terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Bicho solto

Tava ansioso para receber o meu número da São Silvestre desse ano. Queria fazer um post engraçadinho, como fiz o ano passado - AQUI. Mas olha o número que me aparece... 13575. Vamos ver o bicho:

13 - Borboleta

35 - Cobra

57 - Jacaré

75 - Pavão

Realmente é difícil fazer uma auto-previsão a partir de bichos como borboleta, cobra, jacaré e pavão sem ficar em maus lençóis. Imagine, correrei como uma borboleta, porei a cobra pra fora, abrirei o rabo do pavão. Que que é isso? Mas pensando bem, 1 3 5 e 7 são os primeiros números ímpares, o que pode ter duas interpretações: farei uma corrida ímpar, ou então correrei não em par, mas em ímpar, já que a Camilla perdeu a inscrição e eu perdi a parceira...

Ai ai...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu tolo coração

Passando a semana aqui em São Paulo, na casa dos meus avós, reparei como os 50 anos de casados fazem inevitáveis as pequenas reclamações diárias até mesmo em um casal que deu certo, como eles. Coisa de velho. E se cutuca pra lá, e se cutuca pra cá, e sua avó reclama de tudo, e seu avô não presta atenção. E estamos todos vendo televisão, eu na mesa com o note. E o vô pergunta pra vó: como era aquela nossa música? Eu não me lembro. Uma que nós gostávamos de dançar. A vó faz um esforço pra lembrar o nome: My foolish heart. Mas como era mesmo? Ninguém lembra.

Santo google. Em dois minutos my foolish heart, ou "meu tolo coração", estava na minha tela. É essa aqui vô? Era. lararirá... Os olhos lacrimejando, lembrando dos bailes, dos velhos tempos, da "nossa música". Fiquei emocionado, disse o vô. E um lembrou o namorado que ainda há no outro.

E não dá pra gravar essa música em CD né? Dá sim vô, prometo que vou gravar e trago pra vocês. Daí vocês arrastam a mesa da sala e dançam, como nos velhos tempos.



domingo, 27 de dezembro de 2009

A próxima da próxima

Enquanto a Érica fez um bom trabalho organizando os nossos roteiros pra Turquia, Papai Noel me deixou de presente passagens de ida e volta para qualquer destino na América do Sul.

Ou seja, eu que achei que a viagem para Machu Picchu era a única, achei que a pra Europa era a última e que a pra Turquia era a derradeira, já me puseram na agulha a quarta insanidade em fila.

Fazer o que?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Més que un club


Uma homenagem ao grande Barcelona, nosso freguês, mas que agora sim é o melhor time do mundo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Copenhagen III

Continuo pensando na história de que o aquecimento global, se não é uma mentira, também não é uma verdade da maneira como está sendo colocada. Vejamos.

Estou aqui pesquisando coisas para a minha viagem para a Turquia, e encontrei que as ruínas da cidade de Tróia ficam no noroeste da Turquia. Essas ruínas foram encontradas apenas no século XIX e uma das coisas que dificultou a sua localização foi exatamente a distância do litoral: a Tróia dos gregos era litorânea e as ruínas estão a alguns kilômetros do mar. Como pode isso? Acontece que o mar BAIXOU, ou seja, a área que era litorânea hoje já está distante do mar.

Seria isso um movimento eterno, natural e inevitável?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oscar

E para NÃO fugir do óbvio, a minha homenagem ao centésimo segundo aniversário de Oscar Niemeyer. Ô loco, ultrapassou até a Dercy!

Pra mim, Niemeyer tem uma relação diferente com a escala. Ele não faz edifícios, faz objetos. Objetos cuja forma, cuja plástica, está diretamente relacionada a uma escala pequena, a uma esculturazinha de mão. Ou um desenho numa A4. Quando ele recria esta forma em concreto, fica a dúvida em saber se foi a escultura que cresceu ou se foi a gente que encolheu. E olhando o mar de Niterói, olhando o céu azul de Brasília entrando pelos vitrais da catedral, não fica dúvida. O mundo é muito grande, a natureza é muito grande, e foi a gente que encolheu.

