terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Bicho solto

Tava ansioso para receber o meu número da São Silvestre desse ano. Queria fazer um post engraçadinho, como fiz o ano passado - AQUI. Mas olha o número que me aparece... 13575. Vamos ver o bicho:

13 - Borboleta

35 - Cobra

57 - Jacaré

75 - Pavão

Realmente é difícil fazer uma auto-previsão a partir de bichos como borboleta, cobra, jacaré e pavão sem ficar em maus lençóis. Imagine, correrei como uma borboleta, porei a cobra pra fora, abrirei o rabo do pavão. Que que é isso? Mas pensando bem, 1 3 5 e 7 são os primeiros números ímpares, o que pode ter duas interpretações: farei uma corrida ímpar, ou então correrei não em par, mas em ímpar, já que a Camilla perdeu a inscrição e eu perdi a parceira...

Ai ai...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu tolo coração

Passando a semana aqui em São Paulo, na casa dos meus avós, reparei como os 50 anos de casados fazem inevitáveis as pequenas reclamações diárias até mesmo em um casal que deu certo, como eles. Coisa de velho. E se cutuca pra lá, e se cutuca pra cá, e sua avó reclama de tudo, e seu avô não presta atenção. E estamos todos vendo televisão, eu na mesa com o note. E o vô pergunta pra vó: como era aquela nossa música? Eu não me lembro. Uma que nós gostávamos de dançar. A vó faz um esforço pra lembrar o nome: My foolish heart. Mas como era mesmo? Ninguém lembra.

Santo google. Em dois minutos my foolish heart, ou "meu tolo coração", estava na minha tela. É essa aqui vô? Era. lararirá... Os olhos lacrimejando, lembrando dos bailes, dos velhos tempos, da "nossa música". Fiquei emocionado, disse o vô. E um lembrou o namorado que ainda há no outro.

E não dá pra gravar essa música em CD né? Dá sim vô, prometo que vou gravar e trago pra vocês. Daí vocês arrastam a mesa da sala e dançam, como nos velhos tempos.



domingo, 27 de dezembro de 2009

A próxima da próxima

Enquanto a Érica fez um bom trabalho organizando os nossos roteiros pra Turquia, Papai Noel me deixou de presente passagens de ida e volta para qualquer destino na América do Sul.

Ou seja, eu que achei que a viagem para Machu Picchu era a única, achei que a pra Europa era a última e que a pra Turquia era a derradeira, já me puseram na agulha a quarta insanidade em fila.

Fazer o que?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Més que un club


Uma homenagem ao grande Barcelona, nosso freguês, mas que agora sim é o melhor time do mundo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Copenhagen III

Continuo pensando na história de que o aquecimento global, se não é uma mentira, também não é uma verdade da maneira como está sendo colocada. Vejamos.

Estou aqui pesquisando coisas para a minha viagem para a Turquia, e encontrei que as ruínas da cidade de Tróia ficam no noroeste da Turquia. Essas ruínas foram encontradas apenas no século XIX e uma das coisas que dificultou a sua localização foi exatamente a distância do litoral: a Tróia dos gregos era litorânea e as ruínas estão a alguns kilômetros do mar. Como pode isso? Acontece que o mar BAIXOU, ou seja, a área que era litorânea hoje já está distante do mar.

Seria isso um movimento eterno, natural e inevitável?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oscar

E para NÃO fugir do óbvio, a minha homenagem ao centésimo segundo aniversário de Oscar Niemeyer. Ô loco, ultrapassou até a Dercy!

Pra mim, Niemeyer tem uma relação diferente com a escala. Ele não faz edifícios, faz objetos. Objetos cuja forma, cuja plástica, está diretamente relacionada a uma escala pequena, a uma esculturazinha de mão. Ou um desenho numa A4. Quando ele recria esta forma em concreto, fica a dúvida em saber se foi a escultura que cresceu ou se foi a gente que encolheu. E olhando o mar de Niterói, olhando o céu azul de Brasília entrando pelos vitrais da catedral, não fica dúvida. O mundo é muito grande, a natureza é muito grande, e foi a gente que encolheu.

Niemeyer devolve a gente pro nosso lugar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Portugal mudou-se

1808 fez até um sucessinho nas prateleiras e nas listas de mais vendidos por esses tempos. Me parece que fez. O tema é sempre interessante: a fuga da família real portuguesa para o Brasil, no golpe de gênio de uma corte esbanjadora com uma rainha louca, Maria I, um príncipe comilão, Dom João VI, e uma princesa neurótica e conspiradora, Carlota Joaquina. Mas eu duvido que muita gente tenha realmente lido.

Digo porque, ao contrário do que imaginei, não se trata de um romance. É um livro histórico. Talvez não um livro para historiadores, no sentido acadêmico, mas um livro que se limita a relatar os fatos em vez de romanceá-los. No entanto, é bastante interessante.

Para quem não é historiador, como eu, o livro ajuda a clarear a dimensão do impacto da fuga da família real e a relação confusa entre Portugal e Brasil que explica, em grande medida, porque ambos são, hoje, o que são (especialmente o Rio de Janeiro).

Seriam muitos os pontos interessantes dessa história, mas a sensação ao terminar o livro foi a vontade de conhecer mais sobre um personagem que aparece apenas indiretamente no livro: Napoleão. Mesmo sendo o grande causador de todo o rebuliço, Napoleão é citado apenas de passagem, mas pelo menos em uma frase intererssante sobre Dom João VI: "foi o único que me enganou".

E enganou mesmo. Eu me lembro de uma musiquinha que minha mãe cantava:

Portugal entrou na guerra mas porém não se acovardou-se
Portugal entrou na guerra mas porém não se acovardou-se
Cobriram Portugal com um pano, escreveram por cima
"Portugal mudou-se"

Ora pois.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Copenhagen II

Ainda sobre Copenhagen, muito interessante a entrevista (e as idéias) do professor Luís Carlos Molion. E o que é pior, já não é o primeiro estudioso que eu vejo com esse discurso.

Seria o embuste da história...

O que o professor diz é que o aquecimento global é uma miragem e que a atividade humana é incapaz de controlar o clima. Uma parte importante foi o ponto onde afirma que a poluição causa sim danos à saúde, pelo excesso de enxofre respirado, pelas doenças pulmonares, pela chuva ácida. Mas que isso não tem nada a ver com o aquecimento global que é um movimento natural de aquecimento e esfriamento da Terra e que, ao contrário, a Terra está esfriando.

Ontem mesmo, durante o jornal da hora do almoço, houve uma reportagem sobre o avanço do nível do mar em praias brasileiras por causa do aquecimento global. Quase sem voz, a especialista afirmou no final da reportagem que afirmar isso era precipitado, que o que se sabia era que o nível do mar havia aumentado onde havia ocupação indevida de edificações próximo à linha d´água. Quer dizer, a culpa pode até ser do homem, mas por uma situação local, não global. E nada a ver com CO2.

Por que então todo esse alarde? Seria uma questão política, para frear o desenvolvimento dos países emergentes. Tempos atrás ouvi alguém dizer o mesmo sobre os trangênicos, que não havia prejuízo nenhum em seu uso e que a sua discriminação era uma questão política: o Brasil era líder mundial em transgênicos, produziria muito mais e muito melhor do que qualquer outro país do mundo. A discussão ecológica era politicamente utilizada para frear (e tomar) esse domínio. Pode ser? Pode. É? Não sei.

A própria Miriam Leitão disse uma coisa engraçada. Na conferência de Copenhagen pensou-se que estariam divididos os países ricos dos países pobres, mas não é assim. Os países estão divididos entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados. Os médios, estavam com os petroleiros e os demais se arranjavam nas combinações mais malucas. Eu já achava complicada a divisão do mundo entre Primeiro Mundo e Terceiro Mundo (nunca achei o Segundo Mundo) e depois entre países centrais e periféricos. Que dirá entre ricos, médios, petroleiros, pobres, muito pobres e desesperados.

Ainda bem que eu não faço mais prova de geografia...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Copenhagen

China e Estados Unidos estão sendo obrigados, pelos outros e pelas mudanças climáticas em casa, a reduzir a emissão de gases poluentes.

Os Estados Unidos batem o pé mesmo quando isso já não é mais possível. O carrão utilitário é parte do american way e os custos de uma adaptação para a geração de energia limpa em grande escala seria assombroso. Ninguém nos EUA quer gastar dinheiro.

A China, em vez de dar murro em ponta de faca, investiu pesado em ciência e em patentes. Está a caminho de se tornar líder mundial em tecnologia ambiental, energia solar, tudo o que você pode imaginar. A China vai precisar de placas solares, e vai comprar de quem? Dela mesma. Vai despejar milhões na economia e gerar um trocentilhão de empregos. O mundo inteiro precisará de placas solares, e quem vai vender? A China de novo, que vai dominar o mercado, recuperar o dinheiro investido em tecnologia e na própria adaptação ambiental e ainda encher mais um pouco o dragãozinho de dinheiro. Se é que cabe mais.

Por isso é que a China está dominando o mundo e os EUA vão a passos largos para o brejo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Seu Nilson

Na segunda corrida que participei, ano passado, vim correndo boa parte da prova ao lado de um japonês. Um senhor de uns 50 anos de idade, chuto, meio baixinho, como todo japonês. Corria compenetrado. No finalzinho da prova ele tomou a frente e eu fiquei um pouco pra trás.

Um ano se passou nesse agitado calendário esportivo prudentino que conta com 2 provas por ano: a do Bradesco, em outubro, e a da Sociedade de Medicina, em novembro. Em outubro não corri nem 5 minutos depois da largada e com quem eu emparelhei de novo? O mesmo japonês. Será possível? Ah, mas daí eu dei o troco. Na subidinha final dei o último gás, postura de locomotiva, e venci! Não venci a prova, mas venci o japonês!

