domingo, 30 de novembro de 2008

Defesa Parte III

Quando cheguei em SP, no vôo vindo de Prudente, o avião estacionou ao lado de um outro cuja sigla me chamou a atenção: PR-GON. Completando com as vogais, ficaria PeRiGÓN, o que considerei como um mau agouro. Você viajaria tranquilo num avião com a inscrição "PERIGÓN". Fiquei pensando nisso.

Depois que desci do avião, fui olhar qual era a sigla do avião em que eu estava: PR-GIM. Ah, o meu era só um PERIGUIM, então tá bom!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Defesa Parte II

Eu costumo estar nos lugares na hora errada. Quando decidi ir para Machu Pichu, estourou aquela revolução na Bolívia. Agora que estou em Florianópolis, o estado todo está praticamente ilhado – mesmo Floripa sendo uma ilha mesmo.

A coisa aqui não está fácil mesmo. Desde que cheguei, o tempo está feio e chuvoso. Mesmo quando cheguei de avião, entramos em uma nuvem que não acabava nunca, nem vi passar lá em baixo o sul do Paraná. Um pouco antes de chegar então, era a própria viagem ao reino do algodão, a janelinha branca até quase as rodas tocarem no chão.

Hoje passei o dia na UFSC. As perspectivas são boas. Minha orientadora já adiantou o ponto onde a banca vai me pegar, e eu vou tentar desmonta-los antes. Se não der, fazer o que? Aceito as críticas que até que seriam justas.

Pensei que iria poder colocar mensagens aqui durante a viagem mas me decepcionei. No aeroporto de congonhas a internet wi fi é paga! Um absurdo... Aqui no hotel onde estou também, acima de meia hora por dia. Além de tudo, só funciona na recepção.

É amanhã, é amanhã! Fim de capítulo.

Tomara que não chova...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Defesa Parte I

Chegou a hora!

Dessa gente bronzeada mostrar seu valor? Não. Chegou a hora da banca, a defesa da dissertação. E já começou cheio de aventuras.

Ir pra Florianópolis era uma coisa simples... até hoje. De repente, agora que eu PRECISO chegar na ilha, o estado inteiro está debaixo d'água. Nenhum ônibus passa no vale do Itajaí. As imagens que chegam aqui assustam. Muita gente desabrigada, ruas alagadas, os morros desmoronando sobre as casas. Feia a coisa....

Nem o ônibus de Prudente tá chegando em Floripa! Resultado, mudança de planos: vou de avião. O curioso é que na qualificação em outubro do ano passado, eu queria ir de avião e acabei indo de ônibus porque era mais seguro. Era época do caos aéreo e o vôo podia atrasar ou nem sair. Agora que eu queria ir de ônibus, vou de avião porque é mais seguro.

Isso só acontece comigo...

Continua...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A tal palavra

Desculpe se eu te disse a tal palavra
Juro, eu não queria
Mas a teimosia me esmagava
Os pulmões ela invadia
E minha garganta engasgava
E agora?
Como sustentá-la?
Por si só amaldiçoada.
Mas amar,
Eu não te amava.


Samba em parceria com Giulliana Missel, cuja gravação tosca e caseira você pode ouvir AQUI.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições Americanas

Os EUA são realmente um país estranho. Acho que, por exemplo, só quem é amerciano entende como é essa coisa de ser um país formado por estados que tem leis diferentes, sendo que o que é crime em um não é crime no outro, o que pode em um não pode no outro, uma confusão. Mas nada se compara ao rolo das eleições presidenciais americanas que, por acaso, estão acontecendo neste momento.

A eleição, por si só, já é um troço peculiar, que faz o voto partidário brasileiro parecer a coisa mais óbvia do mundo. Em vez de todo o mundo votar pra presidente, na verdade cada um vota para eleger os delegados do seu estado que vão compor um colégio eleitoral que, este sim, elegerá o presidente. Mas ainda está muito simples. Pra complicar, cada estado tem dirreito a eleger um determinado número de delegados, ou seja, quem pode mais manda mais, e chora menos (bem ao estilo americano).

Ainda tava muito simples. Então, cada estado resolveu eleger seus delegados de um jeito. Em um, o candidato mais votado fica com todos. No outro, os delegados são divididos conforme o percentual de cada candidato. Pra piorar, cada estado vota como quer e quando quer. É voto por fax, por email (como pode isso?), pelo correio, voto fora de hora, voto em urna eletrônica, em máquina velha e em papel. Sessão eleitoral? What is this? Por lá o pessoal arma as urnas na garagem e fica a fila na porta. Quatro, cinco horas pra votar. E aqui no terceiro mundo eu não levei meia hora pra ir e voltar, isso porque fui a pé e tava chovendo.

Não satisfeitos em votar na mesma eleição para Presidente, deputado, senador, xerife e uns cargos bem esquisitos, ainda aproveitam para fazer plebiscitos: O casamento gay deve ser proibido na Califórnia? A corrida de cachorros deve ser proibida em Maryland? O que esperar de um povo que faz plebiscito para decidir sobre o futuro das corridas de cachorro?

Moral da história. A maior potência do mundo tem um sistema eleitoral que é uma zona. Imagina se isso fosse no Brasil.... Ah, esse paisinho de terceiro mundo, iam dizer...

ps. Obama acaba de levar. Pelo menos isso.

domingo, 2 de novembro de 2008

Quintan(ilh)a

Não te importes com quem te desmereça
Te tratando com desprezo ou com desdém.
A coroa que pesa na cabeça
É pior que um chapéu que fica bem.