Niemeyer devolve a gente pro nosso lugar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Portugal mudou-se

1808 fez até um sucessinho nas prateleiras e nas listas de mais vendidos por esses tempos. Me parece que fez. O tema é sempre interessante: a fuga da família real portuguesa para o Brasil, no golpe de gênio de uma corte esbanjadora com uma rainha louca, Maria I, um príncipe comilão, Dom João VI, e uma princesa neurótica e conspiradora, Carlota Joaquina. Mas eu duvido que muita gente tenha realmente lido.

Digo porque, ao contrário do que imaginei, não se trata de um romance. É um livro histórico. Talvez não um livro para historiadores, no sentido acadêmico, mas um livro que se limita a relatar os fatos em vez de romanceá-los. No entanto, é bastante interessante.

Para quem não é historiador, como eu, o livro ajuda a clarear a dimensão do impacto da fuga da família real e a relação confusa entre Portugal e Brasil que explica, em grande medida, porque ambos são, hoje, o que são (especialmente o Rio de Janeiro).

Seriam muitos os pontos interessantes dessa história, mas a sensação ao terminar o livro foi a vontade de conhecer mais sobre um personagem que aparece apenas indiretamente no livro: Napoleão. Mesmo sendo o grande causador de todo o rebuliço, Napoleão é citado apenas de passagem, mas pelo menos em uma frase intererssante sobre Dom João VI: "foi o único que me enganou".

E enganou mesmo. Eu me lembro de uma musiquinha que minha mãe cantava:

Portugal entrou na guerra mas porém não se acovardou-se
Portugal entrou na guerra mas porém não se acovardou-se
Cobriram Portugal com um pano, escreveram por cima
"Portugal mudou-se"

Ora pois.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Copenhagen II

Ainda sobre Copenhagen, muito interessante a entrevista (e as idéias) do professor Luís Carlos Molion. E o que é pior, já não é o primeiro estudioso que eu vejo com esse discurso.

Seria o embuste da história...

O que o professor diz é que o aquecimento global é uma miragem e que a atividade humana é incapaz de controlar o clima. Uma parte importante foi o ponto onde afirma que a poluição causa sim danos à saúde, pelo excesso de enxofre respirado, pelas doenças pulmonares, pela chuva ácida. Mas que isso não tem nada a ver com o aquecimento global que é um movimento natural de aquecimento e esfriamento da Terra e que, ao contrário, a Terra está esfriando.

Ontem mesmo, durante o jornal da hora do almoço, houve uma reportagem sobre o avanço do nível do mar em praias brasileiras por causa do aquecimento global. Quase sem voz, a especialista afirmou no final da reportagem que afirmar isso era precipitado, que o que se sabia era que o nível do mar havia aumentado onde havia ocupação indevida de edificações próximo à linha d´água. Quer dizer, a culpa pode até ser do homem, mas por uma situação local, não global. E nada a ver com CO2.

Por que então todo esse alarde? Seria uma questão política, para frear o desenvolvimento dos países emergentes. Tempos atrás ouvi alguém dizer o mesmo sobre os trangênicos, que não havia prejuízo nenhum em seu uso e que a sua discriminação era uma questão política: o Brasil era líder mundial em transgênicos, produziria muito mais e muito melhor do que qualquer outro país do mundo. A discussão ecológica era politicamente utilizada para frear (e tomar) esse domínio. Pode ser? Pode. É? Não sei.

A própria Miriam Leitão disse uma coisa engraçada. Na conferência de Copenhagen pensou-se que estariam divididos os países ricos dos países pobres, mas não é assim. Os países estão divididos entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados. Os médios, estavam com os petroleiros e os demais se arranjavam nas combinações mais malucas. Eu já achava complicada a divisão do mundo entre Primeiro Mundo e Terceiro Mundo (nunca achei o Segundo Mundo) e depois entre países centrais e periféricos. Que dirá entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados.

