terça-feira, 15 de junho de 2010

Inevitável


será um aviso?
será um acaso do incorruptível destino?
será um atraso, um desequilíbrio
rapino
um descontínuo no passo do
passeio menino que passo
de porta em porta a entregar flores
a esperar que me saia
à janela
mas que sublime descompasso
se o pedaço de caminho que
me cabe era tão claro
e defronte à janela que
se abre
vou cantar
e defronte è janela que
se abre
vou postar-me indefinidamente
até que a chuva tardia ou
imediata
ponha-me a correr.
será um aviso?
agora é tarde.
o amor já é
inevitável.