quinta-feira, 31 de julho de 2008

Jogos Pequineses

A filhinha da saltadora Maurren Maggi (que tem esse nome por causa da mulher do Paul) acaba de desmoralizar os jogos olímpicos pequineses (pequineses porque são de Pequim), ao se despedir da mãe no aeroporto:

- A mamãe está indo lá pra ganhar mais medalhas...

- Eu não quero mais medalhas. Fica!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fora

O amor bate na porta
Que há pouco arrombou por dentro.

Vá embora, que eu já te vi
Pelo vazio que deixaste entre os batentes.

Vá embora, que eu já te vi.
Vá pro diabo que te carregue.

Censura

Na China, o governo controla a internet e bloqueia o acesso a alguns endereços, entre eles o blogger.

Este blog não pode ser visitado na China.

Sou vítima de censura.

Yes!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Porque acredito em fadas.

11 de setembro de 2001

Disse eu: "Agora, os EUA vão passar a olhar o restante do mundo, respeitar as culturas locais, diminuir as desigualdades e estabelecer diálogo com os outros países."

Resultado: Bush, guerra no Afeganistão, reeleição de Bush, guerra no Iraque, atentados pelo mundo, Guantanamo, etc., etc., etc..

15 de novembro de 2002

Disse eu: "O Brasil está fazendo história! Colocamos um operário no poder e isso será um exemplo no mundo. O povo está na rua e eu contarei para os meus filhos que participei desse momento."

Resultado: Mensalão, Marcos Valério, Celso Daniel, CPI, pizza, CPI, pizza, Zé Dirceu, Daniel Dantas, etc., etc., etc..

janeiro de 2008

Disse eu: "Com as olimpíadas, a China vai se abrir para o mundo, vai se democratizar."

Resultado: Atrás das câmeras, porrada nos monges!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Poema

Nos lugares em que te procuro
Não estás.
Em nosso quarto
Em nossa sala
Na varanda, nada
Nada.
Nos lugares que eram nossos
Não estás.
Há um rastro de ti nos parques
Um perfume nas escadas
Uma presença nos cafés
Não estás.
Cruzo a rua, te examino
Te investigo o fundo dos olhos
Não estás.
Estás apenas em mim
E assim, estarás inteira
E assim estarás pra sempre
E assim estarás, enfim.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Conclusão

Finalmente, tendo em vista os fatos apresentados, não conseguimos concluir porra nenhuma.

terça-feira, 8 de julho de 2008

90 minutos

O amor é como uma partida de futebol, tem começo e fim. Um jogo de futebol tem o aquecimento, tem a entrada no gramado, mas só começa quando o juiz apita. O amor também tem seu instante, o amor não "vai começando". O amor começa de repente, num apito, e rola a bola.

Não confundir o início do amor com o início do namoro, da pegação, do beijo, sei lá. Não tem nada a ver uma coisa com a outra e os atacantes podem chutar a gol desde o aquecimento bem como podemos passar muitos minutos na retranca antes de arriscar um ataque. Nem tão pouco o amor já começa avassalador. Pode até ser, mas a questão é que num certo momento ele passa a ser instantaneamente inevitável.

Tive um amor que começou na porta do cinema (na porta mesmo, não entramos), um outro numa festa junina, num ponto de ônibus, numa conversa dentro do carro. Tudo isso fiquei sabendo depois. Nem sempre quando o juiz apita o começo do amor a gente entende na hora, e aí só pode ouvir o apito em perspectiva. Mas não faz mal, tem jogador que também demora um tempo pra perceber que o jogo começou. De qualquer forma, mesmo não percebendo, o amor já estava lá, a bola já estava rolando.

Mas, assim como começa, termina também num instante. Numa carta rasgada, durante o banho, numa festa, num ônibus voltando do teatro. O amor, que antes fora inevitável, agora passa a condenado. É o apito do fim de jogo. É claro que, quase sempre, há ainda alguns minutinhos de acréscimo dado pelo juiz, mas numa hora dessas é muito difícil virar um jogo perdido...