domingo, 28 de março de 2010

Hora do Planeta


Tava vendo no jornal essa tal de Hora do Planeta, na qual as cidades tentam (sem muito sucesso, é verdade) apagar todas as luzes por uma hora, incluso os monumentos. É aí que uma coisa me incomodou.

Qualquer um que entenda um pouquinho de iluminação sabe que alguns tipos de lâmpada gastam muito mais energia para serem acesas do que para se manterem acesas. Já repararam como os refletores do campo de futebol levam tempo pra ser religados depois de um apagão? É porque a lâmpada não pega na hora, precisa dar uma esquentada. Mas a energia já tá comendo. Como meu conhecimento pára por aí, fiquei imaginando que é muito provável que desligar um monumento desses por uma hora e depois religá-lo gaste MAIS energia elétrica do que deixá-lo ligado a noite inteira.

Claro que eu entendo que é um ato apenas simbólico. É a coisa da passeata pela paz que abraça a lagoa Rodrigo de Freitas. Bom, a lagoa agradece, mas não resolve nada. Na verdade é um ato de transformação e conscientização do participante, e não do observador (como, para mim, é a arte). Se eu apago a luz hoje, talvez me sinta envergonhado de não apagar amanhã. Isso não vale pro japonês que tira foto da Hora do Planeta e gasta bateria de lítio. Pô japonês, é pra pensar...

É claro também que o patrocínio de grandes empresas que tentam apenas tirar proveito mercadológico e publicitário também deixam o evento meio piegas. Pra mim, além do evento não "purificar" a imagem do Bradesco, o Bradesco ainda contamina a imagem do movimento. Mas eu sou um chato mesmo, então não conta...