sexta-feira, 3 de julho de 2009

Roma e a mala autonoma

Este é o primeiro dos 25 dias da minha viagem e eu ja (esste teclado nao tem acento, fora o "é") estou em frangalhos. Minhas pernas estao doendo, minha cabeça, tudo. Sao as alternancias: hoje tudo esteve otimo e pessimo varias vezes.

Poderia comeòar pelo fim: cheguei ao hotel ja era mais de meia noite, ja no dia 4. Eu que sai do Brasil dia 2! E voce pergunta: por que nao foi pro hotel mais cedo? Porque é muito longe. Por que ele é tao longe? Porque foi o unico que eu nao escolhi, deixei pra CVC... Além disso eu nao vim pro hotel por que quis aproveitar o dia ja que fiquei 5 horas preso no aeroporto esperando a minha mala hegar em um voo que nao era o meu!

E voce diz: ah bom!

Que tragédia. Depois da maquininha cuspir as malas de todos os passageiros do voo, menos a minha, algumas frases começaram a povoar a minha cabeça. Algumas publicaveis sao "isso so acontece comigo", "que que eu to fazendo aqui" e "isso é praga de aluno". O pior ée que eu estava todo animadinho por que a temida imigraçao na Espanha nao tinha sido nem um bom dia, o cara nem olhou pra minha cara e mandou eu seguir. Fiz a segunda parte do voo, ja na Europa, todo faceiro, cheguei em Roma, cade minha mala? E toca misturar portugues, italiano e ingles com mimica pra se entender com as mocinhas que deveriam ajudar e nao ajudam nada. Procura daqui, procura dali, a mala ficou, veio pelo voo seguinte. Acho que o aviao devia estar lotado e eles simplesmente deixam uma mala pra tras sem nem avisar a gente. Legal né?

As 6 da tarde, quando finalmente consegui chegar na estaçao central de Roma, decidi nao ir ao hotel. Guardei as malas no guarda volumes da estaçao e fui passear. Conheci um pouco a cidade e vi algumas coisas (que conto depois). Quando escureceu, 8 ou 9 horas, voltei ao terminal e peguei minhas malas.

Calma que ainda nao acabou. Ainda aconteceu muita coisa antes de eu chegar, finalmente. Mas eu to com muito sono, entao depois eu conto.

(continuando no dia seguinte)

De volta ao terminal, restava a ingrata missao de voltar ao hotel. As minhas informaçoes eram de que ficava proximo a uma estaçao de metro, a ultima da linha. Dali se podia pegar um onibus que parava proximo ao hotel.

Eu estava cheio de malas e nao queria pegar o tal onibus. Aléem disso, o roteiro que fiz sobre isso descrevendo o trajeto do onibus e onde descer sumiu, nao imprimi, perdi, sei la. Tudo bem, vou atée la e pego um taxi. Fui até a tal estaçao e sai para encontrar um. E cade? No ponto de taxi so tinha um carro parado, que nem era taxi. Dove posso trovare uno, perguntei no meu portunholiano (mistura de portugues, espanhol, italiano e mais o que Deus quiser): aqui, ali. E eu rodando cheio de malas sem conseguir. Onze e meia da noite desisti. Voltei para estaçao de metro (antes que fechasse) e para a estaçao central novamente. La tinha taxi mas ficou uma nota.

Tudo bem, eu tava achando que ia dormir na rua...



E voce vira uma esquina e encontra o Coliseu...