E não é que em novembro, duas semanas atrás, outra vez larguei e logo emparelhei com ele de novo? Tanta gente e sempre nós dois juntos, correndo no mesmo ritmo. Pensei em puxar conversa. Eu olhava pra ele, aquela cara de japonês que você não sabe se é bem humorado ou não. Nem olhava pra mim. Minha timidez me impediu. Segui correndo por um bom tempo ao longo do parque. De repente, do outro lado já passa o cara que estava em primeiro, já voltando, correndo no dobro da nossa velocidade. E não é que ele falou comigo? "Nossa, olha onde ele já está". E dava risada.

É simpático o seu Nilson (esse é o nome dele). Contei pra ele que era a terceira prova que corríamos lado a lado e ele disse: "então temos o mesmo ritmo". Muito bem observado, seu Nilson. Mas o nosso ritmo não foi muito o mesmo dessa vez. Na metade da prova ele já deu uma adiantada, e foi se distanciando. Nem vi quando ele chegou. Acabei correndo com um senhor negro, até meio gordinho, de 55 anos reclamando de bolha no pé. Imagina se não tivesse? "Se eu não tivesse com essa bolha, já tinha chegado". Ainda jogou na minha cara...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Agenda


Para o fim de ano em São Paulo: Retrospectiva de Abraham Palatnik no Itaú Cultural.

Clica AQUI.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Bom dia

Que dia bonito está fazendo lá fora.

Mãe, eu não quero fazer lição. Quero ir lá fora brincar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

êêêêêêê Chico...

Parece bem claro que o Chico pegou a Roberta Sá. A dúvida que resta é se ele pegou também o violonista...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prêmio de arquitetura

Algumas coisas legais no prêmio de arquitetura da revista Arquitetura & Construção. Duas tendências premiadas: o galpão antigo transformado em loft chique com cara rústica (caso do Café Ciência, do Atelie de Arquitetura Francisco Zanelato e o Parque da Juventude) e o ecologicamente corretíssimo-sustentável.

Quem quiser olhar CLIQUE AQUI.

sábado, 28 de novembro de 2009

Ora bolas...



Dá uma olhada nesse teste AQUI no UOL. Descubra em que Copa do Mundo foi usada essa bola. Seria bem difícil se nela não estivesse escrito: OFICIAL WORLD CUP 1974.

Bingo!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quintan(ilh)a


Que fazem as pessoas que no caso
De haver uma tristeza infinita
Não podem redimir-se por um traço
E nem por um versinho de uma linha?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quintan(ilh)a

Minha solidão é tanta
Que, pouco convencional
Preencho o vazio da cama
Deitando na diagonal

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bons lugares para atentados terroristas II

Retirada do UOL

"Histórias e Canções", especial musical de Roberto Justus, será exibido no dia 23 de dezembro no SBT.No programa, todo captado em HD, Justus recebe Marina Elali, Roupa Nova, Agnaldo Rayol e Família Lima.A direção é de Paulo Franco e direção musical de Afonso Nigro.

Mas que presentão de Natal hein? Uuuhhh...

Extraterrestres! Levem-me por favor!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Diálogos

- Professor, é verdade que você vai pra Grécia?

- É verdade. Turquia e Grécia.

- E vai fazer o que lá?






- Vou só conferir se o espetinho grego de lá é igual ao da praça da Sé.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Suspeito

Frase do prof. João Manuel Cardoso, no Canal Livre de ontem:

"Em instituições muito burocratizadas, qualquer um que proponha mudanças é visto como suspeito"

domingo, 22 de novembro de 2009

Indiana Jones

E essa semana devo confirmar uma viagem das boas para esse janeiro. Turquia e Grécia, em companhia da Érica, uma amiga antiga de Londrina que também tem saído pra viajar por aí. Na verdade ela que estava planejando a viagem e eu apenas topei a idéia.

Santa Sofia e Parthenon. Te cuidem!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Leite Derramado

Eita livrinho meio encruado. Sou tão fã do Chico Buarque cantor que acabo criando muita expectativa quanto aos livros. Nessa, não sei se a minha expectativa é muita ou se os livros realmente não são tão bons.

Leite Derramado até que não é o último da lista do Chico. Não há dúvida de que não é. Pessoalmente li, Estorvo, Budapeste e Leite Derramado, e talvez Estorvo fique um pouquinho atrás e Budapeste um pouquinho na frente.

Leite Derramado fica no meio. É o depoimento de um velho de família nobre, porém falida, a beira da morte num leito de hospital, contando sua vida para as enfermeiras. Misturando sua história com delírios, o personagem não consegue distinguir coisas que realmente aconteceram, coisas que ele acha que aconteceram e coisas que ele gostaria que acontecessem. A gente fica sem saber muito bem o que é verdade o que é alucinação na delirante fala de Eulálio Assumpção.

O ponto forte, como sempre, são as frases. No meio do texto confuso o Chico solta pensamentos e aforismos desses que dá vontade de anotar no caderno. É o lado poeta aflorando. É o lado que diz numa frase o mesmo que o escritor diz em um capítulo.

Enfim, é sempre Chico Buarque. Se o Chico escreve, a gente lê.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ownbudsman

Vi uma pesquisa que dizia da mudança do perfil das ferramentas da internet. Com o twitter, as pessoas estão falando na internet sobre coisas cada vez mais cotidianas. Os blogs diminuíram e só são usados ainda para textos maiores e mais elaborados que não cabem em poucos caracteres. O perfil do blogueiro de hoje é de um homem de 18 a 45 anos, com curso superior. Dizia ainda que os blogs deixaram de ser diário de adolescente e passaram a ser coisa de gente grande.

ufa...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sem-gracinha


A nêga diz que não gosta do meu samba
Pra quem é bamba, é uma grande humilhação
De que adiantam os versos que eu faço pra ela
Se ela não dá trela, se ela não dá atenção?

A nêga diz que o meu samba é sem-gracinha
Que ela preferia que eu cantasse um pancadão
A nêga até que é bem intencionada,
Ela não entende nada
Mas tem um bom coração

Ela gosta de Drum'bass
Ela gosta de Latino
Ela gosta de Psytrance
De Camargo e Camarguinho
Não conhece Pixinguinha
Não sabe quem foi Noel
Ela acha que Cartola
É um tipo de chapéu...

A nêga diz que o meu samba é coisa antiga
Que a saída, é uma modernização
Ligou o meu cavaquinho na tomada
E uma guitarra no lugar do violão

A nêga diz que o meu samba é esquisito
Que acha bonito, mas não toca no Faustão
A nêga até que não fala por maldade
Nem tampouco má vontade
O mau gosto é que é o cão

Ela gosta de Drum'bass
Ela gosta de Latino
Ela gosta de Psytrance
De Camargo e Camarguinho
Não conhece Pixinguinha
Não sabe quem foi Noel
Ela acha que Cartola
É um tipo de chapéu...


domingo, 15 de novembro de 2009

Eleições 89 II

Continua equicelãnt a retrospectiva do UOL sobre as eleições de 1989. Todos os dias tem reportagens novas. Hoje tem uma entrevista com o Collor.

Descobri até que aquele Jornal Nacional que comentei é histórico e gerou muitos protestos na época.

Depois vou procurar no youtube...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aniversário

Minha mãe disse que o dia hoje está bonito como o dia em que eu nasci.

Natural que toda a mãe ache que o dia em que o filho nasceu é bonito, mas mesmo assim fiquei feliz.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eleições 1989



























Muito legal o especial do UOL sobre as eleições de 1989 - clique aqui - sem dúvida a eleição mais bizarra da história do Brasil. Depois dos quase 30 anos de ditadura militar, parece que o pessoal se esqueceu de como se fazia uma eleição, um debate... O resultado era Silvio Santos candidato a presidente e sem o nome na cédula porque a candidatura havia sido registrada com atraso (e foi cassada antes da eleição) e uma leva enorme de peculiares candidatos nanicos como o Marronzinho e o dr. Meu-nome-é-Enéas Carneiro. E a musiquinha do Lula-lá? E o "juntos chegaremos lá" do Affif? Todo o mundo queria ir pra "lá"... Ganhou o Collor e o povo foi pra rua mandá-lo para um outro "lá", mas ele não foi e continua no Senado até hoje.

Esses dias estava digitalizando umas antigas fitas cassetes que tinha em casa. Uns programas velhos. Num deles a fita continuou gravando e pegou um pedaço do jornal nacional bem durante o segundo turno entre Lula e Collor, logo após um debate. A proteção da Globo ao Collor era tão descarada que juro que fiquei com vergonha alheia quando assisti. A gente não lembra dessas coisas... Preciso colocar esse vídeo no youtube...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Clonagem

O presidente viajando pra cima e pra baixo, casos de corrupção, juros altos para segurar a inflação, Sarney reinando no senado e agora APAGÃO????

O governo Lula tá cada vez mais parecido com o Fernando Henrique...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Listinha

O FUTEBOL EXPLICA O BRASIL

De esporte de elite a entretenimento das massas; do amadorismo ao profissionalismo; dos salários modestos à globalização-exportação; o uso político do esporte e o uso da política pelo esporte.

Quando se estuda futebol no Brasil, não se fala "só" de um jogo, mas da própria história do país, emaranhada com a evolução nas quatro linhas do campo.

O jornalista e historiador Marcos Guterman mostra a trajetória do futebol no país desde sua chegada da Inglaterra, a formação dos primeiros clubes, os craques, os grandes fracassos, as peculiaridades. O livro narra os acontecimentos do último século no Brasil, mas principalmente mostra como política, economia, sociedade e futebol estão muito mais associados do que costumamos imaginar. Assim, o esporte mais popular do mundo, se lido corretamente, consegue explicar o Brasil.

