domingo, 29 de junho de 2008

Enquete

Retirei a enquete que estava ao lado. Não dava pra votar, problemas do blog.

sábado, 28 de junho de 2008

Expedição Larbac

Estou querendo me dar um presente de mestrado e tive a seguinte idéia. Desde março que eu venho aqui matutando de vontade de fazer uma viagem, a viagem que já deveria ter feito mas que não fiz. Opções não faltam, é claro. Tem o sul do país, tem Foz do Iguaçu, tem Manaus, Parintins, tem o nordeste, tantos lugares que eu não conheço. Em compensação falta dinheiro, tempo, companhia.

Tinha sonhado em correr as cidades visitando meus amigos espalhados por aí: o Alexandre e a Kamile em Santa Maria, o Rodrigo em Porto Alegre, o Alessandro em Chapecó, tantos em Florianópolis, Curitiba, Londrina, interior de SP, e tantas cidades seguindo até Porto Seguro onde mora a Potira e Brasília onde está a Paulinha.

Mas se é pra se meter num programa de índio, por que não uma indiada completa? Afinal, a Aline e o Ivo estão em Barcelona.

Por que não ir pra Europa?

Imagino que se eu planejar bem, economizar bastante, e não for exigente na viagem (e eu não sou), pode rolar. Seria maravilhoso e o Brasil eu posso conhecer depois. Está mais perto, afinal.

Mas pra dar certo, o que eu duvido, tenho que planejar tudo com cuidado, desde o roteiro até desenferrujar o inglês. Bom, pela lógica, meu ponto de partida tem que ser mesmo a Espanha, onde eu tenho conhecidos e abrigo em Barcelona e Madrid. A partir daí vou listar os lugares que gostaria de ir. Vou escolher, hum, uns 5 países, e o que for demais eu vou cortando depois. Vamos ver.

Depois da Espanha, a Itália é obrigatória, além da França. Aliás, na França eu quero visitar as obras do Le Corbusier. Esses três países são os principais. As outras duas vagas podem ficar com Grécia, Portugal, Inglaterra ou Suíça, onde eu poderia visitar a Fer.

Vou pensar... Se você quiser dar um palpite, vote na enquete aí do lado.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Enquanto esperava na mesa de cirurgia (a última), olhava para a tela do monitor de batimentos cardíacos. A linha vinha e pulsava, hora uma onda maior, hora menor, mais rápido ou lentamente conforme estava meu coração. Comecei a fazer testes. Tremia o corpo, o coração acelerava, a linha pulava. Depois respirava fundo, me acalmava, e a linha diminuía.

Era tipo um video-game cardíaco. Muito legal.

sábado, 21 de junho de 2008

Poema

Suspendemos no ar nossos castelos
Nossas cores, nossas falas
Suspendemos no ar a nossa construção
Império que apenas imaginamos
E o universo espera em anti-movimento
E as horas se detém no planetário
E a vida se retém.
A vida se suspende, sustentada
No equilíbrio de uma pétala

Desperta
Despeta-la

E fim

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Rá rá rá

TV à tarde tem "Chaves" empatado com Globo e Record

O seriado mexicano "Chaves" continua dando ibope ao SBT. Graças a ele, a emissora voltou ao topo do ranking da audiência na última quarta-feira (4), ainda que empatada tecnicamente com Globo e Record. Exibida das 12h45 às 13h15, a atração cravou uma média de 8,41 pontos, com pico de 9,06 pontos na Grande São Paulo, divulgou o SBT. Cada ponto representa cerca de 56 mil domicílios. No mesmo horário, a Globo apareceu com 8,22 pontos exibindo o "Globo Esporte". A Record deu 7,76 pontos (também 8, portanto) com o policial "Balanço Geral". O SBT exibe "Chaves" de segunda a sexta, às 5h30, 12h45 e 19h15. "Chaves" é protagonizado pelo ator, produtor e escritor mexicano Roberto Gómez Bolaños. A série faz sucesso em mais de 90 países, com cerca de 300 milhões de espectadores. Entre os bordões famosos de Chaves, garoto órfão que se esconde em um barril na rua, estão "Foi sem querer querendo" e "Isso, isso, isso".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u409268.shtml

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Consultoria psico-futebolística

Como eu definitivamente não entendo a vida, as coisas e as pessoas, costumo reduzir tudo a um jogo de futebol. Não que eu entenda de futebol, mas se eu fosse esperar alguma coisa que realmente entendesse para fazer as minhas metáforas, bom, não faria metáfora nenhuma. O fato é que se existem diferentes tipos de jogadores e diferentes tipo de pessoas, é óbvio que deve haver uma relação direta entre essas duas classificações (óbvio...).

