quinta-feira, 18 de março de 2010

Perdeu preyboy II

E continua o show de horror dos royalties do petróleo no Rio. Depois de chorar e fazer beicinho sem apresentar NENHUM argumento sequer além do "isso é um desrespeito", o gov. Sérgio Cabral organizou uma passeata dos "cariocas" contra a emenda Ibsen. A passeata foi tão espontânea que Cabral decretou PONTO FACULTATIVO para que os funcionários públicos fossem "espontaneamente" protestar na rua. Engraçado que quando a passeata é contra o governo, o governador não parece tão amigo assim das manifestações públicas.

A situação é tão ridícula, que a câmara de vereadores (ou dos deputados) do Rio retirou do Ibsen Pinheiro uma medalha de mérito que tinha entregue a ele anos atrás. Só tem uma coisa mais ridícula do que conceder essas condecorações políticas: retirá-las. Cheguei a ler em um fórum de discussão a opinião de um carioca que dizia que o RJ deveria se desligar da federação, já que não havia mais vantagens em pertencer a ela. Não contente em viver em um estado sem indústria, sem mão de obra, sem água doce e etc., o idiota ainda esquece que pertencer à federação não é uma opção, mas uma obrigação que independe da vontade do carioca (os gaúchos que o digam).

É claro que a Globo, entendida tanto em cariocas como e gente ridícula, entrou na festa também. Pelos editoriais dos jornais, parece que o terremoto do Haiti foi no RJ ou que o governo federal quer passar o controle de Copacabana para Minas Gerais. Ridículo. Até o Arnaldo Jabor se prestou a um depoimento tão medíocre, que só posso entender como uma coerção ao cineasta que burro não é. No depoimento, ele diz que viu o RJ perder seu posto de capital, suas indústrias e seu futuro nas mãos da pior horda de políticos do país. Só esqueceu de dizer que o petróleo não tem nada a ver com isso, e quem elegeu esses políticos foram eles mesmos. E continuam elegendo, aliás, vide Cabral e Eduardo Paes. Falou do chavão, sem petróleo, sem olimpíadas. Como se isso fosse argumento.

Moral da história. Se antes eu tinha dúvidas se a Copa e as Olimpíadas eram uma benção ou uma desgraça, agora já tirei a dúvida.