Só pra anotar na listinha do "comprar".

ps: "Comprar" ou "chorar" né? Afinal, fazer aniversário tem que ter alguma vantagem... Já chorei...

domingo, 8 de novembro de 2009

36'20''

Hoje de manhã corri 6 km (6K, como diria o Globo Esporte) na Corrida da Longevidade, um evento do Bradesco. Foi aqui no Parque do Povo mesmo, o lugar onde corro normalmente. Quase como o Flamengo jogando no Maracanã. Fiz um tempo melhor do que ano passado. Foram 36'20'' e pelo que me lembro fiz mais de 40 minutos anos passado, mas também não tenho certeza. De qualquer modo, não serve de comparação porque o percurso mudou um pouco, eu tomei um gel de carboidratos no meio da prova e dessa vez tivemos um tempo nublado e garoento em vez do Sol de rachar coquinho que estava no ano passado.

O engraçado é que no ano passado, da metade pra frente da prova emparelhei com um japonês. Um senhor já, de uns 50 anos. Vínhamos na mesma velocidade até uma última subida que havia no percurso antigo e que eu fiquei pra trás.

E não é que esse ano eu emparelho com o mesmo japonês? Viemos juntos mais ou menos o mesmo trecho, mas dessa vez fui eu que disparei na subida final. Não significa que eu esteja melhor, acho que ele é que estava pior. Além disso eu tomei o meu gel milagroso! Daí é nitro no motor.

Ah! Também assim como ano passado o primeiro queniano chegou quando eu não estava nem na metade da prova. Com 16 minutos eu já ouvi o tema da vitória tocando lá longe, quer dizer, já tinha africano chegando. Me lembrei da São Silvestre do ano passado. Quando cheguei na Paulista os africanos ja tinham ganho a prova, recebido o prêmio e o pódio já tinha sido até desmontado. Quem disse que a chegada da São Silvestre não é mais a meia-noite da virada do ano? A minha quase que foi...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Desenha-me um carneiro?

Neste final de semana fui ao Ibirapuera e dei com a cara na porta da Bienal de Arquitetura que ainda não estava aberta. Para não perder viagem fui à Oca e ao MAM, ali pertinho. Na Oca havia uma exposição sobre o Pequeno Príncipe. Era uma exposição infantil, mas como me interessava muito saber de que maneira eles estavam contando essa história, fui conferir.

O resultando não empolgou. Fiquei até meio decepcionado. A cenografia era um pouco simplista, um pouco óbvia demais. Haviam algumas projeções horríveis e mal feitas. Apenas uma delas tinha interatividade: uma projeção do espaço sideral, um desenho à moda do Exupèry, e quando uma criança passava pela projeção segurando uma esfera iluminada surgiam pássaros que levavam a criança a viajar entre os planetas da mesma forma como viajava o Pequeno Príncipe. Era bonito.

Em relação ao conteúdo, ficou meio perdido pela pobreza da apresentação. As informações mais interessantes não eram sobre o livro, mas sobre o Saint-Exupèry, sobre a vida do autor e sobre sua passagem pela América do Sul, incluindo o Brasil, como agente do correio aéreo francês (hoje Air France).

Mas a minha maior decepção veio de uma boa idéia mal aproveitada. Uma caixa branca formando uma salinha. Na parede branca revestida com um tipo de fórmica onde estava escrito: "Desenha-me um carneiro?" E havia giz para que a gente desenhasse um carneiro para o Pequeno Príncipe. Quem leu o livro lembra desse trecho em que o Pequeno Príincipe aborda o piloto de avião acidentado (o próprio Exupèry) no deserto pedindo que ele lhe desenhe um carneiro para que ele coma o baobá antes que ele invada o planetinha onde vive. E como é difícil para um adulto atender a esse pedido simples, desenhar um carneiro. Mas para uma criança é fácil. Ou era...

Quando entrei na salinha imaginei encontrar uma porção de carneiros desenhados pelas crianças. Mas para minha surpresa, encontrei muito poucos, 4 ou 5. De resto eram palavras, letras, nomes. Um "vai corinthians". Letras, letras, palavras. Um menininho nas costas do pai. Desenha-me um carneiro? E o pai: pega o giz, vai lá filho, escreve "Felipe" lá em cima.

E eis que temos menos um pequeno príncipe no mundo.

Quase lá

Hoje devo resolver meu problema de internet (ainda estou sem internet em casa), e daí voltamos a nossa programação normal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quintan(ilh)a


GRAMÁTICA

Por mais que se ame,
Por mais que isso doa,
"Eu" sempre será
A primeira pessoa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nextel

Eu sou meio impaciente com propaganda. Não gosto de propaganda, não gosto dos produtos que elas vendem e, via de regra, não gosto de publicitários (não pessoalmente, mas profissionalmente, não das pessoas, mas da instituição). Mesmo assim, tem alguns publicitários e propagandas que me irritam especialmente.

E são muitas as propagandas que me irritam especialmente. Os comerciais da VIVO, por exemplo, odeio todos. Por isso meu celular é TIM. O UNIBANCO tem umas campanhas de cagar também. E as Casas Bahia? Até hoje o último lugar em que eu passo pra comprar alguma coisa é nas Casas Bahia. Acontece, mas eu evito...

Hoje em dia tenho o meu ranking de campanhas imbecis, e esse ranking tem um líder: NEXTEL. A propaganda tem sempre o mesmo esquema: um cara arrogante e metido que eu nunca ouvi falar andando e falando como ele é legal e rico. É uma baita falta de educação falar com alguém andando né? Eu acho. E o que é pior, as pessoas estão andam rapidamente em um lugar poético como o topo de uma montanha ou uma estrada no meio do nada. A estrada significa isso, significa aquilo, diria um publicitário. Significa o escambau, como se atrás da câmera não houvesse uma parafernália imensa, um caminhão de apoio, luzes água e sombrinha, de modo que o senhor bem-sucedido nem pode curtir de verdade aquele paisagem. Além disso, para mim o significado só pode ser o seguinte: quem fica andando rápido acaba sozinho no meio da estrada deserta. Ande devagar. Devagar é bom, devagar é legal. Fique parado!

Daí o cara legal e rico pega a câmera na mão (ou fala bem pertinho) contando que ele era um zé ninguém e que construiu um império. E sempre fazendo perguntas como: "quem acreditaria numa loja de roupa de neve em Búzios?" Eu sei lá! Quem compra roupa de neve em Búzios só pode ser um imbecil.

Depois de contar a bonita história de vida que se resume a "fiquei rico, me realizei, sou feliz" o cara legal sai andando como se estivesse atrasado com vontade de ir ao banheiro. Logo da Nextel com um narrador dando ao produto um ar de "entre para o nosso clubinho exclusivo para pessoas de sucesso". Ah, vai te catar! E pra corooar, o barulhinho característico do telefone que mais parece o rádio da PM.

E o pior é saber que alguma agência ganhou um rio de dinheiro pra bolar essa droga. E ainda contratar o Cacá Bueno como garoto propaganda! Quem quer ser como o Cacá Bueno? Tá loco...




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

600 Kelvin

Corrigindo as provas dos alunos, é impressionante a quantidade de gente que confunde MAS com MAIS. Não o segundo pelo primeiro, mas o primeiro pelo segundo. Dá vontade de escrever: a prova está correta MAIS o seu português é medonho.

Falando nisso, o Globoesporte lançou um desafio pra uma turma que vai correr 600 kilômetros. E daí chamou de DESAFIO dos 600K. Peraí, 600K? Não seriam 600Km? "600 K" são 600 graus kelvin, uma temperatura lá pelos 300 e poucos graus centígrados, e todo o mundo sabe que correr a 300 e poucos graus centígrados não faz bem pra saúde...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A Majestade do Xingu

Bem legal o livro de Moacyr Scliar. Não tanto como "A mulher que escreveu a bíblia", mas gosto muito deste judeu gaúcho cuja esposa dava aulas de inglês para a Letícia, minha colega de mestrado, no escritório de sua casa em Porto Alegre. Falando em judeu, o livro conta a história de um judeu russo, um comerciante do Bom Retiro, obcecado pela figura de Noel Nutels, um menino que foi seu amigo durante a viagem de navio da Rússia para o Brasil. Enquanto esse judeu, que nem tem o nome citado no livro, tem uma vida sem grandes emoções atrás do balcão de sua lojinha, acompanha a distância a vida de seu colega de imigração, um médico sanitarista envolvido com os intelectuais comunistas que, depois do golpe militar passa a trabalhar com os índios do Xingu. Noel Nutels é o herói idealizado desse judeu um tanto infeliz com a própria vida, mas com conformismo, e com grande capacidade de fantasiar situações de sua vida e da vida de Noel que não sabemos se são ou não inventadas.

Enfim, Moacyr Scliar é sempre um tiro certo. E é claro que, depois de ler o livro fiquei me perguntando se Noel Nutels era uma pessoa real ou apenas um personagem. E a resposta é sim, ele é real! Só gostaria de saber se ele tem mesmo uma cicatriz no lábio superior feita por sua mãe que lhe apertou demais a boca enquanto fugiam de soldados comunistas russos. Quem sabe?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eeeeeeee

Sabia que o Rubinho não ia me decepcionar. Eu que desde o começo do ano estou torcendo contra. Durante o treino, quando ele fez uma bela pole position, quase deu um arrependimentozinho. Ou pior, agora que eu tô torcendo pra ele se ferrar, se ele ganhar eu vou achar que o pé frio sou eu.

Mas mantive firme a torcida e deu no que deu. Mais uma vez ficou em segundo. E sabia que o Rubinho não é o recordista de segundo lugares na fórmula 1? O Ricardo Patrese é o que mais vezes foi segundo lugar, e o Rubinho é o segundo!!! Nem nisso ele é o primeiro...

Pela primeira vez não me decepcionei com ele. E a cara de velório do Galvão? Ah, mas é muita alegria num dia só.

Correu como nunca, perdeu como sempre!

sábado, 17 de outubro de 2009

Trabalho braçal

E nesse sabadão de manhã, enquanto esperava o montador da mesa do computador, liguei a TV pra tomar meu café milagroso de todas as manhãs. Pulei do desenho da Globo pro pastor da Record, pro outro pastor, pro outro desenho e caí num documentário feito por alunos da PUC que estava passando na TV cultura.

