segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

São Silvestre - parte 11891

Peguei meu kit e meu número da corrida: 11891! Muito importante. Na verdade, profético. Explico. No jogo do bicho, segundo minhas fontes:

11 - burro: O primeiro número representa o passado. Fui burro ao correr tanto e me estropiar todo faltando 3 dias para a corrida.

18 - cachorro: Representa o início de prova. Correrei feito um cão atrás dos coelhos. Morderei o calcanhar dos meus adversário e, ocasionalmente, farei xixi num poste.

89 - urso: Final da prova. Subirei a Brigadeiro com a força do urso!

91 - urso de novo: Depois da prova, hibernarei por 6 meses.

São Silvestre - parte I

Depois de uma semana de pé pra cima, sem nenhum exercício físico, ontem resolvi dar uma corridinha pra desenferrujar, aquecer pra SS e testas o meu Carb Up Gel. Que beleza! Aqui por perto tem um bairro-jardim cheio de praças, bom pra correr, pouco movimentado e ainda menos no domingo após o natal. E lá fui eu.

Corri corri corri corri. Meia hora depois estava cansado e tomei o gel. Que maravilha! Parece que você começou de novo. Continuei correndo. Corri corri corri. Corri tanto que, pra variar, me perdi. Quando resolvi perguntar estava bem longe de casa, e cansado ainda por cima. Resultado, quando cheguei o povo já tinha até saído pra me procurar.

Mas o pior não foi isso. A empolgação do Carbogel, da noite e do terreno plano (eu que normalmente corro debaixo de Sol e na ladeira) passou os limites do aquecimento. Ficou mais pra acabamento. Minhas pernas pareciam de gelatina. Tenho bolhas nos pés, de sangue, de água, de tudo o que é tipo. Parece mais um mostruário de bolhas. Hoje acoredi que mal podia andar. Agora já estou um pouco melhor, mas quero só ver como estarei na quarta.

Ai ai...

domingo, 28 de dezembro de 2008

Museu do Futebol

Adoro o jeito como vivo a cidade de São Paulo. Adoro vir para cá nas férias, aproveitar tudo o que a cidade tem de legal (ok, não tudo porque é muita coisa), assim como adoro ir embora uma semana depois. Mas entre as alegrias da chegada e da partida, dessa vez, a agenda está bastante interessante (nem me lembre que minha última visita foi para ver a "Bienal do vazio"...). Tem a São Silvestre e depois, se as pernas deixarem, concerto da Osesp na Sala São Paulo. Coisa boa! E teve ainda a visita ao Museu da moda na cidade, o Museu do Futebol.

Eu já tive algumas crises do tipo "tanta coisa importante no mundo e eu perdendo tempo com futebol" ou "o futebol não resolve a fome das criancinhas da África" ou o mais clássico "futebol é o ópio do povo". Nessas horas eu buscava consolo nos intelectuais-conscientes-respeitáveis que jogavam qualquer respeitabilidade pros ares quando o assunto é futebol, como o Chico Buarque, por exemplo. De qualquer forma, todas as minhsa tentativas de abstenção futebolística acabavam no domingo seguinte, na hora do jogo. Eu adoro futebol, dane-se.

E pra quem adora futebol, o Museu do Futebol é uma orgia de sensações. O Museu lembra um pouco o Museu da Língua Portuguesa mas acho que não chegou no mesmo nível. Mesmo assim é muito bom (a logomarca, por exemplo, é genial, e olha que eu sou chato pra essas coisas). Logo de cara fiquei feliz ao ver em um quado o escudo da Prudentina, o time antigo de Prudente que disputou alguma coisa lá pelos anos 60 e depois acabou. Depois tem vídeos, a história das copas, curiosidades, gols, defesas, dribles. É Pelé dando soco no ar, Garrincha dando voltas por todo o lado, Ronaldinho Gaúcho tridimensional e até o Rogério Ceni fazendo gol de falta. Tem Zico, Sócrates, Rivelino, Jairzinho, Friederich, Leônidas. Uma festa! E no final ainda tem uma decepcionante lojinha que vende mais coisas do Arsenal e do Milan do que do São Paulos e do Corinthians.

É claro que um museu como esse pode ser tão estupendo como entediante, depende de quem olha. Por isso, escolhi a melhor companhia possível para o mergulho: meu avô. Mesmo ele sendo corinthiano, na família é ele, além de mim, quem mais acompanha e gosta do esporte, além de ter visto quase todos aqueles momentos pessoalmente. Num vídeo do Maracanazzo de 50, perguntei a ele: onde você estava nesse dia? Ele respondeu: eu estava num bailinho! Quando saí todos falavam: gol do Uruguai. O povo chorava. Foi uma tristeza...

Meu avô no Museu do Futebol. Ao fundo, Bellini ergue a Jules Rimet.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Machu Picchu . parte I

Agora vai! Expedição para Machu Picchu já tem data. A idéia de viagem que começou na Torre Eiffel e terminou no Peru (ainda bem, aliás, porque no Europa tá um frio dos diabos) começa a sair do papel dia 5 de janeiro.

Saio de Prudente para Corumbá (13 horas de viagem) e de lá começa a aventura. Minha expectativa é chegar lá escangalhado e com dor no ciático. Mas vamo que vamo.
`
Para ajudar quem queira repetir o trajeto (todo o mochileiro que se preze faz um blog e o disponibiliza pros companheiros), vou tentar fazer uma série de posts de forma bem didática, passo a passo sobre o que fazer para a viagem. Quem sabe não ajude alguém (os blogs que encontrei não eram muito)? Antes de partir, providências tomadas:

- Passsaporte: Eu ainda não tinha. É bem fácil. Precisa preencher um formulário no site da Polícia Federal e lá tem todas as instruções. Nem todas as cidades tem posto da PF, é bom conferir. Documentos levados, o meu passaporte ficou pronto no dia seguinte.

- Dólares: Troquei 2,50 dinheiros brasileiros por 1 dinheiro gringo. Câmbio péssimo. Quem tem conta no Banco do Brasil pode comprar no banco (mas não em todas as agências). Eles oferecem também cheques de viagem, que, dizem, não são bons para essa viagem por não serem muito aceitos na Bolívia e no Peru. Eu tive que trocar em casa de câmbio, e lá no banco mesmo me informaram onde tinha uma em Prudente.

- Cartão de Crédito: Mesmo meu cartão de crédito sendo internacional, precisei desbloqueá-lo para utilizá-lo no exterior. Medidas de segurança do banco. É só ligar no 0800 e por telefone se resove tudo.

- Vacina: Para a Bolívia e o Peru, é preciso tomar vacina contra febre-amarela. Normalmente se toma num dos postos da Anvisa onde emitem uma carteira internacional de vacinação. O caso é que eu já tomei essa vacina por conta da epidemia que deu aqui em Prudente, então estou levando a minha carteira de vacinação comum. Como vou pra SP agora, vou tentar passar em no aeroporto de Guarulhos para fazer a minha, mas fiquei sabendo que em Corumbá eles também emitem a carteira internacional, bastando eu levar o comprovante que tomei a vacina por aqui.

- Roteiro: E claro, baixei uns roteiros, estou conversando com quem já foi. Peguei endereços de hotéis, dei uma olhada nas cidades. Mas não tenho nada definido ainda. Continuo procurando e entrando num monte de blogs dos mochileiros. Blogs como esse aqui, aliás.

Acho que é isso aí.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Viva o terrorismo branco!

Na semana em que Bush (quase) tomou uma sapatada na cabeça, fica aqui a minha homenagem a todos os terroristas brancos do mundo! E também a minha homenagem ao grande professor Yves Hublet que do alto dos seus 70 e tantos anos desferiu saborosas bengaladas no "chefe da quadrilha" José Dirceu.

Viva o terrorismo branco!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães

Na minha última passagem por Florianópolis fiquei sabendo (não lembro como) que o Marcelo Los Hermanos Camelo estava namorando a Mallu Tchubaruba Magalhães. Não que eu tenha alguma coisa a ver com isso, mas acabei me lembrando que da outra vez que estive na ilha, em agosto, tinha visto exatamente a menina na TV pela primeira vez, no programa do Luciano Hulk.

Na verdade nunca a tinha visto antes, nem ouvido falar. Eu estava no espelunca hotel (que sim! tinha uma tv velha e temperamental no quarto) porque estava chovendo do lado de fora. Quando o Hulk anunciou uma cantora vinda do youtube, meu lado conservador-preconceituoso aflorou e me preparei para uma bela m*. Nem preciso dizer que a m* não veio e o Tchubaruba nunca mais saiu da minha cabeça.

Na época eu procurei, mas não tinha. Agora sim, achei no youtube a gravação deste programa (aí em baixo). Além da maluquice da Mallu, o que mais me chamou a atenção foi a variação melódica que ele faz na voz em contraponto ao acompanhamento simples dos instrumentos. Coisa de gente grande. Não sei como o pessoal que gosta de arte vê a Mallu, mas eu adoro.

Tchubaruba!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Vago

Os meus desejos não cabem
Na palma da minha mão.
Observo com despeito
Os caminhos que não escolhi
Caminhos a que dei as costas

Procuro-os sentado à beira da estrada
Essa estrada repleta de atalhos
Desdobramentos e becos
Os caminhos que não percorri
Me consomem em segredo.

Os caminhos, quero-os todos
Mas a cada um que alimento
Quantos minguam e morrem.
A cada um que aproximo
Quantos se apagam e somem
Extermínio cotidiano
De possibilidades.

O que há em mim de infelicidade
Não está no que me falta
Mas na vida
Que me sobra

domingo, 30 de novembro de 2008

Defesa Parte III

Quando cheguei em SP, no vôo vindo de Prudente, o avião estacionou ao lado de um outro cuja sigla me chamou a atenção: PR-GON. Completando com as vogais, ficaria PeRiGÓN, o que considerei como um mau agouro. Você viajaria tranquilo num avião com a inscrição "PERIGÓN". Fiquei pensando nisso.

Depois que desci do avião, fui olhar qual era a sigla do avião em que eu estava: PR-GIM. Ah, o meu era só um PERIGUIM, então tá bom!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Defesa Parte II

Eu costumo estar nos lugares na hora errada. Quando decidi ir para Machu Pichu, estourou aquela revolução na Bolívia. Agora que estou em Florianópolis, o estado todo está praticamente ilhado – mesmo Floripa sendo uma ilha mesmo.

