terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vago

Os meus desejos não cabem
Na palma da minha mão.
Observo com despeito
Os caminhos que não escolhi
Caminhos a que dei as costas

Procuro-os sentado à beira da estrada
Essa estrada repleta de atalhos
Desdobramentos e becos
Os caminhos que não percorri
Me consomem em segredo.

Os caminhos, quero-os todos
Mas a cada um que alimento
Quantos minguam e morrem.
A cada um que aproximo
Quantos se apagam e somem
Extermínio cotidiano
De possibilidades.

O que há em mim de infelicidade
Não está no que me falta
Mas na vida
Que me sobra