O documentário era sobre as pessoas invisíveis que trabalham com limpeza: a moça que limpa as mesas no shopping, o gari que varre a rua, a mulher que limpa o banheiro da rodoviária, pessoas a quem normalmente ninguém dá atenção e que sofrem com humilhações de gente imbecil que, como a gente sabe, é o que não falta por aí. O documentário dava voz a essas pessoas. Muito interessante.

No meio dos depoimentos aparecia um cara que eu não sei quem era, devia ser um sociólogo, ou professor, dando uns pitacos. Pitaco aqui, pitaco lá, e o cara me solta essa: esse tipo de trabalho no Brasil é quase como um trabalho escravo. E como acabar com isso? Acabando com a profissão de gari. Enquanto houver o trabalho braçal haverá trabalho escravo.

Minha nossa, mas como o cara pode dizer isso? O trabalho braçal é o primeiro e o último dos trabalhos humanos. É o trabalho por definição. Acontece que a nossa herança platônica opõe o trabalho braçal ao intelectual e, pior que isso, encara o trabalho braçal como coisa de escravos, menos nobre e menos valorizado que o trabalho intelectual. Isso é Platão, isso é Marx, isso é um monte de gente, um problema cultural a ser equacionado e resolvido, mas não exterminado. Acabar com o trabalho braçal é, além de impossível, não entender o problema é não resolvê-lo. É preciso, ao contrário, valorizar o trabalho braçal, o bom trabalhador braçal, o bom mecânico, o bom faxineiro, o bom borracheiro, ao mesmo nível do bom advogado, do bom arquiteto. Vencer essa dialética.

Conheço um monte de gente que está na universidade sem a menor interesse, vontade ou talento para qualquer tipo de raciocínio intelectualmente profundo. Gente prática, gente manual. Gente braçal. É um tipo de personalidade. Da mesma forma, conheci eletricistas, pedreiros e montadores com um potencial muito grande de abstração, de raciocínio lógico e de pensamento profundo. Potencial, normalmente, não desenvolvido. Conheço vários diplomas engavetados por grandes comerciantes. Uns e outros estão no lugar errado e poderiam render muito mais se estivessem trabalhando conforme a sua maior capacidade. Mas, infelizmente, a universidade é o único caminho pra quem não quer passar fome.

Não me culpe. Culpe Platão.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pebolim olímpico 2016

Depois da campanha do Saci para mascote da Copa do Mundo de 14, agora queremos o pebolim como esporte olímpico nas olimpíadas do Rio em 2016!

Afinal de contas, se o tênis de mesa é, por que o pebolim não pode ser?

domingo, 11 de outubro de 2009

Tantas emoções


Quando eu viajava muito entre Londrina e Prudente, passava bastante tempo esperando o ônibus ou que fossem me buscar na rodoviária, daqui e de lá. E como toda rodoviária sempre tem uma banquinha de jornal caprichadinha, sempre dava um passeio por lá ainda que nunca tivesse dinheiro pra comprar nada. No caso de Prudente, esperava a carona bem de frente a uma banca que colocava na vitrine um bocado de revistas, de todo o jeito e gosto. Algumas estranhas. E como tem revista estranha...


Tinha revista de fofoca. Várias delas. E tinha revista de emagrecer. E de noivas. E de moda. E de moda pra noivas. E de pesca, de armas, de carro, de moto, de espingarda, de mangá, de origami, de feng shui, de história, evangélicas, de corrida. Revista de tudo o que é jeito e que eu nunca via ninguém comprar.


Mas nad supera a revista que vi exposta numa banca essa semana: RC EMOÇÕES. É uma revista só sobre o ROBERTO CARLOS! Exatamente, tudo sobre, e apenas sobre, Roberto Carlos. Realmente incrível. A capa é, claro, uma foto do Roberto Carlos. As chamadas de capa são ótimas: Rita Lee, FHC e Caetano Velloso falam sobre Roberto Carlos. "EXCLUSIVO: O que Roberto Carlos vê quando acorda e quando vai dormir!" A cara da mulher dele, presumo eu. Ou a da "amada amante", nos fins de semana...


Vou ficar de olho pra ver quais serão os destaques da RC Emoções nº 2. Que tal: "EXCLUSIVO: Roberto Carlos manda sua perna mecânica para a funilaria."? Seria legal!

domingo, 4 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016

Ih... Já começou mal. Mal o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016 e já tive que me deparar com as cenas grotescas da política: primeiro o Lula dizendo que vai acabr com as favelas do RJ, o que se não é grotesco é, no mínimo, populista. Mas tudo bem. Depois lá vem o Nuzman com aquela cara de bobo dele, descendo no aeroporto com bandeirinha do Brasil como se a sua gestão no COB fosse um poço de elogios. Ai ai ai...

Mas nada comparado à entrevista do governador Sérgio Cabral ao Flávio Prado na Jovem Pan, hoje cedo. Peguei a história no meio, a pergunta já tinha sido feita e quem estava falando, parece que ao telefone, era o Lula. Daí ele passou o telefone pro Cabral que começou a contradizer o Flávio Prado dizendo que estava provado que o PAN tinha sido um sucesso, que as contas tinham sido aprovadas pelo TCU, sendo natural que houvesse uma "investigaçãozinha aqui, outra ali" e que havia sim restado um legado para a cidade, apontando inclusive que o COI afirmara em uma prévia que as instalações no Rio eram até melhores que as de Chicago.

Disse isso e desligou. A entrevista devia ser gravada já que o Flávio Prado disse: "Claro que não havia réplica, por que se houvesse eu perguntaria ao governador sobre" tal tal e tal. E começou a ler o parecer do TCU sobre as contas do PAN.

Bom, em primeiro lugar o PAN foi orçado em 95 milhões de reais e custou 1 BILHÃO e 800 milhões de reais. Isso dá mais de 1000% de aumento. Imagina se isso não é má gestão do dinheiro público. Aliás, se não foi desviado dinheiro, isso significa que os cariocas são muito ruins de conta, porque se você vai consertar uma cadeira na sua casa, imagina que vai gastar 95 reais e gasta 1.800 milhão, bom administrador você não é.

E por aí vai. Maria Lenk e Engenhão subutilizados, mais de 200 processos e pontos de irregularidades no parecer do TCU. Enfim, pelo visto o Sèrgio Cabral anda muito mal informado sobre o estado que governa. Considerando que o prefeito do Rio de Janeiro é aquele xarope do Eduardo Paes que teve uma atuação desprezível durante o caso do mensalão e que quase nos fazia torcer para os bandidos do PT, que o presidente do COB é o Nuzman e que o membro mais antigo do COI é o JOÃO HAVELANGE, o cara que inventou o Ricardo Teixeira, já viu...

A chance de dar certo é muito baixa...

Diálogos

- No começo do terceiro colegial eu estava na turma B, mas era muita bagunça. Então eu pedi para mudar para a turma C e eles mudaram.

- Não acredito que você pediu para ir pra classe dos nerds. Pra que, velho?

- Bom, hoje eu tenho 27 anos, me formei numa universidade pública, fiz especialização, mestrado e sou professor universitário. Talvez isso tenha alguma coisa a ver com aqueles dias...

sábado, 3 de outubro de 2009

Yes, we créu

E não é que o Rio levou mesmo, minha gente? Muita coisa ajudou: a crise americana (que aqui foi só uma marolinha) e a redundância entre dois jogos seguidos na Europa (um possível Londres - Madri) ou quase seguidos na Ásia (um possível Pequim - Londres - Tóquio), sem esquecer que o pessoal da grana não gosta muito desse tipo de evento lá no Japão porque obriga os europeus e principalmente os americanos a acordar de madrugada...

Eu não sou nem pacheco nem profeta do apocalipse. Acho que em qualquer lugar em que se realizem jogos como esse, alguém vai dar uma roubadinha. Na Europa isso acontece também. O pior de tudo é que na Europa eles roubam mas o troço sai: os estádios são construídos, o transporte é melhorado, fica tudo nos conformes. Dez por cento mais caro, mas nos conformes.

Já no Brasil, as coisas ficam duzentos por cento mais caras e, além de tudo, não ficam prontas. Eu me lembro do Pan, que eu não considero um sucesso de forma nenhuma. Eu me lembro, por exemplo, dos iatistas driblando um sofá velho que flutuava na lagoa Rodrigo de Freitas. Ou os atletas entrando na vila olímpica junto com o areião dos jardins que, ao que parece, não foram terminados até hoje... E mesmo o que ficou bom, estragou-se depois: o Enegenhão não pode receber clássicos, o Maria Lenk está fechado e o velódromo feito com madeira do Canadá foi desmontado. Aliás, onde será que foi parar aquela madeira caríssima?

Como urbanista, entendo que os jogos olímpicos são sim, como o próprio Lula falou de passagem, uma retribuição ao Rio de Janeiro por algo que lhe foi tirado: o posto de capital do país. Bom, foi exatamente na saída da capital federal para Brasília que o Rio de Janeiro se perdeu e nunca mais encontrou sua vocação. O urbanismo ficou à deriva e naufragou nos anos 90. Melhorou um pouco nessa década, ao que parece, mas pode ter nos jogos olímpicos uma grande virada, como aconteceu em Barcelona.

Enfim, é uma chance de ouro. Mais uma. Ou provamos que o Brasil mudou, ou que continua a mesma coisa. Mas também não precisamos perder por antecedência, e nem esperar o fim do oba-oba pra começar a trabalhar. No Brasil, o oba-oba não acaba nunca...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O internauta inexistente

De mudança para a minha casa nova, ando como um moderno Agilulfo: um internauta inexistente. Mas logo dou uma passadinha aqui.