A coisa aqui não está fácil mesmo. Desde que cheguei, o tempo está feio e chuvoso. Mesmo quando cheguei de avião, entramos em uma nuvem que não acabava nunca, nem vi passar lá em baixo o sul do Paraná. Um pouco antes de chegar então, era a própria viagem ao reino do algodão, a janelinha branca até quase as rodas tocarem no chão.

Hoje passei o dia na UFSC. As perspectivas são boas. Minha orientadora já adiantou o ponto onde a banca vai me pegar, e eu vou tentar desmonta-los antes. Se não der, fazer o que? Aceito as críticas que até que seriam justas.

Pensei que iria poder colocar mensagens aqui durante a viagem mas me decepcionei. No aeroporto de congonhas a internet wi fi é paga! Um absurdo... Aqui no hotel onde estou também, acima de meia hora por dia. Além de tudo, só funciona na recepção.

É amanhã, é amanhã! Fim de capítulo.

Tomara que não chova...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Defesa Parte I

Chegou a hora!

Dessa gente bronzeada mostrar seu valor? Não. Chegou a hora da banca, a defesa da dissertação. E já começou cheio de aventuras.

Ir pra Florianópolis era uma coisa simples... até hoje. De repente, agora que eu PRECISO chegar na ilha, o estado inteiro está debaixo d'água. Nenhum ônibus passa no vale do Itajaí. As imagens que chegam aqui assustam. Muita gente desabrigada, ruas alagadas, os morros desmoronando sobre as casas. Feia a coisa....

Nem o ônibus de Prudente tá chegando em Floripa! Resultado, mudança de planos: vou de avião. O curioso é que na qualificação em outubro do ano passado, eu queria ir de avião e acabei indo de ônibus porque era mais seguro. Era época do caos aéreo e o vôo podia atrasar ou nem sair. Agora que eu queria ir de ônibus, vou de avião porque é mais seguro.

Isso só acontece comigo...

Continua...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A tal palavra

Desculpe se eu te disse a tal palavra
Juro, eu não queria
Mas a teimosia me esmagava
Os pulmões ela invadia
E minha garganta engasgava
E agora?
Como sustentá-la?
Por si só amaldiçoada.
Mas amar,
Eu não te amava.


Samba em parceria com Giulliana Missel, cuja gravação tosca e caseira você pode ouvir AQUI.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições Americanas

Os EUA são realmente um país estranho. Acho que, por exemplo, só quem é amerciano entende como é essa coisa de ser um país formado por estados que tem leis diferentes, sendo que o que é crime em um não é crime no outro, o que pode em um não pode no outro, uma confusão. Mas nada se compara ao rolo das eleições presidenciais americanas que, por acaso, estão acontecendo neste momento.

A eleição, por si só, já é um troço peculiar, que faz o voto partidário brasileiro parecer a coisa mais óbvia do mundo. Em vez de todo o mundo votar pra presidente, na verdade cada um vota para eleger os delegados do seu estado que vão compor um colégio eleitoral que, este sim, elegerá o presidente. Mas ainda está muito simples. Pra complicar, cada estado tem dirreito a eleger um determinado número de delegados, ou seja, quem pode mais manda mais, e chora menos (bem ao estilo americano).

Ainda tava muito simples. Então, cada estado resolveu eleger seus delegados de um jeito. Em um, o candidato mais votado fica com todos. No outro, os delegados são divididos conforme o percentual de cada candidato. Pra piorar, cada estado vota como quer e quando quer. É voto por fax, por email (como pode isso?), pelo correio, voto fora de hora, voto em urna eletrônica, em máquina velha e em papel. Sessão eleitoral? What is this? Por lá o pessoal arma as urnas na garagem e fica a fila na porta. Quatro, cinco horas pra votar. E aqui no terceiro mundo eu não levei meia hora pra ir e voltar, isso porque fui a pé e tava chovendo.

Não satisfeitos em votar na mesma eleição para Presidente, deputado, senador, xerife e uns cargos bem esquisitos, ainda aproveitam para fazer plebiscitos: O casamento gay deve ser proibido na Califórnia? A corrida de cachorros deve ser proibida em Maryland? O que esperar de um povo que faz plebiscito para decidir sobre o futuro das corridas de cachorro?

Moral da história. A maior potência do mundo tem um sistema eleitoral que é uma zona. Imagina se isso fosse no Brasil.... Ah, esse paisinho de terceiro mundo, iam dizer...

ps. Obama acaba de levar. Pelo menos isso.

domingo, 2 de novembro de 2008

Quintan(ilh)a

Não te importes com quem te desmereça
Te tratando com desprezo ou com desdém.
A coroa que pesa na cabeça
É pior que um chapéu que fica bem.

domingo, 26 de outubro de 2008

Quintan(ilh)a

Descarte a última possibilidade,
Melhor a lembrança do gosto mais terno
Do que o azedume da realidade:
O fundo do tacho tem gosto de ferro.

Torcida

Vai, Gabeira!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1984


Esse aqui eu achei num sebo, e só depois de ler "A Revolução dos Bichos". Mas, sem dúvida, 1984 é o livro mais famoso de george Orwell, seja por méritos próprios, seja pelo Big Brother.

A expressão "Big Brother", ou "Grande Irmão", é retirada deste livro, que descreve uma sociedade em constante vigilância, controlada por uma figura centralizadora, misteriosa e oculta, que ninguém vê.

No entanto, não foi isso o que mais me chamou a atenção no livro. Gostei de muitas outras coisas, mas duas me pareceram especiais. Em primeiro lugar, Winston, o personagem principal, trabalha em uma seção do governo encarregada em alterar as notícias passadas para atender aos fins presentes do governo. Por exemplo, se o governo sobe os impostos, altera todo o material de arquivo - revistas, jornais - do passado, para que parecesse que os impostos estão menores, e não maiores.

A frase repetida várias vezes é: "Quem controla o passado, controla o presente".

O segundo ponto é o "duplipensar", ou seja, a ação de aceitar duas verdades contraditórias simultaneamente. Podemos acreditar, por exemplo, que Deus existe e não existe, ao mesmo tempo. Ou que alguém é honesto e desonesto, ao mesmo tempo.

Isso é mais comum do que parece.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As sete bestas

Tirinha do Alan Sieber.


Depois eu volto pra dizer quais seriam as cabeças da minha hidra.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Já pensou se não fosse João Gilberto?

O que seria?

Eleições

Poxa, as eleições passaram e eu nem comentei nada sobre elas... Eleições pra prefeito são muito rapidinhas, principalmente quando não se tem segundo turno como aqui em Prudente. O bom é que elas são muito mais bizarras que as de 2010. E também, tem aquela história: o pessoal das cidades menores da região acompanha as eleições de Prudente - já que é o que passa na TV. Eu, em Prudente, fico acompanhando o debate de SP. E o pessoal de SP, bom, fica vendo o debate do Obama nos EUA. E ninguém se interessa pelo próprio.

Mas tem algumas coisas curiosas. Uma delas era a laje que o Maluf queria construir sobre o rio Tietê pra passar carro por cima. Ahahaha!

E esse candidato de Minas, Leonardo Quintão. Estava vendo ele no debate ontem. O cara é O mineiro típico. Só falta entrar no debate comendo um pão de queijo.

Achei esse vídeo aqui dele. Veja a incapacidade de pronunciar "Belo Horizonte" em vez de "Belzonte".

Ahahaha. Figura!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Regravado!

A minha gloriosa carreira de compositor que conta até hoje com 1 (uma) música gravada em 1 (um) CD de baixa vendagem, gravação aliás pela qual não recebi nem um puto furado, acaba de dobrar instantaneamente de tamanho!

Serei regravado!

O André Bolela, de Franca, que tocava o Hallel Fest, o concurso em que fiz a minha gravação solitária quer regravar a música em um CD dele. Aee! É um CD de música católica e, na verdade, é o 3º ou 4º cara que pede autorização para a regravação em CDs que nunca saem. Parece que esse vai sair! Aee!!!

Quem quiser ouvir a nova versão da música, clica AQUI . A versão antiga, talvez vocês já tenham ouvido. Mas outro dia eu coloco aqui também...

Te cuida Roberto Carlos...

domingo, 21 de setembro de 2008

O livro do santo

Parece que mais um livro está para entrar na lista dos meus preferidos, unindo-se a "Cem anos de solidão" e "Cidades Invisíveis". É "Utopia" de Thomas More.

Quando eu terminar, daqui a uns dias, volto e digo se o livro cumpriu as espectativas e mais sobre ele.

Em tempo: o autor do livro, Sir Thomas More (ou Thomas Morus), além de "sir" também é santo! Santo Thomas More! Parece que na época do rompimento do rei da Inglaterra com o Papa (aquela história da Ana Bolena), Santo Thomas More ficou do lado do Vaticano, recusou-se a deixar o catolicismo - ele que na época tinha um cargo público importante, xerife de Londres - e acabou perseguido, preso, e não estou bem certo se morto por causa disso. Nisso, foi canonizado pela igreja.

Santo Thomas More! Que beleza. Deve ser o padroeiro dos urbanistas ou dos estudiosos dos modelos de cidades ideais (como eu). E Utopia é mesmo uma verdadeira bíblia para quem gosta do assunto. Três vivas para ele.

Amém!

sábado, 20 de setembro de 2008

Teoria da conspiração II

Capa da ISTOÉ da semana passada.

A reportagem está disponível em AQUI, e parece mais uma propaganda do que uma investigação.

Suspeitíssimo...

Tem gato nessa tuba..

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Explicando a crise americana

Joãozinho queria comprar uma bicicleta. Como sua mãe não liberava o dinheiro, Joãozinho vendeu para Pedrinho as mesadas dos anos seguintes em troca de uma grana na mão. O Pedrinho tinha o dinheiro, emprestou e o Joãozinho comprou a bicicleta, mas para não ficar no prejuízo e sabendo que o Joãozinho era meio caloteiro, Pedrinho vendeu a dívida do Joãozinho para o Zezinho, que adiantou uma grana pra ele e parcelou o restante. O Zezinho fez o mesmo, e revendeu a dívida para o Chiquinho, que por sua vez fracionou esta dívida em pedaços e revendeu para a vizinhança inteira. Logo, todo o mundo tinha uma parte da dívida do Joãozinho pra receber e todo o mundo comprava um papel que não valia nada até que o Joãozinho pagasse a sua dívida. Como a venda de papeizinhos que não vale nada ia bem, todo o mundo fez uma farra na lanchonete e gastou tudo o que tinha.

