domingo, 24 de fevereiro de 2008

A Casa do Oscar

Por vários motivos comecei a acompanhar a minissérie "Queridos Amigos" nas noites da Globo. Em primeiro lugar, depois das porcarias que a Glória Peres tem colocado no ar (como a "Amazônia" do ano passado que não acabava nunca) é sempre bom acompanhar uma história da Maria Adelaide Amaral. Fora isso tem o Dan Stulbach, vários atores bacanas, e por aí vai. Mas duas coisas me chamaram a atenção logo nos primeiros capítulos. A primeira delas é que se trata de uma minissérie histórica (passada em 89, pouco antes da eleição do Collor), que retrata uma época em que eu já estava vivo e já tinha (alguma) consciência dos fatos. Eu me lembro daquelas eleições, do trenzinho do Lula, do Afif (juntos chegaremos lá), do Magri (cachorro também é gente), da política imexível e, é claro, do impeachment. Ou seja, estou velho.

Mas o que mais marcou foi a casa onde o personagem principal dá a festa onde reúne seus antigos amigos. É uma casa encantadora, simples e magnífica, onde cantam os pontos de apoio. Era a cara do Oscar Niemeyer, e os jardins sinuosos e coloridos, sem dúvida, só podiam ser do Burle Marx.

E não deu outra. Uma amiga minha descobriu o autor da obra de arte: ELE (!!!), Oscar Niemeyer. A casa é de 1944 e foi projetada para Edmundo Cavanelas, em Petrópolis (na minissérie, ela fica na serra da Cantareira, em SP). Os jardins são mesmo do Burle Marx. Conheço rasoavelmente bem a obra do Oscar, e essa casa é pouco falada.

Um presente!