Só pra dar uma satisfação...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O cavaleiro inexistente

Outra vez comento um livro comprado no melhor lugar do mundo pra se comprar livros: estações. Já comprei livros em postos de estrada, estações de ônibus, ferroviárias... Acho que falta-me apenas comprar um livro num porto. No caso de "O cavaleiro inexistente", de Ítalo Calvino, comprei-o num aeroporto, o de Congonhas, enquanto esperava o vôo para o Rio. Mas vamos a ele.

Parece-me haver mais neste livro do que tenha entendido. Em primeiro lugar por que sei como são as histórias de Ítalo Calvino, autor de "As Cidades Invisíveis", um de meus livros preferidos, e sei que essas histórias sempre são mais do que se lê. Além disso, a história do cavaleiro Agilulfo é breve e simples: trata-se de um cavaleiro que não existe. Ou seja, é apenas uma armadura branca e perfeita que se move, sem ninguém dentro e, no entanto, torna-se o melhor dos cavaleiros do exército de Carlos Magno. Mesmo não existindo, o cavaleiro tem uma forte personalidade e uma impecável postura e retidão, ao contrário de seu escudeiro Gurdulu que embora exista está sempre esquecendo-se disso e confundindo-se com coisas que vê, pensando ser um cavalo quando monta em um, um morto quando enterra a um, um peixe, um pássaro, ou a própria água quando olha uma tijela. Gurdulu identifica-se com todas as coisas, por isso se confunde com elas de tal modo que nem os seus vários nomes aderem a ele. Já Agilulfo não confunde-se com nada e permanece ereto e rígido.


A história contém outros personagens diferentes: Rambaldo, um jovem cavaleiro que procura vingar-se do assassino de seu pai e sai pelos campos de batalha procurando por ele, Bradamante, uma cavaleira mulher que se apaixona pelo cavaleiro inexistente e Torrismundo que coloca em cheque a validade do título de cavaleiro de Agilulfo ao afirmar que a virgem que ele salvara - ato que fazia dele um cavaleiro - não era realmente virgem na ocasião, ao que Agilulfo parte em viagem a procurar uma virgindade de 15 anos atrás para provar sua condição.


Não vou contar mais do que isso, mas me parece que está na relação entre Agilulfo e Gurdulu, o sólido cavaleiro inexistente e o inconsistente escudeiro existente a chave para as verdadeiras questões do romance. E no próprio Rambaldo, que existe por suas causas, ou por Bradamante, que existe para perseguir e ser perseguida ou ainda Torrismundo, que não tem um homem como pai mas sim toda uma ordem de cavaleiros, cavaleiros estes que abdicam de sua própria existência a fim de entrar em um transe religioso fruto da relação com o Graal.


Moral da história: Ítalo Calvino existe. Ah, esse existe demais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rio 2016

Quando estive no Rio a poucos dias, ouvi falar muito sobre a candidatura da cidade para as olimpíadas de 2016. Não tanto pelos cariocas, mas pelo sempre ufanista e pacheco jornal regional da TV Globo. Foi bem na semana em que o COI havia dado o seu primeiro parecer e o Rio estava bem na fita. A idéia, que sempre me pareceu um delírio de carioca, começou a me soar possível.

Essa semana vi o belo vídeo apresentando o projeto das instalações olímpicas. Brasileiro é muito bom de propaganda. Pena que é ruim de fazer. Se tudo fosse como está no vídeo, seria uma olimpíada fantástica com uma das cidades mais bonitas do mundo como cenário. É uma pena que vai se roubar tanto, mas TANTO dinheiro, que a gente vai acabar é com raiva dos jogos que demonstrarão mais uma vez a nossa incompetência assim como foram os jogos panamericanos (não se esqueçam que as coisas ficaram prontas em cima da hora - algumas ficaram pela metade -, as contas não foram aprovadas, o Parque Maria Lenk foi desativado, o velódromo foi desmontado e o estádio do Engenhão foi entregue ao Botafogo e hoje em dia não pode nem receber clássicos regionais por falta de acesso e estacionamento) em que o chamado "legado" para a cidade acabou praticamente nulo, ou no mínimo muito abaixo do esperado.

Enfim, o vídeo vale a pena. Gostei muito da sacada da chegada da maratona no sambódromo, com aqueles arcos do Niemeyer, que os sambistas tanto reclamam mass que de repente pra corrida serve...

ps: lembrando outra coisa, se a candidatura do Rio for vencedora teremos a Copa do Mundo e as Olimpíadas no mesmo país, em seqüência. Puxando pela memória, só consegui me lembrar de algo semelhante na Copa dos EUA em 1994 e nas olimpíadas de Atlanta em 1996, embora a cidade não tenha sediado a final da Copa como acontecerá com o Rio. Seria uma coisa histórica, uma overdose de carioca pra ninguém botar defeito.

domingo, 20 de setembro de 2009

Camisa 12

Eu ia tirar as teias do gorila albino (semaninha complicada essa) falando sobre o raio que caiu praticamente em cima da minha casa essa semana, que queimou o portão da minha garagem e disparou os alarmes dos carros da vizinhança. Mas depois do que esse russo fez, esse assunto fica pra outro dia.


Isso me lembra que, no meu mundo ideal, durante a final da copa de 2014, Brasil e Argentina no Maracanã, o Pelé é convidado a dar o chute inicial, resolve sacanear, pega a bola, faz um gol do meio campo e o Brasil ganha por 1 x 0, gol de Pelé!

Uhuuu!

domingo, 13 de setembro de 2009

Gorila Albino Esporte

Duas notícias esportivas nesse domingão cedo (11 da manhã não cedo?):]

Primeiro, liguei a TV Cultura e vi passar o jogo Inter de Milão e Parma. Fiquei feliz. Em primeiro lugar porque é transmitir o campeonato italiano é uma reação da Cultura, uma coisa interessante na programação. E no intervalo ainda houve chamadas de programas das Discovery que serão exibidos no canal. Coisa interessante na TV aberta! Bola Dentro.

Mas voltando ao campeonato italiano, imediatamente voltei uns 10... tá bom, 15.... tá bom, 20 anos no tempo (velho). Lembrei de quando eu era pequeno, ainda morava em SP, e filava o almoço de domingo da casa da vó (família italiana...). Enquanto a nona fazia o molho do macarrão eu sentava com meu avô pra comer bolachinha e ver jogo do campeonato italiano na Bandeirantes. O narrador era o Sílvio Luiz, o comentarista era o Silvio Lancelloti e o repórter de campo era o Datena (sim, o Datena!). Na maioria do tempo, enquanto o jogo comia solto, o Sílvio Luiz ficava trocando receita com o Lancelloti, que também era cozinheiro. Quando saía gol, eles interrompiam a receita do molho pomodoro e o Sílvio Luiz perguntava: Dantena, o que é que sóóóóó você viu. E o Datena dava a descrição do gol que eles não tinham visto porque estavam jogando conversa fora. ahahaha.

Por um segundo senti até o cheirinho do molho do macarrão da minha nona (que ainda "apreceio" quando vou pra SP). Uma delícia!

A outra notícia esportiva, não muito boa, foi a vitória do Rubinho Barrichello. Sim, não muito boa porque, como já disse, estou torcendo CONTRA o xarope do Rubinho desde o começo do ano. Engraçado que dessa vez que a equipe montou uma puta estratégia boa e o fez ganhar a corrida nos boxes ele não veio com aquele papinho de "meu time me prejudica" ou "ninguém gosta de mim". Aliás, nem se retratou do ninguém-me-ama da corrida passada quando ele largou atrasado, parecendo aqueles caras que ficam trocando o CD e não percebem quando abre o semáforo, e ficou justificando que o carro morreu, que não sei o que, que tá quebrado, que tá muito quente, que tá muito frio...

Enfim, só tem uma coisa pior do que aguentar o Rubinho quando perde. Aguentar o Rubinho quando ganha. Daí ele fica achando que é o Pelé.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Diálogos

Procuro uma TV para a minha casa nova enquanto converso com o vendedor.

- Agora com essas TVs fininhas, as TVs de tubo estão com um preço bom.

- Sim, mas dessas ninguém mais quer. Olha essa daqui como é fininha. Olha ela de lado.

- Bom, eu costumo ver a TV de frente, e nesse ângulo pouco importa se a TV é fina ou não.

- Sim, mas é de LCD. Olha que imagem.

- Meu amigo, pra ver as porcarias que passam na TV essa qualidade toda é um baita disperdício...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Toma lá

Uma boa notícia nessa terça-feira pós feriadão. Ê! Miguel Falabella deu uma entrevista para Marília Gabriela dizendo que não pretende estar na TV em 2010.

É isso mesmo. Calma, vou repetir. Miguel Falabella pretende NÃO ESTAR NA TV EM 2010. E quando me contaram essa a minha primeira pergunta foi: e ele não comentou nada sobre 2011?

Não que o Miguel Falabella seja um tonto. Longe disso, ele é inteligente. A culpada é a cigana que disse que ele era ator, autor, e o que é pior, que ele era engraçado. "Mizinfin vai ser atô ingraçado num sabe"? Ele acreditou... (minha cigana mais parece uma mãe-de-santo). O caso é que , ele sendo uma pessoa inteligente, deve ver o próprio programa e enxergar que ele não tem graça nenhuma. Não é possível que depois de gravar um episódio de Toma Lá da Cá ele pense "nossa, esse tá de morrer de rir". Ao contrário, deve pensar "mas que merda eu tô fazendo na minha vida", assim como Flávio Migliaccio quando se vê em Caminho das Índias, Brito Jr. entrevistando o Dado Dolabella na Fazenda ou o Ronaldo quando chega no Parque São Jorge pela manhã.

Consciente ou não de sua sem-gracisse, ensaiou na entrevista uma bela saída pela direita. E pela primeira vez me fez rir de verdade com o trecho Também autor de novelas, o convidado acha que não sabe escrever para este segmento: "Acho que sou muito ácido. Não é mesmo a minha praia, acho que sou muito mais do humor." Eu na verdade nunca vi uma novela dele, mas se humor é o que ele faz bem, nem quero imaginar como é o que ele faz mal...

