quarta-feira, 8 de julho de 2009

Diario suspenso

Minha nossa, como as coisas sao caras aqui na Zoropa. Internet entao, nem se fala.

Por isso estou suspendendo este diario até, pelo menos, Barcelona. De repente so relato as aventuras quando chegar ao Brasil, com mais calma.

Conto, por exemplo, que hoje encontrei uma amiga de Prudente na rua, passeando pelas ruas de Florença...

Até

sábado, 4 de julho de 2009

Todos os caminhos de Roma

No primeiro dia havia ficado com uma certa ma impressao de Roma. Toda a confusao com as malas, com o aeroporto, com o taxi, com tudo, praticamente me levou o dia e pensei que minha passagem por aqui estava comprometida.

Mas me enganei.

Ontem (4) sai cedo do hotel e acertei o onibus para o metro, e dali para o centro. A proposito, o onibus aqui é uma coisa engraçada. Nao tem cobrador, so motorista, e as passagens sao vendidas por uma maquininha. Até ai tudo bem, mas a gente entra e sai por qualquer porta, ou seja, ninguéem controla se voce pagou ou nao a passagem. Eu nao entendo muito bem como funciona. Ninguéem olha, nada. Tem gente que coloca dinheiro na maquininha, tem gente que nao coloca... Uma coisa muito esquisita...

Dai pra frente, o dia foi uma turistada das boas. Fui logo ao Vaticano para aproveitar o sabado, por que no domingo tem muita gente... Passei pela Praça de Sao Pedro, entri na Basilca e subi na cupula do Michelangelo. Dentro da Basilica estava a Pieta, escultura do mesmo.

Fui atée os museus do vaticano com rumo certo. O museu é muito grande, entao atravessava os corredores seguindo as setas CAPELA SISTINA. Encontrei. Nao tem fila pra entrar, ao contrario do que varias pessoas tinham me falado. A fila é pra entrar na basilica, e nao nos museus, o que mostra que quem me disse isso nao foi nem em um, nem em outro.

A capela é uma reuniao de cartoes postais. A criaçao do homem, o juizo final. Me impressionou o detalhe das sibilas, que realmente parecem saltar para fora da parede. Vi também a "Escola de Atenas", de Rafael, outra figurinha carimbada. Meu dia foi cheio de tartarugas-ninja.

Mas um lugar menos conhecido me emocionou muito. O Panteao, antigo templo romano convertido em igreja catolica. De tanto ver as fotos deste lugar nos livros de arquitetura, eis que ele se materializou na minha frente. E ele é lindo. Muito bem conservado, aquela grande cupula com a luz do dia invadindo a sala central por uma abertura no topo. Incrivel.

E as fontes? Quando menos se espera se abre, depois de uma curva, um largo com uma fonte. Sao grande esculturas de cavalos, animais, homens, soldados, com espelhos de uma agua clarinha que se nao me arrisquei a beber, pude pelo menos me refrescar sem medo.

Enfim, Roma é demais...





Capela Sistina. Leva jeito esse Michelangelo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Roma e a mala autonoma

Este é o primeiro dos 25 dias da minha viagem e eu ja (esste teclado nao tem acento, fora o "é") estou em frangalhos. Minhas pernas estao doendo, minha cabeça, tudo. Sao as alternancias: hoje tudo esteve otimo e pessimo varias vezes.

Poderia comeòar pelo fim: cheguei ao hotel ja era mais de meia noite, ja no dia 4. Eu que sai do Brasil dia 2! E voce pergunta: por que nao foi pro hotel mais cedo? Porque é muito longe. Por que ele é tao longe? Porque foi o unico que eu nao escolhi, deixei pra CVC... Além disso eu nao vim pro hotel por que quis aproveitar o dia ja que fiquei 5 horas preso no aeroporto esperando a minha mala hegar em um voo que nao era o meu!

E voce diz: ah bom!

Que tragédia. Depois da maquininha cuspir as malas de todos os passageiros do voo, menos a minha, algumas frases começaram a povoar a minha cabeça. Algumas publicaveis sao "isso so acontece comigo", "que que eu to fazendo aqui" e "isso é praga de aluno". O pior ée que eu estava todo animadinho por que a temida imigraçao na Espanha nao tinha sido nem um bom dia, o cara nem olhou pra minha cara e mandou eu seguir. Fiz a segunda parte do voo, ja na Europa, todo faceiro, cheguei em Roma, cade minha mala? E toca misturar portugues, italiano e ingles com mimica pra se entender com as mocinhas que deveriam ajudar e nao ajudam nada. Procura daqui, procura dali, a mala ficou, veio pelo voo seguinte. Acho que o aviao devia estar lotado e eles simplesmente deixam uma mala pra tras sem nem avisar a gente. Legal né?

As 6 da tarde, quando finalmente consegui chegar na estaçao central de Roma, decidi nao ir ao hotel. Guardei as malas no guarda volumes da estaçao e fui passear. Conheci um pouco a cidade e vi algumas coisas (que conto depois). Quando escureceu, 8 ou 9 horas, voltei ao terminal e peguei minhas malas.

Calma que ainda nao acabou. Ainda aconteceu muita coisa antes de eu chegar, finalmente. Mas eu to com muito sono, entao depois eu conto.

(continuando no dia seguinte)

De volta ao terminal, restava a ingrata missao de voltar ao hotel. As minhas informaçoes eram de que ficava proximo a uma estaçao de metro, a ultima da linha. Dali se podia pegar um onibus que parava proximo ao hotel.

Eu estava cheio de malas e nao queria pegar o tal onibus. Aléem disso, o roteiro que fiz sobre isso descrevendo o trajeto do onibus e onde descer sumiu, nao imprimi, perdi, sei la. Tudo bem, vou atée la e pego um taxi. Fui até a tal estaçao e sai para encontrar um. E cade? No ponto de taxi so tinha um carro parado, que nem era taxi. Dove posso trovare uno, perguntei no meu portunholiano (mistura de portugues, espanhol, italiano e mais o que Deus quiser): aqui, ali. E eu rodando cheio de malas sem conseguir. Onze e meia da noite desisti. Voltei para estaçao de metro (antes que fechasse) e para a estaçao central novamente. La tinha taxi mas ficou uma nota.

Tudo bem, eu tava achando que ia dormir na rua...



E voce vira uma esquina e encontra o Coliseu...



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.
Agora, todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.


(Mário Quintana)

Os meus caminhos ainda vão, Mário.
O que falta às minhas asas
São raízes...