quinta-feira, 4 de setembro de 2008



Quando fui pra Florianópolis encontrei um amigo que fez a viagem para Machu Picchu em 2006. Pedi umas dicas. Ao contrário do que andei vendo, ele planejou muito pouco a viagem e, por incrível que pareça, deu quase tudo certo.

O roteiro é o seguinte: Campo Grande e até Corumbá, onde se pasa a fronteira para a Bolívia. Até aí tudo bem. Ele disse que a passagem pela fronteira é tranquila e que você pode trocar dinheiro por ali mesmo, mas que levar alguns dólares pode agilizar o processo. Disse que o povo Boliviano é fantástico, muito acolhedor, e que as coisas lá são baratas. Na Bolívia o caminho é Santa Cruz e La Paz.

Atravessa-se a fronteira outra vez, mais conversão de dinheiro. Os peruanos são mais malandros, pelo que ele disse, mas tudo bem. Daí é só tocar para Cuzco, ladeira acima. Machu Picchu não tem um lugar bom pra ficar, então o negócio é se estabelecer em Cuzco e ir visitar as ruínas a partir de lá.

Outras dicas: não guarde todo o dinheiro no mesmo lugar, e ande com ele sempre com você. Cuidado com os micos que roubam coisas dos turistas. E na volta, faça o mesmo caminho. Ele quis voltar por Sucre, na Bolívia, e depois Paraguai, mas acontece que essa é uma rota de traficantes. Ficou um dia detido na polícia, trancado, até que se esclarecesse tudo. Disse que é bom levar a carteirinha do CREA para provar que sou arquiteto. Ajuda numa situação dessas.

Grosseiramente, é isso aí!