Ainda bem que eu não faço mais prova de geografia...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Copenhagen

China e Estados Unidos estão sendo obrigados, pelos outros e pelas mudanças climáticas em casa, a reduzir a emissão de gases poluentes.

Os Estados Unidos batem o pé mesmo quando isso já não é mais possível. O carrão utilitário é parte do american way e os custos de uma adaptação para a geração de energia limpa em grande escala seria assombroso. Ninguém nos EUA quer gastar dinheiro.

A China, em vez de dar murro em ponta de faca, investiu pesado em ciência e em patentes. Está a caminho de se tornar líder mundial em tecnologia ambiental, energia solar, tudo o que você pode imaginar. A China vai precisar de placas solares, e vai comprar de quem? Dela mesma. Vai despejar milhões na economia e gerar um trocentilhão de empregos. O mundo inteiro precisará de placas solares, e quem vai vender? A China de novo, que vai dominar o mercado, recuperar o dinheiro investido em tecnologia e na própria adaptação ambiental e ainda encher mais um pouco o dragãozinho de dinheiro. Se é que cabe mais.

Por isso é que a China está dominando o mundo e os EUA vão a passos largos para o brejo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Seu Nilson

Na segunda corrida que participei, ano passado, vim correndo boa parte da prova ao lado de um japonês. Um senhor de uns 50 anos de idade, chuto, meio baixinho, como todo japonês. Corria compenetrado. No finalzinho da prova ele tomou a frente e eu fiquei um pouco pra trás.

Um ano se passou nesse agitado calendário esportivo prudentino que conta com 2 provas por ano: a do Bradesco, em outubro, e a da Sociedade de Medicina, em novembro. Em outubro não corri nem 5 minutos depois da largada e com quem eu emparelhei de novo? O mesmo japonês. Será possível? Ah, mas daí eu dei o troco. Na subidinha final dei o último gás, postura de locomotiva, e venci! Não venci a prova, mas venci o japonês!

E não é que em novembro, duas semanas atrás, outra vez larguei e logo emparelhei com ele de novo? Tanta gente e sempre nós dois juntos, correndo no mesmo ritmo. Pensei em puxar conversa. Eu olhava pra ele, aquela cara de japonês que você não sabe se é bem humorado ou não. Nem olhava pra mim. Minha timidez me impediu. Segui correndo por um bom tempo ao longo do parque. De repente, do outro lado já passa o cara que estava em primeiro, já voltando, correndo no dobro da nossa velocidade. E não é que ele falou comigo? "Nossa, olha onde ele já está". E dava risada.

É simpático o seu Nilson (esse é o nome dele). Contei pra ele que era a terceira prova que corríamos lado a lado e ele disse: "então temos o mesmo ritmo". Muito bem observado, seu Nilson. Mas o nosso ritmo não foi muito o mesmo dessa vez. Na metade da prova ele já deu uma adiantada, e foi se distanciando. Nem vi quando ele chegou. Acabei correndo com um senhor negro, até meio gordinho, de 55 anos reclamando de bolha no pé. Imagina se não tivesse? "Se eu não tivesse com essa bolha, já tinha chegado". Ainda jogou na minha cara...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Agenda


Para o fim de ano em São Paulo: Retrospectiva de Abraham Palatnik no Itaú Cultural.

Clica AQUI.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Bom dia

Que dia bonito está fazendo lá fora.

Mãe, eu não quero fazer lição. Quero ir lá fora brincar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

êêêêêêê Chico...

Parece bem claro que o Chico pegou a Roberta Sá. A dúvida que resta é se ele pegou também o violonista...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prêmio de arquitetura

Algumas coisas legais no prêmio de arquitetura da revista Arquitetura & Construção. Duas tendências premiadas: o galpão antigo transformado em loft chique com cara rústica (caso do Café Ciência, do Atelie de Arquitetura Francisco Zanelato e o Parque da Juventude) e o ecologicamente corretíssimo-sustentável.

Quem quiser olhar CLIQUE AQUI.