Melo com muita, mas muuuuuuita vantagem.

Kaká deve continuar no time, mas não sei se com a 10. Vai disputar a vaga com o Ganso. Um será o 10, outro será o 20.

Robinho, com 4 anos a mais e um tanto de fôlego a menos, recua para o meio campo como faz hoje no Santos e tem tudo para pipocar na sua 3ª Copa seguida.

Neymar, que a essa época deverá estar no Manchester City, na Turquia ou na Rússia, tentará ressurgir das cinzas na Copa.

Pato que já deverá ter ganho um prêmio de melhor do mundo até lá, comanda o ataque e vai com tudo esfregar o título na cara do Dunga que não o chamou esse ano.

Duvida? Pois vou programar esse post para reaparecer em junho de 2014. Daí eu conto quantos eu acertei, quantos eu errei...


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Copa do Mundo IX

E o Brasil perdeu para a Holanda. Eles ficaram com a final da Copa, mas nós ficamos com Pernambuco. Tudo bem, foi uma derrota honrosa. Pelo menos dessa vez o Brasil perdeu correndo desesperado e não tomando chapéu do Zidane. Pelo menos dessa vez o nosso craque estava com dor no púbis e não com 100 Kg. Pelo menos dessa vez o Robinho saiu nervoso em vez de sair sorrindo e a grande idiotice da partida foi um pisão no adversário em vez de uma arrumada na meia. Prefiro perder sendo expulso de campo do que arrumando a meia.

Agora eu torço para o Paraguai. Vaaaaaaaai Paraguai!