Acontece que a mãe do Joãozinho diminuiu a mesada do moleque, que deu o calote no dinheiro que devia para o Pedrinho. Sem dinheiro, o Pedrinho deu o tombo no Zezinho, e assim sucessivamente até todo o mundo na vizinhança sobrar com o papel que não valia nada, e agora não vale nada mesmo. Como ficou todo o mundo sem dinheiro, primeiro começaram a gastar menos em sanduíches e depois deixaram de emprestar dinheiro para que se comprassem novas bicicletas. As vendas de sanduíches e bicicletas caíram e as mães da vizinhança resolvem fazer uma vaquinha para o tio da cantina não ter que fechar.

O tio da cantina, por sua vez, vende sua parte na pastelaria da esquina para um turco para cobrir os gastos. O turco, que é pai do Joãozinho e não gostava do chinês que fritava os pastéis, compra os títulos da dívida das bicicletas e converte em sanduíches que tem maior volatibilidade, e demite o chinês que pára de mandar dinheiro para sua mulher chinesa, na China. A China, que produz muitas bicicletas, passa a comprar o excedente das bicicletas com o câmbio indexado nos sanduíches do turco pai do Joãozinho que estragam na viagem. Como são muitos os chineses e poucas as bicicletas, e agora nenhum sanduíche, a recessão torna-se inflação e o ciclo recomeça.

É isso o que está acontecendo nos mercados imobiliários americanos. basta substituir "bicicleta" por "casas", "sanduíche" por minério de ferro, "Chiquinho" por "Freddie Mac" e "chineses" por "chineses" mesmo.

Entendeu?

Moral da história: Não conte com o ovo no c* da galinha.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Fim da fisio

Uma semana depois de encerrar a fisioterapia, meu pé está bem inchado. Talvez por isso, ou talvez porque tenho trabalhado feito um doido, de cá pra lá o dia inteiro.

Na primeira vez em que pensei que ia me livrar da fisioterapia, marquei a consulta no médico e pensei em escrever aqui a frase:

"Não há atropelamento que o tempo não cure."

Quando o médico me passou mais sessões, pensei em trocar a frase por:

"Alguns atropelamentos demoram mais pra cicatrizar que outros."

Na segunda vez que fui ao médico, semana passada, ele sugeriu que eu fizesse mais 10 sessões, mas eu pedi um intervalo para ver se a fisioterapia ainda estava resolvendo alguma coisa. Talvez a frase correta fosse:

"O que não se cura com o tempo, a gente resolve é na marra."

Mas, na verdade, eu suspendi a fisioterapia e não escrevi frase nenhuma. Melhor né? Quem sou eu pra dizer alguma coisa...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vida no interior

A minha chícara de café de todas as manhãs ultimamente parece mais uma chícara de ácido sulfúrico.

Uma gastrite a essa altura é só o que me faltava.

Fronteiras fechadas entre Brasil e Bolívia

No meio do caminho tinha uma pedra.
Segurando a pedra estava um manifestante boliviano.

Pô. Justo agora?

Camponeses bolivianos prometem cerco a Santa Cruz; governo aponta golpe

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Teoria da conspiração II

Vejam só o email que recebi essa semana... Lembram da minha Teoria da Conspiração?
Digo e repito: TEM GATO NESSA TUBA. E o Gilmar Mendes é quem tá alimentando o bichano... _______________________________________________________________

Caros colegas,

O assunto abaixo não tem a ver diretamente com as atribuições dos AFT, mas como estão tentando criar uma falsa crise em órgãos de Estado, denegrindo órgãos e agentes públicos do Estado Brasileiro (e não de governo no poder temporário) e como tudo isto é para desqualificar o trabalho de órgãos e agentes de Estado (PF; MPF e TRF) creio que seria bom que nos mantivéssemos informados e ficássemos espertos que futuramente os órgãos de fiscalização federal poderão ser a bola da vez, basta que contrariem interesses políticos e financeiros de pessoas com "facilidades" no STF e STJ, como o Sr. Daniel Dantas. Somente para esclarecer, ele é um dos latifundiários no Pará.

Toda esta farsa começou com a prisão pela PF (com mandado do TRF 03) e soltura em 48 horas do suspeito e indiciado Sr. Daniel Dantas (com HC do presidente do STF). O Daniel Dantas, pretende receber um bilhão do BNDES (com recursos do FAT, que nós fiscalizamos) através de acordo para desistir de ações judiciais, quando e se conseguir a criação da megaempresa de telefonia (Br-Oi), que deterá 78% do mercado e poderá cobrar o preço que quiser de nós contribuintes e usuários de telefonia no país. Será quase o monopólio nacional privado da telefonia no país, com aval da ANATEL e do governo federal.

Os links abaixo da matéria trazem mais esclarecimentos sobre os fatos.

A sequência cronológica correta dos links é de baixo para cima.

Um abraço,

Rivaldo Moraes
Salvador - BA
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07/09/2008 15:04
AS MENTIRAS DA VEJA E DA ISTOÉ
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1422
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

“O sol é o melhor desinfetante.” (Autor anônimo)
. Ambrósio, ex-agente do SNI, trabalhou, sim, para o ínclito Delegado Protógenes Queiroz.
. Ele fazia “pesquisa de cadastro”.
. Por exemplo, checar endereço de suspeito.
. Ele não grampeou, não teve acesso a grampo e não entregou grampo à VEJA ou à IstoÉ.
. É mentira que o ínclito Delegado Protógenes Queiroz, ao grampear a jornalista Andrea Michael (aquela que escreveu uma reportagem de “encomenda” para ajudar Dantas – segundo o relatório da Polícia), tenha grampeado o senador Demóstenes Torres e, em conseqüência, o Supremo Presidente Gilmar Mendes.
. É tudo mentira.
. O grampo foi feito pelo sistema de escuta do Senado, reproduzido em texto no Senado por um funcionário do Senado e distribuído à Veja.
. A Veja não tem gravação.
. A Veja não tem máquina que grampeia telefone.
. A Veja mente.
. A IstoÉ também.
. O Ambrósio não entregou gravação (que ele não tinha e não tem) a ninguém.
. Nem usava as gravações da Polícia Federal para, articulado com a Abin, ameaçar senador e o Presidente Supremo do Supremo.
. Isso tudo faz parte de uma Sub-Conspiraçã o dentro da Grande Conspiração que resultou no Golpe de “Estado de Direita”.
. A Polícia Federal, sob as ordens de Luiz Fernando Corrêa (aquele que o Ministro da Justiça Abelardo Jurema nomeou para substituir Paulo Lacerda e abafar as investigações sobre Daniel Dantas), a Polícia Federal, hoje, a serviço de Dantas, vai se dar mal na investigação sobre o vazamento da Operação Satiagraha.
. Aquela a que o Cesar Tralli, da Globo, teve acesso e pegou o Celso Pitta de pijama.
. O Corrêa e o PiG quiseram incriminar o ínclito Delegado Queiroz pelo vazamento.
. Os procuradores que investigavam o vazamento estão para chegar à conclusão de que a culpa é mais em cima: essa bomba vai cair no colo do Corrêa.
. Para atenuar o estrago dessa bomba, a Polícia Federal, para acabar o serviço que o Presidente Lula começou (degolar Queiroz e o ínclito Delegado Paulo Lacerda), a PF montou essas duas “reportagens” que se banham na vala negra – as da Veja e da IstoÉ.
. Cadê o grampo ?
. Cadê máquina que fez o grampo ?
. Cadê prova material ? . Senador Demostenes Torres, o senhor foi Promotor de Justiça, senador: como é que se faz uma acusação sem prova material ? Cadê o grampo, senador, o senhor ouviu ?
. Ou o senhor só lê a Veja e a IstoÉ ?
. E, quanto ao Dr. Corrêa, é bom tomar cuidado: o senhor pode ir em cana por “falsificar prova”, Dr. Corrêa.
. O mundo gira e a Lusitana roda, Dr. Corrêa !
. Clique aqui para ir à vala negra da Veja, e clique aqui para ir à vala negra da IstoÉ.
. Clique aqui para ler o desmentido da Abin e ver que a reação do Supremo Presidente é proporcional à latrina que o Dr. Queiroz achou.

Enquete:
O Presidente Lula perdeu o comando da Abin. A Agência vai ser controlada por uma comissão de sete ouviudores. A decisão foi do presidente do Senado Garibaldi Alves e do Supremo Presidente do STFGilmar Mendes (clique aqui para ler). Afinal de contas, quem é o homem mais poderoso do Brasil?
Clique aqui para votar e fazer o seu comentário.
Leia também:
Mendes vai prender juízes, procuradores e policiais federais
Daniel Dantas, o dono do Brasil
Em quem você acredita: em Lacerda, Mendes, Jobim ou na Veja ?
Cadê a gravação ? Quem ouviu a gravação ?
O grampo: cadê a prova material ?
Ou Jobim demite o General Enzo ou Lula demite Jobim
Golpe já deu certo: Eisenhower não manda mais na Abin
Golpe esconde a "BrOi" embaixo do tapete
Lula chega à perfeição: Dantas dirige a Abin
Jobim, o segundo homem mais poderoso do Brasil
Genro suspeita de Protógenes
Mendes: "ninguém tira o Collor daqui"
Funcionário da Globo fez grampo em Mendes
A noite em que Mendes precisou dar o Golpe
Polícia Federal vai "abafar" crimes de Dantas
Fica, Dr. Paulo. Fica!
Collor, Itamar: e se o senhor fosse o Presidente?
Sistema de telefonia do Senado faz gravações
Dantas derruba Lacerda duas vezes
Se não foi a Abin, é o Dantas
Quem presidiu a reunião? Lula ou Mendes?
Veja e Mendes - um cheiro de Reichstag
Mendes e Veja reeditam Plano Cohen
Como ficará Mendes se Dantas voltar para a cadeia?
Raposa: Mendes não pode julgar
Mendes tem contato imediato de terceiro grau com advogados de Dantas
Mendes vai censurar o PiG. E o PiG vai achar ótimo
Gilmar Mendes: Dalmo Dallari já sabia que ia dar nisso
CPI do Grampo trabalha para Mendes
Vídeo: Dantas e Mendes para crianças
Mendes deu outro Golpe. E os outros ministros do Supremo ?
Se a ABIN sabia, Lula sabia
Gilmar Mendes ganhou todas
Corrêa é o chefe de polícia do Governo Gilmar Mendes
Mendes É o golpe: juízes e procuradores protestam
Gilmar Mendes instala o Golpe de Estado
Cuidado, presidente Mendes, a Globo jogou Dantas às feras - II
Mendes está a um grau de separação de Dantas
Presidente Mendes, o Medina está de olho
Mendes já disse que Cacciola pode ter HC
Dantas: presidente Mendes dá golpe de Estado
Presidente Mendes: MPF responde duro; Tarso, não
Os interesses de Gilmar Mendes se conflitam
Gilmar Mendes, Ministro sem recato
Gilmar Mendes é candidato a Presidente
Gilmar Mendes já se comporta como um Tartufo
Gilmar Mendes e os Marinho: em família

domingo, 7 de setembro de 2008

7 de setembro - Queremos virar o Brasil de ponta-cabeça!



