quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Chaleira

E meu presente de aniversário chegou: o livro O FUTEBOL EXPLICA O BRASIL. Uma leitura histórica do futebol como representação social e política do país. Interessante. E logo nas primeiras páginas duas coisas chamaram a atenção. A primeira é que no início do século XX, o futebol era esporte de gentlemans ingleses, incluso a torcida. Da primeira vez que houve manifestações desfavoráveis do público, ou seja, xingaram o juiz, os jornais publicaram notas escandalizadas repreendendo a vulgaridade da torcida num esporte tão nobre.

Vai num estádio hoje em dia...

A segunda coisa foi a história da "chaleira", aquele toque na bola com o pé trocado, atrás do corpo (também chamado de "letra"). Nunca tinha entendido por que chaleira. Acontece que o primeiro a dar esse toque na Várzea do Carmo, local das partidas amadoras em São Paulo (e daí o nome "jogo de várzea") foi Charles Miller, brasileiro filho de ingleses que trouxe a primeira bola de futebol da inglaterra e que hoje batiza a praça em frente ao Pacaembu. "Chaleira" é curruptela de "Charles", e não tem nada a ver com aquela que tem bico mas não bica, tem asa mas não voa.