segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

São Silvestre - parte 11891

Peguei meu kit e meu número da corrida: 11891! Muito importante. Na verdade, profético. Explico. No jogo do bicho, segundo minhas fontes:

11 - burro: O primeiro número representa o passado. Fui burro ao correr tanto e me estropiar todo faltando 3 dias para a corrida.

18 - cachorro: Representa o início de prova. Correrei feito um cão atrás dos coelhos. Morderei o calcanhar dos meus adversário e, ocasionalmente, farei xixi num poste.

89 - urso: Final da prova. Subirei a Brigadeiro com a força do urso!

91 - urso de novo: Depois da prova, hibernarei por 6 meses.

São Silvestre - parte I

Depois de uma semana de pé pra cima, sem nenhum exercício físico, ontem resolvi dar uma corridinha pra desenferrujar, aquecer pra SS e testas o meu Carb Up Gel. Que beleza! Aqui por perto tem um bairro-jardim cheio de praças, bom pra correr, pouco movimentado e ainda menos no domingo após o natal. E lá fui eu.

Corri corri corri corri. Meia hora depois estava cansado e tomei o gel. Que maravilha! Parece que você começou de novo. Continuei correndo. Corri corri corri. Corri tanto que, pra variar, me perdi. Quando resolvi perguntar estava bem longe de casa, e cansado ainda por cima. Resultado, quando cheguei o povo já tinha até saído pra me procurar.

Mas o pior não foi isso. A empolgação do Carbogel, da noite e do terreno plano (eu que normalmente corro debaixo de Sol e na ladeira) passou os limites do aquecimento. Ficou mais pra acabamento. Minhas pernas pareciam de gelatina. Tenho bolhas nos pés, de sangue, de água, de tudo o que é tipo. Parece mais um mostruário de bolhas. Hoje acoredi que mal podia andar. Agora já estou um pouco melhor, mas quero só ver como estarei na quarta.

Ai ai...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Museu do Futebol

Adoro o jeito como vivo a cidade de São Paulo. Adoro vir para cá nas férias, aproveitar tudo o que a cidade tem de legal (ok, não tudo porque é muita coisa), assim como adoro ir embora uma semana depois. Mas entre as alegrias da chegada e da partida, dessa vez, a agenda está bastante interessante (nem me lembre que minha última visita foi para ver a "Bienal do vazio"...). Tem a São Silvestre e depois, se as pernas deixarem, concerto da Osesp na Sala São Paulo. Coisa boa! E teve ainda a visita ao Museu da moda na cidade, o Museu do Futebol.

Eu já tive algumas crises do tipo "tanta coisa importante no mundo e eu perdendo tempo com futebol" ou "o futebol não resolve a fome das criancinhas da África" ou o mais clássico "futebol é o ópio do povo". Nessas horas eu buscava consolo nos intelectuais-conscientes-respeitáveis que jogavam qualquer respeitabilidade pros ares quando o assunto é futebol, como o Chico Buarque, por exemplo. De qualquer forma, todas as minhsa tentativas de abstenção futebolística acabavam no domingo seguinte, na hora do jogo. Eu adoro futebol, dane-se.

E pra quem adora futebol, o Museu do Futebol é uma orgia de sensações. O Museu lembra um pouco o Museu da Língua Portuguesa mas acho que não chegou no mesmo nível. Mesmo assim é muito bom (a logomarca, por exemplo, é genial, e olha que eu sou chato pra essas coisas). Logo de cara fiquei feliz ao ver em um quado o escudo da Prudentina, o time antigo de Prudente que disputou alguma coisa lá pelos anos 60 e depois acabou. Depois tem vídeos, a história das copas, curiosidades, gols, defesas, dribles. É Pelé dando soco no ar, Garrincha dando voltas por todo o lado, Ronaldinho Gaúcho tridimensional e até o Rogério Ceni fazendo gol de falta. Tem Zico, Sócrates, Rivelino, Jairzinho, Friederich, Leônidas. Uma festa! E no final ainda tem uma decepcionante lojinha que vende mais coisas do Arsenal e do Milan do que do São Paulos e do Corinthians.

É claro que um museu como esse pode ser tão estupendo como entediante, depende de quem olha. Por isso, escolhi a melhor companhia possível para o mergulho: meu avô. Mesmo ele sendo corinthiano, na família é ele, além de mim, quem mais acompanha e gosta do esporte, além de ter visto quase todos aqueles momentos pessoalmente. Num vídeo do Maracanazzo de 50, perguntei a ele: onde você estava nesse dia? Ele respondeu: eu estava num bailinho! Quando saí todos falavam: gol do Uruguai. O povo chorava. Foi uma tristeza...