Aproveitando a data cívica do 7 de setembro, o maravilhoso dia onde o Brasil trocou um Rei português por um Imperador português, sem guerras, sem manifestações e a preços módicos, aproveito para lançar a minha campanha pela pontacabecização da bandeira do Brasil!

Em primeiro lugar, esse negócio de Ordem e Progresso é coisa de positivista, maçon e militar. É óbvio que é o Progresso que leva à Ordem e não o contrário. A própria Independência, se é que foi um progresso, surgiu (ou devertia ter surgido) de uma desordem, não? E a Revolução Francesa, e a queda do muro de Berlim, e 1968? Desordem, desordem e desordem. Nós mesmos, vivemos em Ordem e esperando o Progresso... Queremos primeiro o Progresso!

Além disso, as estrelas passam a ficar sobre o lema, do lado de cima. Já basta o mapa mundi eurocêntrico com Norte pra cima. A própria linha branca que atualmente é tão mau-humorada agora é um sorriso feliz.

Não faltam motivos! Bandeira de ponta cabeça já!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008



Quando fui pra Florianópolis encontrei um amigo que fez a viagem para Machu Picchu em 2006. Pedi umas dicas. Ao contrário do que andei vendo, ele planejou muito pouco a viagem e, por incrível que pareça, deu quase tudo certo.

O roteiro é o seguinte: Campo Grande e até Corumbá, onde se pasa a fronteira para a Bolívia. Até aí tudo bem. Ele disse que a passagem pela fronteira é tranquila e que você pode trocar dinheiro por ali mesmo, mas que levar alguns dólares pode agilizar o processo. Disse que o povo Boliviano é fantástico, muito acolhedor, e que as coisas lá são baratas. Na Bolívia o caminho é Santa Cruz e La Paz.

Atravessa-se a fronteira outra vez, mais conversão de dinheiro. Os peruanos são mais malandros, pelo que ele disse, mas tudo bem. Daí é só tocar para Cuzco, ladeira acima. Machu Picchu não tem um lugar bom pra ficar, então o negócio é se estabelecer em Cuzco e ir visitar as ruínas a partir de lá.

Outras dicas: não guarde todo o dinheiro no mesmo lugar, e ande com ele sempre com você. Cuidado com os micos que roubam coisas dos turistas. E na volta, faça o mesmo caminho. Ele quis voltar por Sucre, na Bolívia, e depois Paraguai, mas acontece que essa é uma rota de traficantes. Ficou um dia detido na polícia, trancado, até que se esclarecesse tudo. Disse que é bom levar a carteirinha do CREA para provar que sou arquiteto. Ajuda numa situação dessas.

Grosseiramente, é isso aí!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Livros

Este é uma das minhas aventuras de rodoviária. Porque não tem lugar melhor pra comprar livros do que rodoviária, ou aeroporto, ou estações em geral. É porque você, normalmente, está com tempo, esperando, entediado. Daí dá pra perder um tempo despreocupado olhando e namorando os livros, compra, senta e lê ali mesmo.

Comprei "Eu sei que vou te amar", do Arnaldo Jabor, faz uns meses, na Barra Funda, e li sem dificuldade. O livro é leve e bem cinematográfico (inclusive, virou filme), como é de se esperar de um cineasta feito o Jabor.

Um casal, três meses depois da separação, volta a se reencontrar. Aparentemente ambos estão bem, seguros e superaram o fim do relacionamento, mas a conversa entre os dois começa a revelar que nem todas as cicatrizes estão bem fechadas. Começam então a discutir a relação - ou a separação - revelam segredos e os conflitos de serem adultos liberais e desapegados, mas ao mesmo tempo dependentes e infantis.

Não é um livro de auto-ajuda. Não ensina nada sobre casais, nem como resolver a sua relação. Na verdade, desmistifica o amor, mais complica do que explica. Mas é inevitável se enxergar um pouco numa situação que poderia estar na biografia de qualquer um.

Enfim, me perdi na descrição do livro. Se quiser saber o final da história, é melhor ler você mesmo...

Mais pesadelos

Estou em frente a um ginásio pequeno, ou um palco, com uma cobertura metálica e curva. As paredes são curvas também, e as pessoas correm pelas paredes e pelo teto, dando giros, como num globo da morte. Mas a pé. Eu não quero ir pois acho que vou cair ou bater a cabeça em um dos ferros que estão pelo caminho. Mas me deito no chão e fico observando. Estou de capacete. De repente, como eu temia, alguém bate a cabeça em um pedaço de ferro e a cabeça decepada cai bem em cima de mim.

Saio correndo procurando ajuda. Alguém me empresta uma moto amarela (igual à moto que bati quando sofri o acidente) para eu procurar um hospital. Me perco para chegar, mas chego, só que não consigo arrumar uma ambulância. Quando consigo, volto para o local do acidente mas descubro que a vítima já está com a cabeça costurada no lugar.

Eu eihn...

ps: entre os leitores há algum psicanalista?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Teoria da conspiração

O banqueiro Daniel Dantas foi preso graças a um grampo telefônico que revelou algumas de suas maracutaias. 24 horas depois foi solto pelo ministro Gilmar Mendes do Tribunal Superior, uma atitude muito questionada. Nos dias seguintes, Gilmar Mendes e Daniel Dantas tentaram mudar o foco da discussão, das maracutaias do banqueiro para a legalidade ou não do uso de grampos telefônicos.

Pois bem, em seguida, a revista Veja, que é a mais suspeita das revistas, descobre um grampo telefônico no gabinete do próprio Gilmar Mendes, aquele que era contra os grampos e que soltou o Daniel Dantas. Por causa disso, instalou-se uma crise insitucional e o ministro teve sua tese confirmada: há abuso no uso de grampos. As conseqüências são imprevisíveis, msa já há uma CPI sobre o assunto que pode, vejam só, restringir o uso de grampos por parte da Polícia Federal, por exemplo, e numa dessas, beneficiar ou mesmo anular algumas provas produzidas contra Daniel Dantas. Não sei se isso é juridicamente possível, mas no mínimo haveria uma blindagem para o futuro...

AGORA A MINHA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO:

Imagine que Gilmar Mendes tenha grampeado o próprio telefone e repassado a fita à Veja. A conversa gravada foi absolutamente insossa e nada comprometedora, mas serve de prova para a Veja. Credenciada por essa prova, a Veja "planta" que também estão grampeados outros telefones de políticos, do governo e da oposição, de ministros, de Deus e o mundo.

Hoje, toda a diretoria da Abin, suposta responsável pelos grampos, foi afastada. Se alguém quisesse se vingar da Abin, conseguiu. Além disso, a legislação deve mudar, como queria o Gilmar Mendes.

Mas é claro que isso é uma grande loucura. O fato de Gilmar Mendes ter soltado escandalosamente o Daniel Dantas não significa que o ministro haja a mando do banqueiro. E o suspeitíssimo passado da Veja - eu me lembro da campanha pelo (des)armamento - não significa que ela seja tendenciosa e parte de uma maluquice dessas.

É claro...

domingo, 31 de agosto de 2008

Segredo

Metade de mim constrói segredos
Enquanto a outra metade os destrói.

Metade de mim inventa histórias
Enquanto a outra metade as lança na fogueira.

Justo eu, que já nem sei o que vivi e o que inventei,
Que não distinguo mais lembranças de desejos. Não importa.
Passo com o trator sobre o joio e sobre o trigo
Até que a terra infértil e arrasada
Seja o último segredo do meu coração.

sábado, 30 de agosto de 2008

Diálogo

- E quem disse que mulher não pode trabalhar fora?

- Não pode ué. Não pode e pronto. Minha mãe não trabalhava...

- Mas a minha sempre trabalhou e nunca teve problemas.

- E quando você chegava em casa o almoço nunca tava pronto.

- Não é verdade...

- É verdade sim. E além disso, a mulher ganha muito menos que o homem, pra você ver que lugar de mulher é em casa...

- Ao contrário. Hoje as mulheres são muito mais capacitadas do que os homens pra trabalhar. Você vê nas universidades, só tem mulher estudando...

- A mulher é mais inteligente mesmo. Mas a mulher nasceu pra ser mãe, pra cuidar da casa, cuidar dos filhos...

- Temos dois braços e duas pernas como vocês. Um homem também pode aprender a passar a roupa, a varrer a casa, a desentopir a pia...

- Jamais!

- E um homem pode cuidar dos filhos tão bem quanto uma mulher. Tem um monte de crianças que moram só com o pai. Tem crianças agora que tem 2 pais e nenhuma mãe... E todas sobrevivem...

- Não é o que eu fiquei sabendo...

- Amamentar tudo bem. Mas trocar fralda todo o mundo pode.

- Você ia ficar uma graça de avental. Um marmanjo desses...

- Ponho avental, faço a janta, troco fralda. Arrumo tudo. E quando você chegar terá comida quente e o seu licorzinho te esperando. Querida, você vai aceitar o emprego sim, vai trazer comida pra casa e eu trato de cozê-la. Serei o rainho-do-lar. Eu já escrevi até uma carta de demissão pro chefe, ouve só...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sonhos

Às vezes tem coisas, idéias fixas, que nos perseguem.

Tenho tido sonhos estranhos. Eu, que não costumo lembrar dos meus sonhos, e nunca tenho pesadelos. Agora, pelo visto, passei a ter.

Pesadelo número 1: um carro velho e dourado-escuro avança lentamente por uma estrada onde está muita gente. Um pouco a frente, no acostamento, há um bebê com a cabeça na estrada. O bebê é, na verdade, uma boneca, negra, mas está vestido com um bebê de verdade. O carro vai avançando lentamente e eu calculo que vai atropelar o bebê. Êu e outras pessoas batemos no capô, pedindo para que o carro pare. Batemos desespetadamente.

Pesadelo número 2: um homem está deitado na areia, numa praia, e outras duas pessoas estão ao seu lado. Uma dessas pessoas empurra o homem deitado pra baixo da areia, e não só ela afunda como abre um enorme buraco que começa a sugar tudo o que está em volta. Inclusive eu, é claro.

Tem outros, mas nem sempre me lembro. Ou me lembro, e depois esqueço. Hoje mesmo tive um pesadelo, mas não consigo me lembrar.

