quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nextel

Eu sou meio impaciente com propaganda. Não gosto de propaganda, não gosto dos produtos que elas vendem e, via de regra, não gosto de publicitários (não pessoalmente, mas profissionalmente, não das pessoas, mas da instituição). Mesmo assim, tem alguns publicitários e propagandas que me irritam especialmente.

E são muitas as propagandas que me irritam especialmente. Os comerciais da VIVO, por exemplo, odeio todos. Por isso meu celular é TIM. O UNIBANCO tem umas campanhas de cagar também. E as Casas Bahia? Até hoje o último lugar em que eu passo pra comprar alguma coisa é nas Casas Bahia. Acontece, mas eu evito...

Hoje em dia tenho o meu ranking de campanhas imbecis, e esse ranking tem um líder: NEXTEL. A propaganda tem sempre o mesmo esquema: um cara arrogante e metido que eu nunca ouvi falar andando e falando como ele é legal e rico. É uma baita falta de educação falar com alguém andando né? Eu acho. E o que é pior, as pessoas estão andam rapidamente em um lugar poético como o topo de uma montanha ou uma estrada no meio do nada. A estrada significa isso, significa aquilo, diria um publicitário. Significa o escambau, como se atrás da câmera não houvesse uma parafernália imensa, um caminhão de apoio, luzes água e sombrinha, de modo que o senhor bem-sucedido nem pode curtir de verdade aquele paisagem. Além disso, para mim o significado só pode ser o seguinte: quem fica andando rápido acaba sozinho no meio da estrada deserta. Ande devagar. Devagar é bom, devagar é legal. Fique parado!

Daí o cara legal e rico pega a câmera na mão (ou fala bem pertinho) contando que ele era um zé ninguém e que construiu um império. E sempre fazendo perguntas como: "quem acreditaria numa loja de roupa de neve em Búzios?" Eu sei lá! Quem compra roupa de neve em Búzios só pode ser um imbecil.

Depois de contar a bonita história de vida que se resume a "fiquei rico, me realizei, sou feliz" o cara legal sai andando como se estivesse atrasado com vontade de ir ao banheiro. Logo da Nextel com um narrador dando ao produto um ar de "entre para o nosso clubinho exclusivo para pessoas de sucesso". Ah, vai te catar! E pra corooar, o barulhinho característico do telefone que mais parece o rádio da PM.

E o pior é saber que alguma agência ganhou um rio de dinheiro pra bolar essa droga. E ainda contratar o Cacá Bueno como garoto propaganda! Quem quer ser como o Cacá Bueno? Tá loco...