1 - O zagueiro esforçado: Sabe aquele cara errado e desproporcional? O sujeito que já rodou por todas as posições e não dá certo em nenhuma, mas que gosta tanto de jogar que acaba sobrando pra zaga. Ninguém liga muito pra ele, mas às vezes acaba sendo de uma segurança surpreendente. São aquelas pessoas grandes e bem humoradas, meio aéreas, mas bons amigos, companheiros. No entanto, é bom tomar cuidado, porque todo o zagueiro um dia dá o seu pontapé. A encarnação desse personagem é o Júnior Baiano, que é um "zagueiro esforçado" tanto em campo como na vida.

2 - O volante incansável: O volante é o administrador do time. Esse é o cara que realmente carrega o piano. Normalmente é um sujeito discreto, não aparece muito, mas faz o trabalho de formiguinha. Progride facilmente na vida mas não ser craque na Espanha, ou na Itália, e ao invés disso vai carregar o piano no Qatar, no Japão ou, no máximo, na Alemanha. Trabalha feito um maluco, casa-se, tem filhos, tudo nos conformes, forma família, trabalha mais, carrega piano, nasce, cresce, reproduze-se e morre. O bom é que, como trabalha muito e é um notório muquirana, pode acabar ficando rico.

3 - O craque de uma jogada só: Essa espécie tem 2 subespécies, mais ou menos como os cães pastores podem ser pastores alemães, pastores belgas, ou uma mistura. No geral, o craque de uma jogada só é o cara que tá sempre em campo, mas sempre sumido, invisível, desaparecido. A torcida vaia, todos querem a cabeça. Daí de repente o sujeito pega a bola, dribla todo o mundo e mete no ângulo, um golaço tão lindo quanto raro que, como um eclipse, não vai se repetir durante muito tempo. É aquele seu vizinho anônimo, meio transparente, mas que de repente virou presidente de multinacional, passou na medicina da USP ou pegou a mulher mais gata da cidade. Isso acontece, ou porque o cara é um gênio preguiçoso, ou porque é um grosso incrivelmente sortudo, e essas são as subespécies, mas na prática se dividem entre os que decepecionam o muito que se espera deles e os que surpreendem o nada que sería previsível.

Música do dia

Tristeza

Vinícius de Moraes/ Toquinho
(composição de Haroldo Lobo e Niltinho)

Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar

terça-feira, 10 de junho de 2008

O vídeo da formatura

Desde o começo da faculdade, eu às vezes pegava emprestado aqui em casa a câmera de vídeo e a levava para a UEL para fazer o "vídeo da formatura". Começou de brincadeira, na viagem da nossa turma para São Paulo, logo no início do curso. Depois veio coisa aqui, coisa ali, e por que não, vamos fazer um vídeo para a formatura?

Justo eu, que quase não me formei (ou quase me formei atrasado). De qualquer forma, um ano antes já pensava em como editaria as imagens. Mostraria um pouco das viagens e depois um clipe com cenas rápidas, com música de fundo, e a música já estava até escolhida: Dancing Days. Era alegre, conhecida, e tinha um comecinho que parecia mesmo abertura de cinema. Aquele tecladinho, os créditos, e na abertura o Puf pulando no nosso vídeo do R.U. Afastator. Mas essa é outra história...

Como se percebe, no final das contas não mostrei as viagens, mas só o clipe. Acontece que quase não consigo digitalizar o vídeo, só consegui graças ao meu grande amigo Robério, a uma gambiarra gigantesca que incluía um vídeo-cassete, e mesmo assim só consegui passar a imagem sem som. Além disso, o vídeo todo ficava um arquivo muito pesado, então tive que gravar apenas pedacinhos, e mesmo assim tive que gravar os 60 ou 70 pedacinhos que gravei (nem todos foram para o vídeo) em uns 4 ou 5 CDs.

