terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oscar

E para NÃO fugir do óbvio, a minha homenagem ao centésimo segundo aniversário de Oscar Niemeyer. Ô loco, ultrapassou até a Dercy!

Pra mim, Niemeyer tem uma relação diferente com a escala. Ele não faz edifícios, faz objetos. Objetos cuja forma, cuja plástica, está diretamente relacionada a uma escala pequena, a uma esculturazinha de mão. Ou um desenho numa A4. Quando ele recria esta forma em concreto, fica a dúvida em saber se foi a escultura que cresceu ou se foi a gente que encolheu. E olhando o mar de Niterói, olhando o céu azul de Brasília entrando pelos vitrais da catedral, não fica dúvida. O mundo é muito grande, a natureza é muito grande, e foi a gente que encolheu.

Niemeyer devolve a gente pro nosso lugar.