quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sabedoria Grega

"Sócrates conclui daí que, para expressar essa essência humana, é preciso compor uma figura com os traços de vários indivíduos reais, retirando de cada um seu aspecto mais formoso, para criar uma imagem que não existe concretamente, mas que deveria existir." (PULS, 2006)

Traduzindo: Sócrates era a favor do Photoshop.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Liga dos Champinhões

Mesmo não sendo assim um especialista e não tendo assistindo a nenhum jogo do campeonato, vou parar para ver a final da Copa dos Campeões da Europa hoje. Melhor do que isso, vou comentar tudo para você que não pode ver o jogo por que tem um emprego 2 períodos (eu tb tenho, mas é manhã e noite).

Pré-jogo: Esse hino da Champions League é uma viadagem... Coitado do Andrea Boccelli.

0'00: Tem um coreano no time do Manchester! Se a gente não faz microchip e produto pirata, o que os chinas tem que se meter nos nossos negócios?

5'00: As legendas de Barcelona (BAR) e Manchester (MAN) no placar da TV formam a palavra BAR MAN.

10'00: Gol do Eto'o. Nada mal pra quem é pior que o Obina.

15'00: Furada do Anderson. Parece que ele está na seleção...

20'00: Esse locutor tá mais preocupado com a disputa de melhor do mundo entre Messi e Cristiano Ronaldo do que com a Copa dos Campeões. Antigamente a gente torcia pras seleções, hoje os times são mais importantes, e parece que há uma campanha para que se torça pra jogadores. Tá parecendo tênis isso aqui...

25'00: Mas que moleza, o Barcelona fica tocando a bola e o Manchester fica olhando. Se fosse no Brasil já tinha rolado carrinho, dedo no olho e perna quebrada!

30'00: Esse narrador parece narrador de videogame. Fica repetindo chavões sem sentido enquanto o jogo come solto. Troféu Galvão!

35'00: A zaga do Manchester me lembra muito a da Ponte Preta.

40'00: O Manchester tá tão perdido em campo que o Andrea Boccelli podia entrar na meia esquerda.

45'00: Intervalo: o coreano é o pior em campo. O que mais diverte é que o Tevez é RESERVA dele! Bem feito!

2º TEMPO

10'00: Perdi o começo do jogo porque fui fazer um café.

15'00: O Tevez entrou! Será um prazer vê-lo perder outra vez.

20'00: E pensar que a noite vamos engolir Corinthians e Vasco...

25'00: Outro Gol! Gol de cabeça de Messi! O Manchester coseguiu tomar um gol de cabeça de um cara que tem 1,50 de altura. Parece mesmo a zaga da Ponte.

30'00: Faltam 15 minutos pra acabar o jogo, o bicho tá pegando e o narrador tá há 5 minutos tentando descobrir quais os "famosos" que vão participar da próxima porcaria da Record.

35'00: O Barcelona cozinha o jogo...

40'00: Puyol perde a chance de enterrar o jogo, mas mesmo assim o Barça já é campeão.

45'00: Fim de jogo. O Barcelona vence por 2 x 0 e ganha o direito de jogar contra o São Paulo em Dezembro, em Tóquio. Ah, nossos fregueses...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Santa Maria, Quinta e nilha

Encontrei (em minha própria prateleira) o livro perfeito para ler durante a minha viagem! "Cristóvão Colombo", de Júlio Verne. Quer dizer, eu, latino-americano, descobrirei a Europa lendo sobre o caminho inverso, a descoberta da América por um europeu. Muito legal!

Essa idéia me encantou profundamente, mas obviamente é daquelas idéias que eu tenho que ninguém além de mim dá muita bola ou importância. Mais ou menos como quando eu passei vários meses encantado com a semelhança dos nomes do arquiteto Paulo Mendes da Rocha ("da Rocha" é nome de arquiteto) e do poeta Paulo Mendes Campos ("Campos" é nome de poeta). Eu achava isso tão interessante que nunca compreendi a cara de "e daí?" que a maioria das pessoas me fazia (algumas me compreendiam). E ainda não entendo... Tanto é que fiz minha monografia de especialização a partir dessa idéia (e tirei 9,5).

O livro já está decidido. Só falta todo o resto!

sábado, 23 de maio de 2009

Elegia

Eu queria, poesia
Que me falasse
Que me soubesse
Que me contasse
Adiantasse o dia, poesia
Me mantivesse em folia, poesia
Queria que me atacasse
Queria que se atirasse
Num passe de fantasia
Nos meus braços, poesia
Como você fazia
Como você falava, poesia
Como me procurava
Como me retorcia
Como se enciumava
Me provocava, poesia
E quando a gente dançava
Meu coração em brasa
Bailava e ardia, poesia...
Mas hoje, nunca mais dança
Mas hoje, nunca mais trança
Nunca mais nenhuma esperança
Nem nunca mais melodia, poesia
Queria que então quisesse, poesia
Que eu sem pensar te atendia.
Que cena de amor montamos
Que triste melancolia...
Mas que pena,
Poesia.

domingo, 17 de maio de 2009

Meu nome é número 4

     Peguei um livro na semana passada, "Meu nome é número 4", que conta a história de uma chinesa nascida em plena Revolução Cultural conduzida por Mao Tsé-tung na China comunista dos anos 50. Ainda estou no começo da leitura, mas me parece interessante a história, se não literaria, pelo menos historicamente, contando fatos e acontecimentos da Revolução de Mao sob a ótica de uma criança.
     
