quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cristóvão Colombo

Fiquei devendo a opinião sobre "Cristóvão Colombo", de Júlio Verne, o livro fininho que eu li durante a viagem pra Europa. Na verdade ele não resistiu nem à Itália, de tão fininho que era. E pra dizer a verdade, não empolgou...

A assinatura de Verne me dava a idéia de uma narrativa emocionante sobre as fantásticas viagens de Colombo(ao estilo "Viagem ao Centro da Terra" - que eu não li), mas o livro é bastante descritivo: no dia tal Colombo saiu de casa, no dia tal chegou na América. Alguma história apenas durante seus julgamentos na Espanha (o famoso episódio do "ovo de Colobo"). De resto, um currículum vitae completo do descobridor.

Uma outra coisa me chamou muito a atenção: Júlio Verne era absolutamente vidrado na figura do navegador, e deixa isso bem claro. Durante as viagens, Colombo era
responsável por tudo o que dava certo e absolutamente inocente de tudo o que dava errado. Pelo menos para Júlio Verne. As acusações que sofreu durante se governo nas cidades fundadas eram "falsas traições", suas mentiras aos marujos durante as viagens eram "hábeis diplomacias" e sua incapacidade de, como os outros navegadores, guiar-se pelas estrelas, é apenas uma particularidade menor compensada pela extrema bravura do capitão. Se fosse o Cabral...