Meu avô no Museu do Futebol. Ao fundo, Bellini ergue a Jules Rimet.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Machu Picchu . parte I

Agora vai! Expedição para Machu Picchu já tem data. A idéia de viagem que começou na Torre Eiffel e terminou no Peru (ainda bem, aliás, porque no Europa tá um frio dos diabos) começa a sair do papel dia 5 de janeiro.

Saio de Prudente para Corumbá (13 horas de viagem) e de lá começa a aventura. Minha expectativa é chegar lá escangalhado e com dor no ciático. Mas vamo que vamo.
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Para ajudar quem queira repetir o trajeto (todo o mochileiro que se preze faz um blog e o disponibiliza pros companheiros), vou tentar fazer uma série de posts de forma bem didática, passo a passo sobre o que fazer para a viagem. Quem sabe não ajude alguém (os blogs que encontrei não eram muito)? Antes de partir, providências tomadas:

- Passsaporte: Eu ainda não tinha. É bem fácil. Precisa preencher um formulário no site da Polícia Federal e lá tem todas as instruções. Nem todas as cidades tem posto da PF, é bom conferir. Documentos levados, o meu passaporte ficou pronto no dia seguinte.

- Dólares: Troquei 2,50 dinheiros brasileiros por 1 dinheiro gringo. Câmbio péssimo. Quem tem conta no Banco do Brasil pode comprar no banco (mas não em todas as agências). Eles oferecem também cheques de viagem, que, dizem, não são bons para essa viagem por não serem muito aceitos na Bolívia e no Peru. Eu tive que trocar em casa de câmbio, e lá no banco mesmo me informaram onde tinha uma em Prudente.

- Cartão de Crédito: Mesmo meu cartão de crédito sendo internacional, precisei desbloqueá-lo para utilizá-lo no exterior. Medidas de segurança do banco. É só ligar no 0800 e por telefone se resove tudo.

- Vacina: Para a Bolívia e o Peru, é preciso tomar vacina contra febre-amarela. Normalmente se toma num dos postos da Anvisa onde emitem uma carteira internacional de vacinação. O caso é que eu já tomei essa vacina por conta da epidemia que deu aqui em Prudente, então estou levando a minha carteira de vacinação comum. Como vou pra SP agora, vou tentar passar em no aeroporto de Guarulhos para fazer a minha, mas fiquei sabendo que em Corumbá eles também emitem a carteira internacional, bastando eu levar o comprovante que tomei a vacina por aqui.

- Roteiro: E claro, baixei uns roteiros, estou conversando com quem já foi. Peguei endereços de hotéis, dei uma olhada nas cidades. Mas não tenho nada definido ainda. Continuo procurando e entrando num monte de blogs dos mochileiros. Blogs como esse aqui, aliás.

Acho que é isso aí.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Viva o terrorismo branco!

Na semana em que Bush (quase) tomou uma sapatada na cabeça, fica aqui a minha homenagem a todos os terroristas brancos do mundo! E também a minha homenagem ao grande professor Yves Hublet que do alto dos seus 70 e tantos anos desferiu saborosas bengaladas no "chefe da quadrilha" José Dirceu.

Viva o terrorismo branco!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães

Na minha última passagem por Florianópolis fiquei sabendo (não lembro como) que o Marcelo Los Hermanos Camelo estava namorando a Mallu Tchubaruba Magalhães. Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, mas acabei me lembrando que da outra vez que estive na ilha, em agosto, tinha visto exatamente a menina na TV pela primeira vez, no programa do Luciano Hulk.

Na verdade nunca a tinha visto antes, nem ouvido falar. Eu estava no espelunca hotel (que sim! tinha uma tv velha e temperamental no quarto) porque estava chovendo do lado de fora. Quando o Hulk anunciou uma cantora vinda do youtube, meu lado conservador-preconceituoso aflorou e me preparei para uma bela m*. Nem preciso dizer que a m* não veio e o Tchubaruba nunca mais saiu da minha cabeça.

Na época eu procurei, mas não tinha. Agora sim, achei no youtube a gravação deste programa (aí em baixo). Além da maluquice da Mallu, o que mais me chamou a atenção foi a variação melódica que ele faz na voz em contraponto ao acompanhamento simples dos instrumentos. Coisa de gente grande. Não sei como o pessoal que gosta de arte vê a Mallu, mas eu adoro.

Tchubaruba!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vago

Os meus desejos não cabem
Na palma da minha mão.
Observo com despeito
Os caminhos que não escolhi
Caminhos a que dei as costas

Procuro-os sentado à beira da estrada
Essa estrada repleta de atalhos
Desdobramentos e becos
Os caminhos que não percorri
Me consomem em segredo.

Os caminhos, quero-os todos
Mas a cada um que alimento
Quantos minguam e morrem.
A cada um que aproximo
Quantos se apagam e somem
Extermínio cotidiano
De possibilidades.

O que há em mim de infelicidade
Não está no que me falta
Mas na vida
Que me sobra