Enfim, são histórias sobre o vídeo que só eu sei e que ficam guardadas comigo. Outras histórias, só o pessoal da turma sabe, e seria inútil contar aqui. Mas posso, assim, de cabeça, localizar as cenas principais. Foram os locais de gravação, cronologicamente, que eu me lembre:

1 - Viagem para São Paulo no 1º ano. Aparecemos no topo do prédio do Itaú da Av. Paulista, no Sesc Pompéia e no ônibus.

2 - Na UEL, preparando cola para a prova de Tec. Construtivas, acho que isso foi no 3º ano.

3 - Festa Junina na casa do Ivo, acho que foi no 3º ano.

4 - Propaganda do R.U. Afastator, uma espécie de "produto Polishop" feito por nós mesmos de presente para a Pops no nosso amigo secreto.

5 - A própria falsa festa de natal.

6 - Entrega de projeto, 3º ano.

7 - Aula do Puppi, tb no 4º ano.

8 - Visita ao terreno de projeto, 4º ano

9 - Festa de aniversário da Alê (são as imagens melhores), no 5º ano

sábado, 7 de junho de 2008

Salão carioca de humor

Para quem gosta de charges, está no ar o site do 19º Salão Carioca de Humor. A charge ao lado eu já tinha visto em algum lugar, mas de qualquer forma, está inscrita no salão.

Pessoalmente, sou um chargista frustrado, ou melhor, como eu gostaria de ser um chargista mesmo que frustrado. E como quem não sabe bate palma, gosto de dar uma olhada no que sai todos os dias nos jornais ou na internet, principalmente nos cartunistas brazucas (inclusive o site do Millôr aí nos "favoritos" vale a pena ser visitado).

Para acessar o site do salão, clique AQUI

É isso aí!




sexta-feira, 6 de junho de 2008

Comentário do Dia

Recorde de alta do petróleo, crise nos EUA e 2 x 0 em cima da seleção brasileira (em Boston, ainda por cima).

Hugo Chávez é só alegria!

Comentário do Dia

Comprimidos de Novalgina para dor funcionam mesmo...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Carrão de gás - tração nas 2
(Premeditando o Breque)

Só fui feliz no tempo em que a minha moto durou
Pois sempre fui ligado num rugir de um motor
O meu prazer botando um aditivo reluz
Pois sempre fui naquela em que o barulho conduz

Com a máquina eu me sinto um gigante
Esqueço a ranhetice paterna
Meu corpo fica escravo da mente
Eu tenho vários pinos na perna
Oh! perna, nossa!!!

Só fui feliz no tempo em que minha moto durou
Pois sempre quis tirar do que é veloz o sabor
O meu prazer botando um aditivo reluz
Pois sempre fui ligado em tudo que me seduz

E hoje eu tenho um carro de praça
Malhado e sem a placa de trás
Não uso álcool nem gasolina
Eu tenho um baita bujão de gás, gás, gás
Tenho vários pinos na perna
Nossa perna!
Eu tenho um baita bujão de gás, gás, gás
Bis

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Valsa Brasileira
Edu Lobo e Chico Buarque

Vivia a te buscar porque pensando em ti
Corria contra o tempo, eu descartava os dias
Em que não te vi, como de um filme
A ação que não valeu

Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

Subia na montanha, não como anda um corpo,
Mas um sentimento, eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar, saltava as noites
Sem me refazer

E pela porta de trás da casa vazia
Eu ingressaria e te veria
Confusa por me ver
Chegando assim mil dias antes de te conhecer

E pela porta de trás da casa vazia
Eu ingressaria e te veria
Confusa por me ver
Chegando assim mil dias antes de te conhecer
Chegando assim mil dias antes de te conhecer

Diário de um acidentado

No meio do caminho tinha um cachorro
tinha um cachorro no meio do caminho
tinha um cachorro
no meio do caminho tinha um cachorro.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de meu pé quebrado
de minha boca costurada
de meus dentes quebrados
de minha moto tão fatigada.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um cachorro
Tinha um cachorro no meio do caminho
no meio do caminho tinha um cachorro.