     Agora, mesmo antes de chegar ao fim, uma coisa já me chanou a atenção. É impressionante o paralelismo entre as práticas do Partido Comunista Chinês com aquelas que li em "1984" e "Admirável Mundo Novo". Por exemplo, a repetição monótona de frases-feitas revolucionárias para as crianças de modo a interiorizá-las mesmo sem compreendê-las lembra muito os condicionamentos noturnos do mundo novo de Huxley, isso sem falar na extrita divisão classista - a personagem do livro, filha de um ex-dono de fábrica, mesmo órfã é marcada como "capitalista" pelos revolucionários - quase como os alfas e betas do mundo novo. Além disso, a mudança da história, o ataque à cultura e o pouco foco de quem é o "inimigo", definidos vagamente como "inimigos da revolução" e incluindo "capitalistas inflitrados na revolução mas com o propósito de desvirtuá-la" lembram os conflitos entre a Eurásia e Lestásia que mantinham o país permanentemente em guerra em 1984.

     No ponto onde estou, a protagonista chega em Pequim para ver Mao em uma passeata. Descreve como Mao aparece nos cartazes, sempre com o mesmo rosto e a mesma cicatriz. Mao não envelhece e desde que ela nasceu lembra dos cartazes de Mao com a mesma figura. Ela está ansiosa para ver o líder e quando passam as autoridades políticas, Mao não está entre eles.

    Fico pensando aqui: será que Mao não aparecia nunca? Será que Mao fixou-se como a imagem eterna dos cartazes de propaganda? Bom, eu sei que anos mais tarde ele morreu (o que deu cabo na revolução), mas talvez seja uma versão real do Grande Irmão de bigodes de George Orwel... Será?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ofensa

Série onde eu ofendo gratuitamente alguém que, por um motivo ou por outro, não posso ofender pessoalmente:

Eu quero que você se dane. Profundamente.

Obrigado

sábado, 9 de maio de 2009

Porque estou ficando velho

Com 8 anos eu tinha um computador em casa.

Com 10 tinha um Atari.

Com 12 fazia programinhas simples.

Com 14 entrava na internet (que na época ainda estava começando...).

Com 16 tinha ICQ.

Com 18 fiz um email gratuito.

Com 20 tinha MSN.

Com 22 dava aula de AUTOCAD.

Com 24 entrei no orkut.

Com 26 fazia apresentações em flash.

Com 27, não tenho o menor interesse pelo twitter...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Charge da semana (passada)

Homenagem (pasmem!) ao título dos gambás.

A gente precisa ser profissional, né?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Scrap

lição de casa:

Comente este trecho do texto “Definindo Arte”:
“A arte, a representação pictórica de uma realidade externa, originada na mente do seu autor, continua tendo função mágico-religiosa na aldeia primitiva até que, gradualmente, assume apenas o papel de representar o belo, os ideais estéticos de uma dada civilização”.

???


As pinturas rupestres, expressão artística pré-histórica, possuía papel mágico-religioso na medida em que eram utilizadas pelos homens para determinar eventos futuros (boa caça, por exemplo) através da manifestação de seu desejo em rituais. Assim, além de representação da realidade - a pintura de um animal representa como esse animal é na realidade - a arte rupestre pretendia criar a própria realidade, influenciando a concretização das cenas pintadas como uma profecia.

Com o desenvolvimento da filosofia da arte, ou estética, a arte perde seu valor ritual e passa a representar o belo. Na Grécia clássica, Platão coloca a arte como "mimesis", ou seja, como representação da natureza e, mais do que isso, como representação da positividade: um objeto será belo na medida em que se aproximar das leis estruturantes do universo (segundo ele, a geometria e a proporção) e em que puder ser igualmente útil e apropriado. O belo está, portanto, ligado ao bom e ao justo, ou seja, o belo é a representação/imitação do "ideal", e cada objeto, forma ou corpo será mais bela se aproximar-se desse ideal de utilidade e apropriação que estará necessariamente expresso em um ideal de beleza.

Finalmente, estando por muitos séculos a arte fundada sobre os padrões clássicos de representação e beleza, convém lembrar que a "morte da arte" como "espírito de seu tempo", descrita por Hegel, e as quebras de paradigmas efetuadas pela arte moderna fizeram do alinhamento platônico entre bom-belo-justo um preceito inválido para a leitura da arte contemporânea.