Enfim, um a menos. Agora só faltam a Xuxa, o Gugu, o Faustão, a Glória Peres, a Angélica, o Rodrigo Faro...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Rogêrio Qüintanilha

Momento curioso no Docomomo. Hoje houve uma sessão temática exclusiva sobre Brasília, com pesquisadores da UNB e um pesquisador francês chamado Philipe Panerai, que faz paralelos entre a cidade e Paris. Enquanto esse pesquisador era apresentado, o projetor jogava na parede uma imagem bem conhecida minha: a Cidade Contemporânea para 3 Milhões de Habitantes, o tal projeto que eu tanto estudo. Eu fiquei todo feliz com a imagem. É como se ele projetasse a fotografia de um parente. Até tinha estranhado que, apesar do grande número de trabahos sobre Brasília ou Le Corbusier, não tinha visto mais ninguém falar sobre a Cidade Contemporânea que é sua clara inspiração.

E o pesquisador começa a falar em francês. "Esta é a Cidade Contemporânea e eu não preciso me deter muito sobre a sua composição uma vez que houve nessa mesa a aparesentação de Rogêrio Qüintanilha que já discutiu sobre esse assunto, não sei se falei corretamente o nome dele."

Não falou muito correto não, professor, mas se o sr. ouviu falar da minha pesquisa, pode falar meu nome do jeito que bem entender...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DO.CO.MO.MO

Hoje um post sem piadinha nem elaborações. Quase um fotolog. Eu diria um post quase "Preta Gil" ao estilo fiz isso e fiz aquilo (só que sem os erros de português, porque a Preta Gil foi alfabetizada em inglês).

O fato é que cheguei bem ao Rio e já hoje cedo apresentei meu trabalho no seminário DOCOMOMO, conforme já tinha comentado. Dividi a mesa do salão nobre com a polêmica profa. Ruth Zein, do Mackenzie, com duas meninas de Uberaba e com uma maluca do Piauí. Das três fotos abaixo, as duas últimas foram tiradas pelo meu amigo de UEL Rods, que também veio pro encontro, e mostram a minha apresentação e o fechamento da mesa (ambas com o meu trabalho projetado na parede desenhada por Lúcio Costa).

A primeira é da bonita catedral do RJ, que eu não conhecia, mas que apreciei como um negativo (no bom sentido) da catedral de Brasília. A foto faz parte da série de "fotos com chapéu", e sobre a catedral eu falo mais outro dia...




domingo, 30 de agosto de 2009

Eleições

O ruim de ser eleitor no Japão é que "coloccar caras diferentes no congresso" é realmente só modo de dizer....


sábado, 29 de agosto de 2009

MSN

Uma vez eu escrevi assim no meu perfil do orkut: "Eu queria escrever aqui uma frase bonita pra vc ver como eu sou uma pessoa interessante". E é isso aí, num ditado adaptado, "Diga-me a frase do teu MSN e te direi quem és." Coisas da modernidade.

Estava pensando nisso e olhando as frases dos meus contatos no MSN. Tem pra todos os tipos e gostos. Vejamos...

Desabafos dos que trabalham demais - "finde finalmente"
Desabafos de quem trabalha de menos - "preciso urgente de um trampo! quem souber me avise"

Estilo Xuxa - "tudo de bem e de bom"
Estilo Datena - "em 30% dos acidentes de carro o motorista havia ingerido álcool...e em 70% o motorista bebeu água e se fudeu!! bora bebe gente!!"

Geografia 1 - "De Volta a Prudente"
Geografa 2 - "Ainda em Ponta Porã"

Parachoque de caminhão - "O único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário..."
Cartaz pro Galvão - "o eu aqui"

Cronológico 1 - "Tá chegando a hora"
Cronológico 2 - "5 years"

Música do Roberto Carlos - "Daqui para frente, tudo vai ser diferente!!"
Música do Oswaldo Montenegro - "Porque metade de mim é a lembrança do que fui, A outra metade eu não sei..."

e finalmente...

Frases com um sentido oculto - "Mas em um momento se vive uma vida..."
Frases claramente sem nenhum sentido - "Estourou estalinho no Stallone"

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Julgamento

Neste momento o supremo tribunal federal está julgando o ex-ministro Antônio Palocci pelo caso da quebra de sigilo do caseiro. É possível ver ao vivo o Gilmar "Vossa Excelência Não Tem Moral" Mendes, relator do caso, lendo o processo no site do UOL. Pelo ritmo, imagino que o caso vai looooooonnnnge. Mas vou tomando algumas notas pra vc que não pôde assistir...

15:45h : Gilmar Mendes lendo o texto com cara de "ai que saco".

15:52h : Não to vendo o Joaquim "Não Sou Capanga de Vossa Escelência" Barbosa na mesa.

16:05h : Um dia eu vou comprar uma dessas cadeiras como as dos ministros do STF...

16:50h : Intervalinho para o lanche.

17:05h : Voltamos do intervalo. A defesa fala e, ao que tudo indica, a canonização de Palocci deve sair até o fim do dia, assinada pelo papa.

17:08h : O advogado de defesa diz que Palocci está sendo perseguido porque fascina à imprensa a história de David e Golias, o pobre indigente (o caseiro) contra o poderoso (Palocci), e que "os ricos também merecem justiça". Estou me sentindo na Suécia...

17:11h : Ô loco. O advogado de defesa disse que se a PF costumasse espionar e grampear pessoas ele desconfiaria dela, mas que não é o caso. Show de ironia e de puxação de saco do Gilmar Mendes que disse ter sido grampeado tempos atrás, naquele rolo do Protógenes. Jogou pra galera...

17:13h : Começa a defesa de Jorge Mattoso. O advogado tem cara de comentarista de futebol.

17:32h : Bah, não poerei continuar acompanhando. Mas depois do "os ricos também merecem justiça", já ganhei o dia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vinícius de Matisse

Vale uma notinha a inédita publicação, como ilustração da nova edição de "Para uma Menina com uma Flor", do único quadro pintado por Vinícius de Moraes (ao menos o único conhecido...). Trata-se de um retrato de Nelita, sua quinta esposa (de um total de 9).

Olhando assim me lembrou Matisse, especialmente pelo tema interior, pela mesinha e pelo ponto de vista mais alto, olhando de cima pra baixo. Será que Vinícius gostava de Matisse? Dê uma olhada em ambos aí em baixo e tire suas próprias conclusões...

(aí embaixo, Vinícius de Moraes com sua aquarela e "Interior com Violino", de Matisse.)

domingo, 23 de agosto de 2009

A Volta do Comentários

A quem interessar possa, os comentários estão de volta ao blog! Não abaixo de cada postagem, mas no topo da barra à esquerda.

Fiquem a vontade...

sábado, 22 de agosto de 2009

O velho Lobão

Esses dias parei pra ver o "Gordo Visita", na MTV (programa em que o João Gordo vai à casa de artistas, ou quase) na casa do Lobão. É, aquele Lobão ex-baterista do Blitz, ex-presidiário, ex-quase tudo (menos ex-rock and roll) e apresentador da própria MTV.

O programa é até interessante. É do estilo mostrar-casa-entrevistar-artista, mas com o João Gordo no lugar da Angélica, uma troca bastante desvantajosa em estética, mas muito proveitosa em Q.I. Além disso, muita gente que, imagino, não receberia a Angélica, como o Lobão e o Marcelo Tas, acaba recebendo o João Gordo.

A conversa entre os dois, Gordo e Lobão, caiu logo em música e em rock and roll. Estavam ali dois símbolos de uma geração iconoclasta, chuta-tudo e rock and roll, coisa que fizeram muito bem na época. Mas quando o assunto foi música nova, ou melhor, a "nova MPB", senti uma diferença no ar.

Sobre esse assunto o punk João Gordo resume: nem conheço, nunca ouvi e acho uma merda. Em dado momento ele disse que achava Oasis uma novidade. Perfeito! Ele é punk, é Ratos de Porão, e não tá nem aí pro resto, nunca ouviu e acha uma merda. Atitude punk, sem dúvida. Já o Lobão mostrou que conhecia o assunto.

É claro que o Lobão também achava a nova MPB uma merda, a começar pelo rótulo (esse nome é uma merda mesmo), mas principalmente o resgate dos novos cantores dos caras antigos. Segundo ele, Noel Rosa já era uma merda em 1930 e relido então virou uma merda e meia. A "nova MPB" estaria piorando as coisas resgatando a merda ("merda" é palavra dele) quando "o legal é o rompimento". Essa frase dele me encucou.

Diferente do João Gordo, me parece que o Lobão não soube envelhecer. João Gordo diz o que acha legal, mas não dá conselhos. Ao dizer "o legal é o rompimento" como um desejo de como gostaria que se portasse a nova geração, o Lobão Mau vestiu as roupas da vovó, sem enxergar inclusive que há sim, um rompimento no resgate. O resgate de Noel Rosa é, claro, um rompimento da geração atual com o próprio Lobão que não percebeu que passou a ser a referência, de rompedor a rompido, de vanguarda a retaguarda. Ao contrário, se a vanguarda atuar conforme o estabelecido (o Lobão), não há rompimento, e o legal da vanguarda não é romper, mas irritar o estabelecido Lobão. O que parece que está acontecendo...

Evidente que nunca ouvi o Lobão falar bem de alguma coisa, nem quando ele era vanguarda, nem quando virou referência. E é claro que isso é uma interpretação totalmente minha. Agora, acho que essa opinião o denunciou, como se depois de comer a chapeuzinho o Lobo Mau tivesse esquecido de tirar as calçolas da vovó...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cristóvão Colombo

Fiquei devendo a opinião sobre "Cristóvão Colombo", de Júlio Verne, o livro fininho que eu li durante a viagem pra Europa. Na verdade ele não resistiu nem à Itália, de tão fininho que era. E pra dizer a verdade, não empolgou...