De qualquer forma, estava olhando postagens antigas do outro blog e encontrei uma história, também sobre um sonho, mas melhor. Uma frase que havia sonhado, e que havia permanecido na minha memória depois da amnésia tradicional causada pela escova de dente. A frase era assim:

Se os mercadores fossem curiosos, fariam a rota da Noruega, e não entre São Paulo e Paris, como são todas as rotas de mercadores.

Enfim...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Floripa

Fui viajar! Tive duas reuniões em Florianópolis, uma na sexta e´uma na segunda, com um conveniente fim de semana entre elas. Mas não se animem, o tempo estava péssimo e nem deu praia.

Se a cidade de São Paulo é, para mim, como um pai, Prudente é como uma mãe e Londrina é a primeira namorada. Agora, Floripa é aquela mulher maravilhosa e intangível que, um dia, sem mais nem menos, resolve te pegar numa festa. E é fantástico...

Foi uma viagem bem curiosa, cheia de encontros. De reencontros com pessoas queridas. Entendi que, no dia da minha defesa da dissertação, que deve ser em outubro, vai acabar um capítulo da minha vida que começou no dia 28 de fevereiro de 2006, o dia em que cheguei em Florianópolis com duas malas e um violão, sem conhecer ninguém, sem casa, sem nada. Mesmo depois, voltando para Prudente, trocando de emprego, e todas as outras coisas que vivi nesse tempo, fizeram parte de um mesmo ciclo que agora chega aos finalmentes.

Um novo capítulo se abrirá, e essa minha viagem abriu a última folha deste que se encerra. O reencontro com Florianópolis. Tá, não deu pra reviver o turbulento romance com essa mulher maravilhosa.

Mas deu pra lembrar do perfume.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Piada pronta

Como diz o José Simão, o Brasil é o país da piada pronta. Depois do padre irlandês agarrar o Wanderlei Cordeiro em Atenas - 2004, os chineses somem com a vara da Fabiana Murer! Justo a vara, esse elemento tão de duplo sentido e com tanta margem pra piadinhas de bar.

Convenhamos que perder uma vara de 4 metros e meio não é uma coisa fácil. Não é como perder uma bolinha de pingue-pongue, uma chuteira. Enfim, não se perde uma vara dessas no meio da bagunça ou no bolso da mala. Agora, o que me incomoda é o seguinte: se os chineses que são um exemplo de organização conseguiram perder uma vara do salto-com-vara, se a olimpíada fosse no Brasil iam perder um cavalo, um barco ou, pior, ia sumir um atleta.

sábado, 16 de agosto de 2008

Mudança de Planos

A minha expedição para a Europa foi adiada. Um problema principal: o frio do inverno europeu entre dezembro e janeiro. Mas não desanimei. A Europa fica pro meio do ano que vem e, de repente, mudamos o roteiro do fim deste ano.

Seria uma boa. Em primeio lugar, eu teria uma experiência com uma viagem mais longa como esta, que nunca fiz, em uma tentativa mais barata e menos arriscada. Queimei a cachola e o destino substituto me pareceu bastante óbvio: Machu Pichu. Até falei com algumas pessoas que se animaram em ir também. Espero que alguma delas vá mesmo.

Começo a pesquisar as possibilidades, mochileiros, guias, dicas. Impressionante como esse pessoal é organizado. Encontrei planilhas de viagem detalhadas, com cronogramas, preços, locais, tudo certinho. E nem poderia ser diferente. Tanto antes como durante a viagem, a organização do viajante edve ser fundamental.

Eu, como sou esse poço de desorganização e falta de planejamento, já imagino a merda que essa história vai dar...

Continua bem!
















Continua bem os jogos pequineses! Do lado esquerdo a Talita do vôlei de praia e do lado direito a "tar" da Yelena Isinbayeva, ou algo assim, que além de ostentar um belo par de olhos azuis, ainda bate o record mundial a cada 15 dias. Deus é um bom artesão, mas é mesmo injusto...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Brasil Feliz

Um dia desses vi no UOL algumas imagens do jogo de videogueime oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim. Eram imagens como esta aqui ó:




O jogo parece ser bobinho, como são bobinhos esses jogos de olimpíadas, mas uma coisa me chamou a atenção. Quem está lá, bem sobre o ombro direito do ginasta? A bandeira do nosso Brasil-sil-sil, e, repare, de ponta cabeça! Em todas as imagens do UOL, pelo menos, o pendão da esperança aparece assim, com o PROGRESSO vindo antes da ORDEM, o que não deixa de ter sua verdade.

No entanto, a monstruosa comida de bola por parte da SEGA não me deu aquele tradicional sentimento tupiniquim-ofendido. Na verdade, gostei da bandeira assim. Além da inversão do lema maçônico, a bandeira agora carrega um sorriso simpático e jovial. Deixou de ser européia e, agora sim, finalmente, brasileira!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Festivais

Um dia desses, um amigo meu me fez a seguinte pergunta: se eu pudesse voltar no tempo para assistir qualquer acontecimento histórico, qual evento escolheria.


Ele é ateu (mas já foi católico, agnóstico, budista, etc.), e eu sou cristão-católico (ultimamente mais cristão que católico), mas a minha resposta não teve nada a ver com isso. Como entendi que se tratava de viver em uma época, e não visitá-la apenas, já eliminei todos os anos antes da anestesia (não me agrada a idéia de viver antes da anestesia). Restou-me o século XX, praticamente, e, ora, acabei escolhendo por voltar no tempo para assistir aos festivais de música Record nos anos 60.


Ele ficou meio surpreso (ok, pode parecer uma escolha idiota - mas não é), e disse que ele mesmo voltaria para assistir a crucificação de Jesus para saber se as coisas aconteceram realmente como consta na Bíblia. Sugeri que voltasse então para assistir à Ressurreição, uma vez que a crucificação propriamente dita não tem tanta importância assim, mas ele disse que não acreditava na segunda e preferia conferir a primeira. Tudo bem.


Mesmo assim, é interessante que o meu cristianismo não me interesse a voltar a este dia mais do que aos festivais da Record, enquanto o ateismo dele seja até mais curioso. De qualquer forma, não consegui chegar a nenhuma conclusão sobre isso, e também nem era a minha intenção...


E eu ainda preferiria os festivais da Record.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Email

olá rogerio,

vi seu nome em uma lista de corpo docente em um site de design de interiores, e acho que você pode me ajudar, sou estudante de design e preciso de uma ajuda para concluir um trabalho. se possível me ajude, agradeço desde já. ....

"Em poucas palavras me fale sobre:

memoriais-

especificaçoes e indicaçoes-

ergonomia-

autocad/3d-

segurança- " ...

obs: definiçoes das palavras no design de interiores.

resposta: ????????

Pesadelo

Hoje eu tive um pesadelo tão horrível

que nem vou contar, para não assustá-los...

sábado, 9 de agosto de 2008

Começou bem!

As olimpíadas não começaram nada mal com o vôlei feminino de Itália e Russia. Destaque para Francesca Piccinini (foto), que bate um bolão, sem dúvida. Depois, E.U.A e Japão não mantiveram o nível, mas também não foi ruim...

Até no mal-fadado e desfavorecido esteticamente time de futebol feminino do Brasil já apareceu uma jogadora bem bonitinha dando entrevista. Mas eu não sei o nome dela.

E claro, há sempre a decepção da ausência das gêmeas do nado sincronizado... Fica pra Londres -012...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Enforcamento de aula ornamental

Diálogo com meus alunos na faculdade:

- Professor, o senhor vai dar aula na sexta-feira?

- É claro, por que?

- Nós queremos ver a abertura das olimpíadas.

- A aula é mais importante. Olimpíada tem de 4 em 4 anos. A aula da sexta-feira será única!

Surpresa boa...

Coisa boa reencontrar pessoas importantes... Eu que ainda tenho tantas pessoas importantes pra reencontrar.

Mas eu chego lá!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Diálogos

Diálogo com um senhor na fisioterapia:

- A polícia desarma o povo mas nunca que tira essa arma que você tem aí.

- É verdade.

- É a bíblia que você tá lendo né?

- Não, é Guimarães Rosa.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O ano que não terminou.


Nos meus 45 minutos (quase) diários de fisioterapia, para fugir da televisão que hipnotiza os demais acidentados (Ana Maria Braga ou Sessão da Tarde), armei-me de uma boa leitura para encarar a sessão de podochoque (como batizei os choques que eles dão no meu pé) de maneira menos entediante. A escolha foi boa e, assim como a fisioterapia, tem tudo a ver com choque.

A dupla de livros "1968 - O ano que não terminou" (1988) e "1968 - O que fizemos de nós" (2008) do Zuenir Ventura foi dica da Camilla e estava em promoção no Submarino, numa caixa bacana acomodando a dupla. Mandei vir. Ótima leitura, prende a gente.


1968 foi um ano importante para o mundo, a começar pela França onde os estudantes saíram às ruas para protestar contra uma coisa qualquer da universidade e acabaram protestando contra tudo e contra todos, por todos os tipos de liberdade, principalmente, é claro, a sexual. Tá, minha descrição do 68 francês foi bizonha, mas tudo bem.


O fato é que, no Brasil, o bicho pegou também. A ditadura militar instaurada em 1964 dava sinais de desgaste, os partidos comunistas se articulavam, os artistas se agitavam e o movimento estudantil bombava. Os estudantes da esquerda da USP entravam em confronto com os direitistas do Mackenzie no meio da rua. Roda Viva, passeata dos cem mil, congresso de Ibiúna, tropicália, atentados militares e, em dezembro, o AI-5 - estava instaurada a repressão e a censura no Brasil.


Os líderes dos então "rebeldes" tornaram-se nomes importantes do país (alguns já eram importantes), até hoje. José Dirceu, Franklin Martins, Fernando Gabeira, Hélio Pellegrino, Ziraldo, Millôr Fernandes, Caetano, Chico Buarque, Gil, Fernando Henrique, José Serra, José Celso Martinez, Heloísa Buarque, César Benjamin, Betinho, etc., etc., etc.. No segundo livro, o Zuenir analisa o que mudou de 1968 para 2008 (o comportamento dos jovens, o sexo, a política...) e vai atrás de algumas dessas pessoas para perguntar o que se fez daqueles ideais.


Boa pedida.

domingo, 3 de agosto de 2008

Quintan(ilh)a

Reserva um lugar aos teus fantasmas,
Não deixe que se escondam sob a mesa.
Melhor tê-los por perto, mas em calma
Do que um dia ser pego de surpresa.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Jogos Pequineses

A filhinha da saltadora Maurren Maggi (que tem esse nome por causa da mulher do Paul) acaba de desmoralizar os jogos olímpicos pequineses (pequineses porque são de Pequim), ao se despedir da mãe no aeroporto:

- A mamãe está indo lá pra ganhar mais medalhas...

