quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CAP XXV - Lá e de volta outra vez

Ainda passei mais um dia em Cusco fazendo o tour pelo vale sagrado - o tour que não conseguimos fazer antes por causa da greve. Visitamos ruínas, fortificações, cidadelas e templos incas, e feiras de artesanato por toda a região, outras cidades. Numa dessas feiras eu comprei um chapéu Panamá, do jeitinho que eu vinha procurando há bastante tempo.

De Cusco, voltei sozinho para La Paz. Depois de atingido o objetivo, desfez-se a sociedade do anel: os gaúchos seguiram para Lima, os que subiram o Wayna Picchu ficaram em Águas Calientes, alguns estavam na trilha Inca e outros voltaram para La Paz mas por outro caminho. Como estava cansado, peguei um ônibus direto. Êta viagem demorada. A passagem na fronteira foi difícil, pela primeira vez. Chegamos cedo demais e esperamos muito na fila. Revistraram minha mala, perguntaram coisas. Mas tudo certo.

Cheguei em La Paz com chuva. Quis tirar fotos da cidade para compensar as que perdi com a máquina, mas o tempo estava muito feio. Almocei, fiquei no hotel assistindo Chaves. Para poder dormir uma noite em La Paz, resolvi ir para Santa Cruz de avião. Desfeito o grupo, viajando de volta pra casa, a gente perde um pouco o pique.

De Santa Cruz para o Brasil foi só trocar de avião. Passei algumas horas no aeroporto torrando com a Paula, uma carioca simpática que estava esperando o mesmo vôo, os bolivianos que ainda nos restavam na lanchonete do aeroporto. Quase não passo pela alfândega por causa da minha garrafa de Inca Cola (sim, eu trouxe uma de 2 litros) e pelas garrafinhas de Pisco que tinha na mala. O guarda deixou no ar um pedido de propina, eu deixei no ar que não entendi e ele deixou passar.

Desci em Campo Grande e segui até a pior rodoviária do Brasil para pegar um ônibus de Prudente. Quase me deu saudade dos ônibus da Bolívia, que pelo menos iam direto aos destinos. umas 10 horas depois, tava em casa.

Tem muitas, muitas histórias mais que essas, mas que não valhe a pena contar. Não aqui, pelo menos. Muitas lembranças dos lugares e das pessoas, dos companheiros de viagem até aos que só vi uma vez. Na minha mochila agora tem 3 bandeiras costuradas: Brasil, Bolívia e Peru. Mas tem ainda muito espaço vazio. Ainda dá pra colocar muitas mais.

De chapéu, comendo o milho peruano que tem grãos do tamanho de azeitonas.