A assinatura de Verne me dava a idéia de uma narrativa emocionante sobre as fantásticas viagens de Colombo(ao estilo "Viagem ao Centro da Terra" - que eu não li), mas o livro é bastante descritivo: no dia tal Colombo saiu de casa, no dia tal chegou na América. Alguma história apenas durante seus julgamentos na Espanha (o famoso episódio do "ovo de Colobo"). De resto, um currículum vitae completo do descobridor.

Uma outra coisa me chamou muito a atenção: Júlio Verne era absolutamente vidrado na figura do navegador, e deixa isso bem claro. Durante as viagens, Colombo era
responsável por tudo o que dava certo e absolutamente inocente de tudo o que dava errado. Pelo menos para Júlio Verne. As acusações que sofreu durante se governo nas cidades fundadas eram "falsas traições", suas mentiras aos marujos durante as viagens eram "hábeis diplomacias" e sua incapacidade de, como os outros navegadores, guiar-se pelas estrelas, é apenas uma particularidade menor compensada pela extrema bravura do capitão. Se fosse o Cabral...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Millôr Fernandes

Reproduzo aqui um maravihoso texto de Millôr Fernandes sobre o ator e humorista português Raul Solnado, que faleceu essa semana. Millôr, que segundo Raul Solnado é "o maior humorista do mundo", de quem sou um baita fã e cujo blog está aí ao lado nos favoritos, mostrou que não é só o maior humorista do mundo. É um baita dum poeta também...

O texto, antigo, foi republicado na coluna do Millôr na VEJA dessa semana e eu o retirei de um blog cujo link está abaixo.

RETRATO EM 3x4 DE ALGUNS AMIGOS 6x9


RAUL SOLNADO — COMEDIANTE

Luar surgindo a oeste no primeiro nome, sol a leste, no segundo, Raul tem 24 horas no onomástico. Nasceu num tempo em que tudo era ao vivo, mas, atento à tecnologia, fez-se logo carbono do ridículo, depois xerox do desprezível, afinal fax do presunçoso – e já tem para a holografia alguns truques humorísticos na manga. Lhe ensinaram que a vida é curta, por si mesmo percebeu que a vida é perto. E quando aprendeu que a vida é transmissível por via sexual sentiu logo enorme sentimento de culpa por seus gozos. Mas, com filhos em dois continentes, condena a incontinência. Feminista, finge de machão, na esperança de ser catequizado. Pra ele, homem e mulher continuam a ser círculos concêntricos num momento de tantos círculos excêntricos. Pois o homem pode ser o lobo do homem mas é, definitivamente, o poodle toy da mulher.

Generoso nato, nasceu mignon como solução para o problema demográfico – se todos fossem assim, caberia mais gente no mundo. Mas lembra que, com o mesmo material, Deus poderia fazer um homem bem melhor, aqui assim, nos ombros. Nasceu em Lisboa e, sem sair de Lisboa, vive hoje em Lismelhor. Português desde sempre, aceita o fado, mas nem tanto o destino. E depois de tudo o que aconteceu em Portugal ficou tão antimilitarista que não topa nem conversas generalizadas. Prudente, quando entra em enrascada o primeiro que faz é perguntar onde fica a saída. Gosta de ser considerado impagável, mas nunca na bilheteria. Tem extraordinária expressão corporal, toda no espírito. Decidido, quando vê uma bifurcação imediatamente segue os dois caminhos. Mas nunca foi sem voltar, daí o segredo de estar sempre. Menino-prodígio, aproveitou essa dádiva e reservou uns dias de infância para os anos de hoje. Ri pouco, faz rir muito, fala envolto num crepom de malícia, e todo o seu humor é anfiguri. Dentro de sua alma vibram jograis, saltam andarilhos, vivem polichinelos, cantam bufões, se escondem saltimbancos, bobos, truões, entremezistas, patuscos e pelotiqueiros, todos os palhaços do rei – de cuja sabedoria ele se apropriou pra ser o rei dos palhaços. Pois, pra ele, fazer rir é fácil – escapar com vida é que são elas. Acha que o teatro e a televisão se incompletam e o teatro é melhor, pois ninguém tem a coragem de desligá-lo no meio da piada. Acredita que o humor desarma o espírito, mas não tanto que possa desarmar Saddam Hussein.

Mas, depois de 100 milhões de Homo faber, 10 milhões de Homo sapiens, está certo de que, se o mundo não estourar no Golfo, chegou enfim nossa hora, a hora do Homo ludens.

Uma frase perdida: "A vida é sempre em volta". A pergunta metafísica: "Que fazer do homem que não gasta o destino?". Uma dúvida de fé: "Se Deus existe, por que nunca veio ver um meu espetáculo?". Epitáfio proposto: "Agora já é tarde".

E aí está o Raul feito e medido. Do Solnado eu nem falo.

Escrito em 30/6/84

P.S.: Raul foi meu amigo a vida inteira. A dele. Traidor, continuo na minha.

http://arquivoetc.blogspot.com/2009/08/millor_15.html

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

PapaKikito

Cinema não é o meu forte. Por vários motivos, que obviamente não tem nada a ver com a maravilha que o cinema é. Agora, pra certas coisas não precisa ser especialista...

Os filmes da Xuxa são uma merda. Conseguem ser piores que os do Didi, o que é uma façanha. Isso todo o mundo concorda né? Bom, parece que nem todo o mundo...

Não é que ontem, a Rainha dos Baixinhos, recebeu um KIKITO especial no festival de Gramado? Bom, eu achava que o festival de Gramado era alguma coisa séria, mas agora já mudei meu conceito.

E o que é pior, a tonta ainda deu "xouzinho" no discurso de agradecimento. Eu confesso que já houve momentos em que oscilei minha opinião entre "a Xuxa é uma completa imbecil" e "ela tem alguma personalidade". Mas isso foi a muito tempo, e eu já não tenho dúvida que ela é mesmo uma imbecil. Quer dizer, era imbecil da última vez que eu vi um programa dela, faz uns 5 anos... Hoje nem sei, mas pelo visto só piorou.

Tá aí o link com a prova do crime.

http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/rancorosa-xuxa-ofende-gramado-eles-tiveram-de-me-engolir/id/23752

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vossa Excelência é um safado.

Durante as brigas do senado dessa semana, além do "seu coronel de merda" do Renan Calheiros e da cantoria do Suplicy, Fernando Collor patenteou mais uma das frases de efeito que sempre aparecem nos quebra-paus por lá: "engula essas palavras e as digira como achar conveniente". Tudo isso com olhar de assassino em série. Eu adoro essas frases. Sempre que sai uma nova eu passo semanas repetindo o jargão. Não tem gente que repete as frases da novela? Eu repito as do senado... Ora bolas. E antes de falar mal de mim, engula essas palavras e as digira como achar conveniente.

O mais legal é que, como todo o mundo sabe, vale xingar o dito, a mãe do dito, o filho do dito, mas não pode esquecer do "Vossa Excelência". A lista é longa, desde o "imexível" do Antônio Rogério Magri nos idos tempos de 90 e sei lá quando (nem sempre são xingamentos, mas a maioria é). Minha memória não chega a tanto e fica nos últimos tempos (quantos exemplos perdemos...), mas eis aqui o meu TOP 5 das frases melhores frases de Brasília.

5º: "As engula (essas palavras e o nome do Collor) e as digira como achar conveniente" A frase da semana do ex-presidente Collor para o Pedro Simon. Agora, se o Simon digerir o nome do Collor, além de ter dor de barriga, vai definitivamente transformá-lo em merda. Tô certo?

4º: "Eu estou me lixando para a opinião pública", disse o relator Sérgio Mendes (PTB-RS) ao arquivar os processos contra Edmar Mendes, o "deputado do castelo", no conselho de ética. Até hoje, sempre que um aluno reclama da minha aula eu tomo as palavras do ilustre deputado e me lixo para a opinião pública também.

3º: "Vossa Excelência recolha-se à insignificância de Vossa Excelência" bradou Severino Cavalcanti durante seu período de presidência na Câmara. Dizem que na época do mensalão, o movimento de impeachment do Lula não foi adiante porque, com o vice Zé Alencar doente, a presidência podia cair no colo do Severino. Ia ser pior...

2º: "Vossa Excelência é feia". Segundo Clodovil, a deputada Cida Diogo (PT-RJ) não precisava ficar ofendida com a afirmação de que as mulheres de hoje trabalham deitadas e descansam em pé. Não era o caso dela, por falta de interessados.

1º: "Vossa Excelência é um safado", do deputado Mário Couto (PSDB-PA) é, para mim, a maior frase da república, daquelas que exprimem todo o sentimento de um país. ABL para o Mário Couto, já! Ou troféu imprensa! Ninguém definia o Brasil tão bem desde que Manoel Bandeira disse que "é um país cheio de árvores e gente dizendo adeus."

sábado, 8 de agosto de 2009

Suplicy - Au Au

Quando do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em que o P.T. estava obviamente metido e que nunca foi explicado, o senador Eduardo Suplicy saiu de casa em casa nas vizinhanças do prefeito perguntando pras pessoas se elas sabiam de alguma coisa. Ele até conseguiu algumas informações que, claro, não deram em nada, mas a atitude era, no mínimo, curiosa. Podia ter um pé na determinação e outro na maluquice, mas revelava um homem que acreditava no que fazia. Por isso votei nele sempre que pude depois disso.

O tempo passou e o Suplicy continuou cada vez mais maluco. Se já não bastasse ser ex-marido da Marta e pai do Supla, ainda começou a namorar a Heloísa Helena!!! O CQC descobriu o filão de piadas e nunca mais saiu do pé do coitado. Mas, de todo o jeito, o doido foi tocando os mandatos com o jeito Suplicy de ser.