- Eu não quero mais medalhas. Fica!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Fora

O amor bate na porta
Que há pouco arrombou por dentro.

Vá embora, que eu já te vi
Pelo vazio que deixaste entre os batentes.

Vá embora, que eu já te vi.
Vá pro diabo que te carregue.

Censura

Na China, o governo controla a internet e bloqueia o acesso a alguns endereços, entre eles o blogger.

Este blog não pode ser visitado na China.

Sou vítima de censura.

Yes!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Porque acredito em fadas.

11 de setembro de 2001

Disse eu: "Agora, os EUA vão passar a olhar o restante do mundo, respeitar as culturas locais, diminuir as desigualdades e estabelecer diálogo com os outros países."

Resultado: Bush, guerra no Afeganistão, reeleição de Bush, guerra no Iraque, atentados pelo mundo, Guantanamo, etc., etc., etc..

15 de novembro de 2002

Disse eu: "O Brasil está fazendo história! Colocamos um operário no poder e isso será um exemplo no mundo. O povo está na rua e eu contarei para os meus filhos que participei desse momento."

Resultado: Mensalão, Marcos Valério, Celso Daniel, CPI, pizza, CPI, pizza, Zé Dirceu, Daniel Dantas, etc., etc., etc..

janeiro de 2008

Disse eu: "Com as olimpíadas, a China vai se abrir para o mundo, vai se democratizar."

Resultado: Atrás das câmeras, porrada nos monges!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Poema

Nos lugares em que te procuro
Não estás.
Em nosso quarto
Em nossa sala
Na varanda, nada
Nada.
Nos lugares que eram nossos
Não estás.
Há um rastro de ti nos parques
Um perfume nas escadas
Uma presença nos cafés
Não estás.
Cruzo a rua, te examino
Te investigo o fundo dos olhos
Não estás.
Estás apenas em mim
E assim, estarás inteira
E assim estarás pra sempre
E assim estarás, enfim.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Conclusão

Finalmente, tendo em vista os fatos apresentados, não conseguimos concluir porra nenhuma.

terça-feira, 8 de julho de 2008

90 minutos

O amor é como uma partida de futebol, tem começo e fim. Um jogo de futebol tem o aquecimento, tem a entrada no gramado, mas só começa quando o juiz apita. O amor também tem seu instante, o amor não "vai começando". O amor começa de repente, num apito, e rola a bola.

Não confundir o início do amor com o início do namoro, da pegação, do beijo, sei lá. Não tem nada a ver uma coisa com a outra e os atacantes podem chutar a gol desde o aquecimento bem como podemos passar muitos minutos na retranca antes de arriscar um ataque. Nem tão pouco o amor já começa avassalador. Pode até ser, mas a questão é que num certo momento ele passa a ser instantaneamente inevitável.

Tive um amor que começou na porta do cinema (na porta mesmo, não entramos), um outro numa festa junina, num ponto de ônibus, numa conversa dentro do carro. Tudo isso fiquei sabendo depois. Nem sempre quando o juiz apita o começo do amor a gente entende na hora, e aí só pode ouvir o apito em perspectiva. Mas não faz mal, tem jogador que também demora um tempo pra perceber que o jogo começou. De qualquer forma, mesmo não percebendo, o amor já estava lá, a bola já estava rolando.

Mas, assim como começa, termina também num instante. Numa carta rasgada, durante o banho, numa festa, num ônibus voltando do teatro. O amor, que antes fora inevitável, agora passa a condenado. É o apito do fim de jogo. É claro que, quase sempre, há ainda alguns minutinhos de acréscimo dado pelo juiz, mas numa hora dessas é muito difícil virar um jogo perdido...

domingo, 29 de junho de 2008

Enquete

Retirei a enquete que estava ao lado. Não dava pra votar, problemas do blog.

sábado, 28 de junho de 2008

Expedição Larbac

Estou querendo me dar um presente de mestrado e tive a seguinte idéia. Desde março que eu venho aqui matutando de vontade de fazer uma viagem, a viagem que já deveria ter feito mas que não fiz. Opções não faltam, é claro. Tem o sul do país, tem Foz do Iguaçu, tem Manaus, Parintins, tem o nordeste, tantos lugares que eu não conheço. Em compensação falta dinheiro, tempo, companhia.

Tinha sonhado em correr as cidades visitando meus amigos espalhados por aí: o Alexandre e a Kamile em Santa Maria, o Rodrigo em Porto Alegre, o Alessandro em Chapecó, tantos em Florianópolis, Curitiba, Londrina, interior de SP, e tantas cidades seguindo até Porto Seguro onde mora a Potira e Brasília onde está a Paulinha.

Mas se é pra se meter num programa de índio, por que não uma indiada completa? Afinal, a Aline e o Ivo estão em Barcelona.

Por que não ir pra Europa?

Imagino que se eu planejar bem, economizar bastante, e não for exigente na viagem (e eu não sou), pode rolar. Seria maravilhoso e o Brasil eu posso conhecer depois. Está mais perto, afinal.

Mas pra dar certo, o que eu duvido, tenho que planejar tudo com cuidado, desde o roteiro até desenferrujar o inglês. Bom, pela lógica, meu ponto de partida tem que ser mesmo a Espanha, onde eu tenho conhecidos e abrigo em Barcelona e Madrid. A partir daí vou listar os lugares que gostaria de ir. Vou escolher, hum, uns 5 países, e o que for demais eu vou cortando depois. Vamos ver.

Depois da Espanha, a Itália é obrigatória, além da França. Aliás, na França eu quero visitar as obras do Le Corbusier. Esses três países são os principais. As outras duas vagas podem ficar com Grécia, Portugal, Inglaterra ou Suíça, onde eu poderia visitar a Fer.

Vou pensar... Se você quiser dar um palpite, vote na enquete aí do lado.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Enquanto esperava na mesa de cirurgia (a última), olhava para a tela do monitor de batimentos cardíacos. A linha vinha e pulsava, hora uma onda maior, hora menor, mais rápido ou lentamente conforme estava meu coração. Comecei a fazer testes. Tremia o corpo, o coração acelerava, a linha pulava. Depois respirava fundo, me acalmava, e a linha diminuía.

Era tipo um video-game cardíaco. Muito legal.

sábado, 21 de junho de 2008

Poema

Suspendemos no ar nossos castelos
Nossas cores, nossas falas
Suspendemos no ar a nossa construção
Império que apenas imaginamos
E o universo espera em anti-movimento
E as horas se detém no planetário
E a vida se retém.
A vida se suspende, sustentada
No equilíbrio de uma pétala

Desperta
Despeta-la

E fim

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Rá rá rá

TV à tarde tem "Chaves" empatado com Globo e Record

O seriado mexicano "Chaves" continua dando ibope ao SBT. Graças a ele, a emissora voltou ao topo do ranking da audiência na última quarta-feira (4), ainda que empatada tecnicamente com Globo e Record. Exibida das 12h45 às 13h15, a atração cravou uma média de 8,41 pontos, com pico de 9,06 pontos na Grande São Paulo, divulgou o SBT. Cada ponto representa cerca de 56 mil domicílios. No mesmo horário, a Globo apareceu com 8,22 pontos exibindo o "Globo Esporte". A Record deu 7,76 pontos (também 8, portanto) com o policial "Balanço Geral". O SBT exibe "Chaves" de segunda a sexta, às 5h30, 12h45 e 19h15. "Chaves" é protagonizado pelo ator, produtor e escritor mexicano Roberto Gómez Bolaños. A série faz sucesso em mais de 90 países, com cerca de 300 milhões de espectadores. Entre os bordões famosos de Chaves, garoto órfão que se esconde em um barril na rua, estão "Foi sem querer querendo" e "Isso, isso, isso".

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u409268.shtml

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Consultoria psico-futebolística

Como eu definitivamente não entendo a vida, as coisas e as pessoas, costumo reduzir tudo a um jogo de futebol. Não que eu entenda de futebol, mas se eu fosse esperar alguma coisa que realmente entendesse para fazer as minhas metáforas, bom, não faria metáfora nenhuma. O fato é que se existem diferentes tipos de jogadores e diferentes tipo de pessoas, é óbvio que deve haver uma relação direta entre essas duas classificações (óbvio...).

1 - O zagueiro esforçado: Sabe aquele cara errado e desproporcional? O sujeito que já rodou por todas as posições e não dá certo em nenhuma, mas que gosta tanto de jogar que acaba sobrando pra zaga. Ninguém liga muito pra ele, mas às vezes acaba sendo de uma segurança surpreendente. São aquelas pessoas grandes e bem humoradas, meio aéreas, mas bons amigos, companheiros. No entanto, é bom tomar cuidado, porque todo o zagueiro um dia dá o seu pontapé. A encarnação desse personagem é o Júnior Baiano, que é um "zagueiro esforçado" tanto em campo como na vida.

2 - O volante incansável: O volante é o administrador do time. Esse é o cara que realmente carrega o piano. Normalmente é um sujeito discreto, não aparece muito, mas faz o trabalho de formiguinha. Progride facilmente na vida mas não ser craque na Espanha, ou na Itália, e ao invés disso vai carregar o piano no Qatar, no Japão ou, no máximo, na Alemanha. Trabalha feito um maluco, casa-se, tem filhos, tudo nos conformes, forma família, trabalha mais, carrega piano, nasce, cresce, reproduze-se e morre. O bom é que, como trabalha muito e é um notório muquirana, pode acabar ficando rico.

3 - O craque de uma jogada só: Essa espécie tem 2 subespécies, mais ou menos como os cães pastores podem ser pastores alemães, pastores belgas, ou uma mistura. No geral, o craque de uma jogada só é o cara que tá sempre em campo, mas sempre sumido, invisível, desaparecido. A torcida vaia, todos querem a cabeça. Daí de repente o sujeito pega a bola, dribla todo o mundo e mete no ângulo, um golaço tão lindo quanto raro que, como um eclipse, não vai se repetir durante muito tempo. É aquele seu vizinho anônimo, meio transparente, mas que de repente virou presidente de multinacional, passou na medicina da USP ou pegou a mulher mais gata da cidade. Isso acontece, ou porque o cara é um gênio preguiçoso, ou porque é um grosso incrivelmente sortudo, e essas são as subespécies, mas na prática se dividem entre os que decepecionam o muito que se espera deles e os que surpreendem o nada que sería previsível.

