sábado, 12 de dezembro de 2009

Copenhagen II

Ainda sobre Copenhagen, muito interessante a entrevista (e as idéias) do professor Luís Carlos Molion. E o que é pior, já não é o primeiro estudioso que eu vejo com esse discurso.

Seria o embuste da história...

O que o professor diz é que o aquecimento global é uma miragem e que a atividade humana é incapaz de controlar o clima. Uma parte importante foi o ponto onde afirma que a poluição causa sim danos à saúde, pelo excesso de enxofre respirado, pelas doenças pulmonares, pela chuva ácida. Mas que isso não tem nada a ver com o aquecimento global que é um movimento natural de aquecimento e esfriamento da Terra e que, ao contrário, a Terra está esfriando.

Ontem mesmo, durante o jornal da hora do almoço, houve uma reportagem sobre o avanço do nível do mar em praias brasileiras por causa do aquecimento global. Quase sem voz, a especialista afirmou no final da reportagem que afirmar isso era precipitado, que o que se sabia era que o nível do mar havia aumentado onde havia ocupação indevida de edificações próximo à linha d´água. Quer dizer, a culpa pode até ser do homem, mas por uma situação local, não global. E nada a ver com CO2.

Por que então todo esse alarde? Seria uma questão política, para frear o desenvolvimento dos países emergentes. Tempos atrás ouvi alguém dizer o mesmo sobre os trangênicos, que não havia prejuízo nenhum em seu uso e que a sua discriminação era uma questão política: o Brasil era líder mundial em transgênicos, produziria muito mais e muito melhor do que qualquer outro país do mundo. A discussão ecológica era politicamente utilizada para frear (e tomar) esse domínio. Pode ser? Pode. É? Não sei.

A própria Miriam Leitão disse uma coisa engraçada. Na conferência de Copenhagen pensou-se que estariam divididos os países ricos dos países pobres, mas não é assim. Os países estão divididos entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados. Os médios, estavam com os petroleiros e os demais se arranjavam nas combinações mais malucas. Eu já achava complicada a divisão do mundo entre Primeiro Mundo e Terceiro Mundo (nunca achei o Segundo Mundo) e depois entre países centrais e periféricos. Que dirá entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados.

Ainda bem que eu não faço mais prova de geografia...