Acontece que agora ele resolveu bater os próprios recordes. Depois da tal "viagem para o Iraque" cujo vídeo ele tanto insistia para que o Danilo Gentilli assistisse, resolveu tirar um tempinho da sessão do Senado, bem no meio do quebra-pau sobre as maracutaias do Sarney, pra cantar uma música em homenagem ao dia dos pais. Em inglês, ainda por cima!

Eu fico imaginando o que devem ter pensado os exaltados senadores da república neste momento. O Renan Calheiros que quase havia saído no tapa com o Tasso Gereissatti (seu coronel de merda) se tivesse uma camisa de força enfiava o Suplicy dentro. E o Collor? Deve ter pensado "engula essa música do Cat Stevens e a digira como achar conveniente". Já o Sarney pensou: graças a esse maluco não serei a notícia do dia!

Eu queria colocar aqui o vídeo do Suplicy cantando, mas na busca achei uma outra presepada do mesmo, recitando Racionais MC na discussão da proposta de redução da maioridade penal. É tão cômico que ele mesmo começa a dar risada...

Acho que o senador anda tirando o pé da determinação e colocando os dois na maluquice mesmo...

ps: Reparem em 1:37 a cara do senador Jéfferson Péres, na esquerda, embaixo. "Mas iso aqui é uma piada mesmo..."



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novas boas novas

Depois da pequena pausa de férias e por causa da gripe suína (para evitar a aglomeração das milhares de pessoas que vem aqui ler as bobices que eu escrevo), eis que o Gorila Albino dá as caras (ou os focinhos) novamente.

Os primeiros pedidos, e a primeira intenção, era o evidente diário de viagem começado nos últimos posts. Claro que, se da viagem para Machu Picchu eu escrevi um texto por dia, não ia escrever 25 textos da travel européia que foi bem mais longa. Pensei então em escrever um por cidade: 10 textos. Depois de uma semana colocando fotos no orkut, acho que até eu (e vocês) estão meio cansados do assunto. Então vou falar de outra ciosa. Pronto!

Logo de cara, com poucos dias de Brasil-sil-sil, tive uma boa
notícia: saiu a data da minha apresentação no D.O.C.O.M.O.M.O., maior congresso brasileiro de arquitetura moderna: 2 de setembro, no Palácio Gustavo Capanema, antigo Ministério da Educação e Saúde. Esse prédio, o "Ministério", é obra de um time formado por Lúcio Costa, Carlos Leão, Affonso Reidy, Ernani Vasconcelos, Jorge Moreira e Oscar Niemeyer, e ainda conta com murais de Portinari e jardins de Burle Marx. Como se não bastasse, a trupe foi buscar orientações com Le Corbusier, que deu acessoria a um risco inicial posteriormente modificado, inclusive porque era para um outro terreno.

Tá, mas e daí? Bom, em primeiro lugar é muito legal que um encontro sobre arquitetura moderna aconteça dentro do primeiro edifício modernista do mundo (é esse prédio aí do lado). E público, ainda por cima! Esse prédio é tão importante para a história da arquitetura que dentro do próprio congresso haverão apresentações sobre ele. Em segundo lugar, o tema da minha apresentação é justamente uma obra do Le Corbusier, o consultor. Isso sem falar que os grandes nomes da arquitetura acadêmica do Brasil estarão nos auditórios. Eu mesmo entrarei no auditório principal (para 400 pessoas) depois da Profa. Ruth Verde Zein, diretora do programa de pós-graduação do Mackenzie e um nome forte por todo o país. Depois da Ruth, Rogério...

Essa é a boa nova. Estou feliz!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Diario suspenso

Minha nossa, como as coisas sao caras aqui na Zoropa. Internet entao, nem se fala.

Por isso estou suspendendo este diario até, pelo menos, Barcelona. De repente so relato as aventuras quando chegar ao Brasil, com mais calma.

Conto, por exemplo, que hoje encontrei uma amiga de Prudente na rua, passeando pelas ruas de Florença...

Até

sábado, 4 de julho de 2009

Todos os caminhos de Roma

No primeiro dia havia ficado com uma certa ma impressao de Roma. Toda a confusao com as malas, com o aeroporto, com o taxi, com tudo, praticamente me levou o dia e pensei que minha passagem por aqui estava comprometida.

Mas me enganei.

Ontem (4) sai cedo do hotel e acertei o onibus para o metro, e dali para o centro. A proposito, o onibus aqui é uma coisa engraçada. Nao tem cobrador, so motorista, e as passagens sao vendidas por uma maquininha. Até ai tudo bem, mas a gente entra e sai por qualquer porta, ou seja, ninguéem controla se voce pagou ou nao a passagem. Eu nao entendo muito bem como funciona. Ninguéem olha, nada. Tem gente que coloca dinheiro na maquininha, tem gente que nao coloca... Uma coisa muito esquisita...

Dai pra frente, o dia foi uma turistada das boas. Fui logo ao Vaticano para aproveitar o sabado, por que no domingo tem muita gente... Passei pela Praça de Sao Pedro, entri na Basilca e subi na cupula do Michelangelo. Dentro da Basilica estava a Pieta, escultura do mesmo.

Fui atée os museus do vaticano com rumo certo. O museu é muito grande, entao atravessava os corredores seguindo as setas CAPELA SISTINA. Encontrei. Nao tem fila pra entrar, ao contrario do que varias pessoas tinham me falado. A fila é pra entrar na basilica, e nao nos museus, o que mostra que quem me disse isso nao foi nem em um, nem em outro.

A capela é uma reuniao de cartoes postais. A criaçao do homem, o juizo final. Me impressionou o detalhe das sibilas, que realmente parecem saltar para fora da parede. Vi também a "Escola de Atenas", de Rafael, outra figurinha carimbada. Meu dia foi cheio de tartarugas-ninja.

Mas um lugar menos conhecido me emocionou muito. O Panteao, antigo templo romano convertido em igreja catolica. De tanto ver as fotos deste lugar nos livros de arquitetura, eis que ele se materializou na minha frente. E ele é lindo. Muito bem conservado, aquela grande cupula com a luz do dia invadindo a sala central por uma abertura no topo. Incrivel.

E as fontes? Quando menos se espera se abre, depois de uma curva, um largo com uma fonte. Sao grande esculturas de cavalos, animais, homens, soldados, com espelhos de uma agua clarinha que se nao me arrisquei a beber, pude pelo menos me refrescar sem medo.

Enfim, Roma é demais...





Capela Sistina. Leva jeito esse Michelangelo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Roma e a mala autonoma

Este é o primeiro dos 25 dias da minha viagem e eu ja (esste teclado nao tem acento, fora o "é") estou em frangalhos. Minhas pernas estao doendo, minha cabeça, tudo. Sao as alternancias: hoje tudo esteve otimo e pessimo varias vezes.

Poderia comeòar pelo fim: cheguei ao hotel ja era mais de meia noite, ja no dia 4. Eu que sai do Brasil dia 2! E voce pergunta: por que nao foi pro hotel mais cedo? Porque é muito longe. Por que ele é tao longe? Porque foi o unico que eu nao escolhi, deixei pra CVC... Além disso eu nao vim pro hotel por que quis aproveitar o dia ja que fiquei 5 horas preso no aeroporto esperando a minha mala hegar em um voo que nao era o meu!

E voce diz: ah bom!

Que tragédia. Depois da maquininha cuspir as malas de todos os passageiros do voo, menos a minha, algumas frases começaram a povoar a minha cabeça. Algumas publicaveis sao "isso so acontece comigo", "que que eu to fazendo aqui" e "isso é praga de aluno". O pior ée que eu estava todo animadinho por que a temida imigraçao na Espanha nao tinha sido nem um bom dia, o cara nem olhou pra minha cara e mandou eu seguir. Fiz a segunda parte do voo, ja na Europa, todo faceiro, cheguei em Roma, cade minha mala? E toca misturar portugues, italiano e ingles com mimica pra se entender com as mocinhas que deveriam ajudar e nao ajudam nada. Procura daqui, procura dali, a mala ficou, veio pelo voo seguinte. Acho que o aviao devia estar lotado e eles simplesmente deixam uma mala pra tras sem nem avisar a gente. Legal né?

As 6 da tarde, quando finalmente consegui chegar na estaçao central de Roma, decidi nao ir ao hotel. Guardei as malas no guarda volumes da estaçao e fui passear. Conheci um pouco a cidade e vi algumas coisas (que conto depois). Quando escureceu, 8 ou 9 horas, voltei ao terminal e peguei minhas malas.

Calma que ainda nao acabou. Ainda aconteceu muita coisa antes de eu chegar, finalmente. Mas eu to com muito sono, entao depois eu conto.

(continuando no dia seguinte)

De volta ao terminal, restava a ingrata missao de voltar ao hotel. As minhas informaçoes eram de que ficava proximo a uma estaçao de metro, a ultima da linha. Dali se podia pegar um onibus que parava proximo ao hotel.

Eu estava cheio de malas e nao queria pegar o tal onibus. Aléem disso, o roteiro que fiz sobre isso descrevendo o trajeto do onibus e onde descer sumiu, nao imprimi, perdi, sei la. Tudo bem, vou atée la e pego um taxi. Fui até a tal estaçao e sai para encontrar um. E cade? No ponto de taxi so tinha um carro parado, que nem era taxi. Dove posso trovare uno, perguntei no meu portunholiano (mistura de portugues, espanhol, italiano e mais o que Deus quiser): aqui, ali. E eu rodando cheio de malas sem conseguir. Onze e meia da noite desisti. Voltei para estaçao de metro (antes que fechasse) e para a estaçao central novamente. La tinha taxi mas ficou uma nota.

Tudo bem, eu tava achando que ia dormir na rua...



E voce vira uma esquina e encontra o Coliseu...



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.
Agora, todos os caminhos vêm.
A casa é acolhedora, os livros poucos.
E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.


(Mário Quintana)

Os meus caminhos ainda vão, Mário.
O que falta às minhas asas
São raízes...