Música do dia

Tristeza

Vinícius de Moraes/ Toquinho
(composição de Haroldo Lobo e Niltinho)

Tristeza
Por favor vai embora
A minha alma que chora
Está vendo o meu fim
Fez do meu coração
A sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar aquela
Vida de alegria
Quero de novo cantar

terça-feira, 10 de junho de 2008

O vídeo da formatura

Desde o começo da faculdade, eu às vezes pegava emprestado aqui em casa a câmera de vídeo e a levava para a UEL para fazer o "vídeo da formatura". Começou de brincadeira, na viagem da nossa turma para São Paulo, logo no início do curso. Depois veio coisa aqui, coisa ali, e por que não, vamos fazer um vídeo para a formatura?

Justo eu, que quase não me formei (ou quase me formei atrasado). De qualquer forma, um ano antes já pensava em como editaria as imagens. Mostraria um pouco das viagens e depois um clipe com cenas rápidas, com música de fundo, e a música já estava até escolhida: Dancing Days. Era alegre, conhecida, e tinha um comecinho que parecia mesmo abertura de cinema. Aquele tecladinho, os créditos, e na abertura o Puf pulando no nosso vídeo do R.U. Afastator. Mas essa é outra história...

Como se percebe, no final das contas não mostrei as viagens, mas só o clipe. Acontece que quase não consigo digitalizar o vídeo, só consegui graças ao meu grande amigo Robério, a uma gambiarra gigantesca que incluía um vídeo-cassete, e mesmo assim só consegui passar a imagem sem som. Além disso, o vídeo todo ficava um arquivo muito pesado, então tive que gravar apenas pedacinhos, e mesmo assim tive que gravar os 60 ou 70 pedacinhos que gravei (nem todos foram para o vídeo) em uns 4 ou 5 CDs.

Enfim, são histórias sobre o vídeo que só eu sei e que ficam guardadas comigo. Outras histórias, só o pessoal da turma sabe, e seria inútil contar aqui. Mas posso, assim, de cabeça, localizar as cenas principais. Foram os locais de gravação, cronologicamente, que eu me lembre:

1 - Viagem para São Paulo no 1º ano. Aparecemos no topo do prédio do Itaú da Av. Paulista, no Sesc Pompéia e no ônibus.

2 - Na UEL, preparando cola para a prova de Tec. Construtivas, acho que isso foi no 3º ano.

3 - Festa Junina na casa do Ivo, acho que foi no 3º ano.

4 - Propaganda do R.U. Afastator, uma espécie de "produto Polishop" feito por nós mesmos de presente para a Pops no nosso amigo secreto.

5 - A própria falsa festa de natal.

6 - Entrega de projeto, 3º ano.

7 - Aula do Puppi, tb no 4º ano.

8 - Visita ao terreno de projeto, 4º ano

9 - Festa de aniversário da Alê (são as imagens melhores), no 5º ano

sábado, 7 de junho de 2008

Salão carioca de humor

Para quem gosta de charges, está no ar o site do 19º Salão Carioca de Humor. A charge ao lado eu já tinha visto em algum lugar, mas de qualquer forma, está inscrita no salão.

Pessoalmente, sou um chargista frustrado, ou melhor, como eu gostaria de ser um chargista mesmo que frustrado. E como quem não sabe bate palma, gosto de dar uma olhada no que sai todos os dias nos jornais ou na internet, principalmente nos cartunistas brazucas (inclusive o site do Millôr aí nos "favoritos" vale a pena ser visitado).

Para acessar o site do salão, clique AQUI

É isso aí!




sexta-feira, 6 de junho de 2008

Comentário do Dia

Recorde de alta do petróleo, crise nos EUA e 2 x 0 em cima da seleção brasileira (em Boston, ainda por cima).

Hugo Chávez é só alegria!

Comentário do Dia

Comprimidos de Novalgina para dor funcionam mesmo...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Carrão de gás - tração nas 2
(Premeditando o Breque)

Só fui feliz no tempo em que a minha moto durou
Pois sempre fui ligado num rugir de um motor
O meu prazer botando um aditivo reluz
Pois sempre fui naquela em que o barulho conduz

Com a máquina eu me sinto um gigante
Esqueço a ranhetice paterna
Meu corpo fica escravo da mente
Eu tenho vários pinos na perna
Oh! perna, nossa!!!

Só fui feliz no tempo em que minha moto durou
Pois sempre quis tirar do que é veloz o sabor
O meu prazer botando um aditivo reluz
Pois sempre fui ligado em tudo que me seduz

E hoje eu tenho um carro de praça
Malhado e sem a placa de trás
Não uso álcool nem gasolina
Eu tenho um baita bujão de gás, gás, gás
Tenho vários pinos na perna
Nossa perna!
Eu tenho um baita bujão de gás, gás, gás
Bis

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Diário de um acidentado

Valsa Brasileira
Edu Lobo e Chico Buarque

Vivia a te buscar porque pensando em ti
Corria contra o tempo, eu descartava os dias
Em que não te vi, como de um filme
A ação que não valeu

Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu

Subia na montanha, não como anda um corpo,
Mas um sentimento, eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar, saltava as noites
Sem me refazer

E pela porta de trás da casa vazia
Eu ingressaria e te veria
Confusa por me ver
Chegando assim mil dias antes de te conhecer

E pela porta de trás da casa vazia
Eu ingressaria e te veria
Confusa por me ver
Chegando assim mil dias antes de te conhecer
Chegando assim mil dias antes de te conhecer

Diário de um acidentado

No meio do caminho tinha um cachorro
tinha um cachorro no meio do caminho
tinha um cachorro
no meio do caminho tinha um cachorro.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de meu pé quebrado
de minha boca costurada
de meus dentes quebrados
de minha moto tão fatigada.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um cachorro
Tinha um cachorro no meio do caminho
no meio do caminho tinha um cachorro.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Fragmento

Buscava em tudo o que é lugar. Religião, amor, trabalho, meus filhos. Mas o diabo é que a vida não faz sentido e Deus quando nos expulsou do Éden sentenciou a Adão: "Passarás os dias a buscar inutilmente os motivos de uma vida que é, por definição, inútil".

domingo, 25 de maio de 2008

A volta do irmão do irmão do Henfil


Um dos livros que mais me surpreendeu (positivamente) foi Diário de um Cucaracha do cartunista brasileiro Henfil. O Henfil é aquele mesmo da música que sonha com a "volta do irmão do Henfil" e o "irmão do Henfil", no caso, é o sociólogo Herbet de Souza, o Betinho (que depois ficou célebre pela campanha do Natal sem Fome). Tanto o Henfil como o Betinho eram hemofílicos e ambos morreram de AIDS, ainda jovens, contaminados nas constantes transfusões de sangue que precisam fazer por causa da hemofilia.

Mas sobre o livro: é um apanhado de cartas escritas no início dos anos 70 pelo próprio Henfil que havia ido tentar a sorte nos EUA por dois motivos: tratar-se da hemofilia e divulgar mundialmente os seus personagens. Não vemos as respostas, apenas as cartas enviadas dos EUA para o Brasil e aos poucos estas cartas vão tecendo a aventura americana do cartunista.

No início tratam da chegada nos EUA. Tentando aprender o inglês, entra em contato com brasileiros e fala sobre suas impressões sobre o povo amerciano - a sociedade, os guetos, o racismo. Tenta justificar a ambição de fazer sucesso nos EUA - já era consagrado no Brasil, trabalhando em diversos jornais e no Pasquim - e reproduz no livro uma entrevista dada aos companheiros de Pasquim - Ziraldo, Millôr Fernandes, Jaguar, etc. - onde explica sua decisão.

Conforme o diário vai se desenvolvendo, deixa de ser um blog e vai virando um romance.

Conseguirá Henfil publicar nos EUA e se tornar mundialmente famoso? Como os americanos receberão os personagens Fradim, Graúna, Zeferino? O nosso talentoso herói latino conseguirá vencer no mercado americano onde apenas os melhores sobrevivem? Conseguirá o Fradim bater o Pato Donald?

Como eu nasci em 1981, pude ler o "romance" sem saber o final da história...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jefferson Péres

Hoje faleceu um dos poucos políticos que mereciam algum respeito, o senador Jefferson Péres. Não sei muito sobre a sua biografia, mas eu me lembro bem dele em dois momentos.

No caso mensalão - cujos depoimentos eu acompanhei como se fosse uma novela - no auge da desgracera, acho que durante um depoimento do Roberto Jefferson, não tenho certeza, os deputados e senadores costumavam fazer perguntas cada vez mais longas e mais burras, só para aparecerem bastante tempo na televisão. Quando chegou a vez do senador Jeferson Pérez, ele estava abatido, desanimado e incrédulo. Pegou o microfone e citou a letra de um fado da Amália Rodrigues. "Tudo isso existe, tudo isso é triste, tudo isso é fado" e completou "eu não quero perguntar mais nada não". Perguntar o que? Tava tudo óbvio ali, todo o esquema, todo o mundo sabia de tudo, não tinha mais o que perguntar, só lamentar.

Tempos depois ouvi um discurso seu no senado. Estavam aprovando uma lei tal que eu não me lembro, mas ele disse mais ou menos isso: estava com setenta e tantos anos e que era seu último mandato. Estava livre de agradar ao eleitorado, mas tinha que respeitá-lo, e podia dizer o que pensava - que o povo brasileiro não sabia votar, que votava errado, que isso, que aquilo, blá blá blá, descascou a alma dos senadores, falou tudo o que a gente tem vontade de dizer. Talvez tenha sido na volta do Collor ao senado - na saída da Heloísa Helena - será? Minha mente que reconstrói o passado gosta de pensar que sim...

Enfim, agora o senador vai cantar fado em outras pradarias. Tomara que ele vá pro céu e que Deus não tenha condenado todo o senado ao inferno coletivamente, mas que analise caso por caso. Esse não merecia...

ps: Não era a cara do Beavis?

domingo, 18 de maio de 2008

Caso de Passarinho

Estava em uma sala na universidade quando pela janela basculante entrou um passarinho. Uma andorinha, disseram. É difícil para qualquer pássaro sair por uma janela basculante. Eles não sabem fazer o movimento de descer e subir, aliás, ter que descer para depois poder subir novamente é um movimento que a gente também costuma não entender mas enfim. O fato é que a andorinha entrou na sala e não podia sair. Pousou numa calha e dava voltas, fazia evoluções. De vez enquando olhava o céu, mirava as nuvens e POW, se estatelava no vidro.

Do lado de fora apareceu uma outra andorinha. Piava do lado de lá. Voava em frente da vidraça. Vem pra cá! Mas mesmo assim, a primeira não achava a saída. Voa daqui, vao de lá e, lógico, não só a primeira não saiu, como a segunda andorinha entrou também. Era menor do que a outra. Alguém disse que eram um casal e que a segunda era a fêmea, primeiro porque era menor, segundo porque um macho não se sacrificaria assim...

Machismos e feminismos a parte, fui embora e deixei as duas andorinhas lá. Abri todas as janelas, repeti algumas vezes, desce e sobe, desce e sobe, desce e sobe, e deixei as andorinhas na sala. Voltei no dia seguinte. Havia cocô de passarinho nas mesas e apenas uma andorinha havia sobrado. De olho, achei que era a menor, a segunda, suposta fêmea. Abandonada, coitada. Uma andorinha só que, como se sabe, não faz verão.

sábado, 17 de maio de 2008

111 maneiras de tristeza

1 - Triste como um cisne de feltro (Paulo Mendes Campos)

2 - Triste como um pé de sapato

3 - Triste como uma possibilidade

4 - Triste como um cachecol

5 - Triste como uma folha em branco

6 - Triste como um realejo

7 - Triste como um palhaço

8 - Triste como um vira-lata

9 - Triste como um lenço bordado

10 - Triste como uma demolição

domingo, 11 de maio de 2008

Consultoria sentimental-futebolístico

Esta semana o leitor Maurício escreveu uma carta dizendo que sua esposa está, bem, "saltando" a cerca, mas que mesmo assim não quer terminar o relacionamento e pergunta o que fazer.

Caro Maurício. Sabemos que só existe uma possibilidade de um jogador atuar por dois times diferentes ao mesmo tempo: ele foi convocado para a seleção. Então, é preciso que você saiba, exatamente, por onde é que sua mulher anda jogando por aí.

Caso ela esteja trocando o seu timinho pela seleção brasileira, não há o que fazer. Todos reclamam mas é regra da FIFA, foi convocada, já era. Neste caso, por seleção brasileira consideramos o Chico Buarque, o Antônio Fagundes ou o Reinaldo Gianechinni. Não há o que fazer, sinto muito.

No entanto, ela pode estar trocando a sua camisa pelo time do vizinho, ou um time do mesmo nível ou até, isso é possível, um timinho mais fraco que o seu. Os motivos podem ser vários. Ou os outros cartolas ofereceram um salário maior (é o mais comum) ou então o time de lá joga mais que o seu... De qualquer forma, só há uma coisa a fazer: jogador rebelde fica na reserva. Comece tirando dos jogos principais, depois tire do treinamento. Se ela amar a sua torcida vai correr em dobro pra voltar pra campo, se não, vai pedir pela imprensa pra ser vendida e daí meu amigo, bom, daí é adeus mesmo...

sábado, 10 de maio de 2008

Beatriz

Tomem o que quiserem
Beijem, briguem, saltem por sobre os muros
Saiam para a rua, cantem refrões
Façam cartazes, enfrentem a polícia
Passeiem no parque, dêem-se as mãos
Xinguem, ofendam-se
Pintem as calçadas
Leiam o que quiserem
Assistam a um filme
Vejam a Lua, saiam no Sol
Trabalhem, descansem, atrapalhem, compliquem, expliquem
Capotem, movam-se, atenham-se, dispersem-se
Pouco me importa o que fizerem
Não me digam, por favor
Hoje passarei o dia
Pensando no meu amor

ps. poema de 2006 sobre "Beatriz" - de Chico Buarque, interpretado por Milton Nascimento

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Professor Rogério - Consultoria sentimental-futebolística

O amor é uma caixinha de surpresa e o futebol é cego. Todo o mundo sabe que não há nada mais parecido com o amor do que o futebol, e nada mais parecido com o futebol do que o amor. O torcedor é um exemplo, e torcer para um time de futebol é como amar alguém: você começa a ver um jogo aqui, outro ali, não liga muito, e quando vê está de camisa, faixa e bandeirinha xingando o juiz na arquibancada, completamente doente.

Uma conquista amorosa, por sua vez, é como uma partida completa. Tem hora de atacar, tem hora de se defender, mas quase sempre não adianta nada ficar tocando de lado: o que vale é bola na rede. E há também o gol contra, que é quando você, sozinho, dá conta de estragar o resultado do seu time ou, no caso, o seu próprio.

Assim, está aberto o meu Consultório Sentimental-Futebolístico que resolverá os questionamentos dos leitores pela psicologia da pelota.

Apita o árbitro! Estááááá valendo...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

Mulato

Antes da vida, quando eu era apenas éter
Pedi aos superiores
Nascer grande como uma montanha
E negro como um buraco
Com cordas vocais estupendas
E um apelido no aumentativo
Ou então
Claro de pele e de olhos
Cavaleiro de competição
Criador de cavalos de raça
Ou ágil como uma lebre
Ou firme como uma rocha
Esperto como uma raposa
Ou leve como a preguiça
Sensível como um poeta
Ou duro como um engenheiro alemão.
Entendi a boa intenção
Nasci do jeito que sou
Brasileiro, um pouquinho de tudo
E nada lá muito bem feito...

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Fragmentos

- A que horas, professor?

- Eram aproximadamente 22:00 horas. Eu entrei, vi um corpo no chão e corri em direção até ele.

- Mas o senhor disse que ele se movia. Como é possível?

- O delegado já ouviu falar em Galileu?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Homem-Man 2



ps: a imagem está ruim, eu sei. não estou conseguindo resolver isso...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Fragmentos

O cavaleiro-cara-de-dragão, apesar de valente, era tão feio que nem mesmo este seu apelido parecia merecê-lo. Certa vez cruzou as muralhas para enfrentar um dragão (um dragão de verdade) que era tão bonito (para um dragão) que era chamado de dragão-com-cara-de-cavaleiro. Durante a terrível batalha, eram os dois tão parecidos que mal se podia saber quem era um e quem era o outro e, lamentavelmente, ninguém nunca soube ao certo quem matou quem.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Gadgest

Se foi-se o tempo em que nós podíamos viver sem um computador (exagerando...), também foi-se o tempo em que o computador era um troço único em que só se ligavam monitor, teclado, mouse e, olha lá, uma impressora. Hoje em dia, a coisa complicou ainda mais e se o computador é praticamente um nosso apêndice, os apêndices do apêndice vão se multiplicando todos os dias. Veja a minha mesa de trabalho, por exemplo.

Já tive um scanner que quebrou e a impressora está em rede ligada a um outro computador. Então nem vou contá-los. Da linha tranqueiras de fato, a primeira coisa que liguei aqui foi o microfone, no meu caso, um microfone MESMO, desses de cantar (eu não tinha microfone pra computador). Com isso dava pra conversar com som pelo MSN ou Skype, coisa que eu dificilmente faço. Um pouco depois, uma webcam. Na verdade é uma câmera pequeninha que também é uma webcam. Daí tem a câmera digital cujo cabo está sempre conectado esperando pra baixar as fotos. Já são 3!

Não acabou, depois teve o pen-drive, que às vezes levo comigo, mas normalmente fica grudadinho ali, disponível. Acabou? Não! Tem também o fone de ouvido que, no caso, é um fone-de-ouvido-microfone, desses tipo telefonista. Chegamos a 5 utensílios!

Mas eis que temos mais um. Meu brinquedo novo, um "tablet", uma prancheta de um palmo de largura por meio palmo de altura com uma caneta e um mouse sem fio, próprios pra desenhar no computador (a caneta, o mouse eu não sei bem pra que serve). Mais uma portinha USB, mais coisa em cima da mesa.

E por fim, é claro, meu mais querido aparelho-ocupador-de-mesa. Meu radinho AM tá sempre aqui do lado, mas ele não se liga no computador. Ele é das antigas...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Diálogo

- Se eu não te escrevesse cartas de amor, você iria me amar mesmo assim?

- Continuaria te amando do mesmo jeito.

- E se eu tivesse mais 10 kg?

- Te amaria.

- E se eu não gostasse de cachorro?

- Ainda assim, te amaria.

- E se eu odiasse cinema?

- Te amaria. Te amaria de qualquer jeito.

- Hum.

- E você? Se eu não te fizesse canções você me amaria?

- Não. Não seria você...

sábado, 5 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O resultado

Acabou a saga. Foi tão rápido. Eu mesmo achei que fosse demorar mais.
Habemus quadro! Está terminando de secar. Depois é só colocar na parede. Não sei se a foto está muito boa, mas acho que dá pra enxergar:


Ainda falta um título. Eu já pensei em um, mas não gosto de ficar nomeando as coisas que faço. Se alguém tiver uma sugestão...


sexta-feira, 28 de março de 2008

Fragmento

O navio atravessava tempestades constantes, e o capitão coordenava as ações com mão de ferro. Tufões, furacões, ondas gigantes, não havia tempo para discussões, todos lutavam dia e noite contra os perigos do mar. Quem mais nos poderia liderar nestes dias de terror? No entanto o capitão, o líder aclamado e atendido, lançava o navio sempre em direção aos ventos, salvando sempre a tripulação dos maus momentos que ele mesmo criava. Mas um dia o navio desviou-se da rota, sem querer, desviou das tormentas e atingiu regiões de mar calmo e bons ventos. Todos os tripulantes comemoraram e descansaram suas forças o quanto quiseram. Os ventos eram tão bons, o trabalho era tão pouco que em um mês, fartaram-se. Em dois meses, entediaram-se. No terceiro, enforcaram o capitão.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Tema


Está decidido.

Será um auto-retrato. Mas será um auto-retrato do meu jeito.

Eu ando precisando mesmo de um auto-retrato...

terça-feira, 25 de março de 2008

Nota sobre o post anterior

Reparem a foto da alternativa "a" e a foto do gorila albino no lado esquerdo.

Alguma semelhança?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Possibilidades

Enquanto eu não compro a tal da tinta e o tal do "Godê", já posso ir pensando em duas questões importantes: 1º. O que diabos eu vou pintar. 2º. COMO diabos eu vou pintar. Hoje vamos pensar sobre a primeira pergunta. Seja lá qual for o meu "tema", não será naturalista, inclusive porque eu não sei. Mas desenhar retratos, a meu modo, eu sei. Vide o "quadro de cachorro". Vamos lá. Eis as possibilidades:


.........
a) Auto-retrato ......b) Geométrico .....c) Imagem com Palavras

.... .......
d) Natureza Morta ..e) Releitura ........ f) Outro cachorro

Enquanto penso, vou comprar as tintas e cuidar da vida...